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Cidades

Novo remédio impede avanço do Alzheimer

Medicamento em desenvolvimento se mostrou capaz de retardar a progressão de problemas de memória e de cognição


Imagem ilustrativa da imagem Novo remédio impede avanço do Alzheimer
Daniel Escobar: novos estudos são esperança para melhores respostas ao tratamento |  Foto: Divulgação

Esperança para melhores resultados no tratamento do Alzheimer, um medicamento que está em desenvolvimento  mostrou ser capaz de “impedir” a evolução da doença. 

Os resultados da última etapa   dos estudos clínicos com o donanemabe foram anunciados nesta semana pela farmacêutica Eli Lilly.

 Segundo os  dados, a medicação se mostrou capaz de retardar a progressão de problemas de memória e de cognição em cerca de um terço dos pacientes com Alzheimer, mas essa taxa dobra para 60% se o tratamento for iniciado quando os sintomas são leves.

“Quando falamos em uma doença que não tem cura, precisamos buscar soluções para reduzir o impacto que ela pode causar na vida dos pacientes e de seus familiares. No Alzheimer, retardar o declínio cognitivo do paciente é fundamental”, afirma Luiz Andre Magno, diretor sênior médico da Lilly Brasil.

O medicamento é um anticorpo que age eliminando a concentração da proteína beta-amiloide no cérebro do paciente. O seu acúmulo, assim como o da proteína tau, é considerado um dos principais mecanismos associados ao Alzheimer.

O mestre em Neurologia Daniel Escobar explicou que nos últimos anos foram iniciados testes para um novo grupo de medicações, usando  anticorpos monoclonais. 

“Elas são moléculas artificiais, direcionadas a uma proteína ligada à morte de neurônios”, explicou.

Imagem ilustrativa da imagem Novo remédio impede avanço do Alzheimer
Paciente: novas drogas buscam eliminar proteínas associadas à doença |  Foto: Canva

Os avanços nos  resultados, segundo ele, são esperança para melhores respostas ao tratamento. “Nos últimos 15  a 20 anos, não tivemos  novidade no tratamento da doença e de outros  quadros demenciais. Temos medicações  que buscam melhorar os sintomas”.

O médico neurologista José Antonio Fiorot Júnior destacou que, além do donanemabe, outros imunobiológicos já foram aprovados nos Estados Unidos (aducanumabe e lecanemabe).

“Infelizmente, ainda é  limitado o  acesso, pelo fato de não ter registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e,  mesmo para a aquisição nos Estados Unidos, o custo é muito alto”.

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Remédio contra Alzheimer impede avanço da doença

Para a médica geriatra Larissa Barbiero de Almeida Dias,  os resultados com o donanemabe surgem como esperança de um potencial medicamento para  ajudar no tratamento e na melhoria da qualidade de vida de pacientes. 

“Um dos  desafios hoje  ainda é o diagnóstico precoce, já que muitas vezes o quadro cognitivo do paciente é negligenciado ou  considerado normal para a idade”.

OPINIÕES

"Os  novos medicamentos  mostraram  eficácia na lentificação do declínio cognitivo de pacientes”, José Antonio Fiorot Júnior, médico neurologista.

"Os dados dos estudos são esperança de um novo medicamento para nos ajudar no tratamento”, Larissa Barbiero de Almeida Dias, médica geriatra.

FIQUE POR DENTRO

Novo medicamento

A farmacêutica Eli Lilly anunciou nesta semana os resultados da última etapa dos estudos clínicos com o donanemabe, um medicamento experimental para o tratamento do Alzheimer.

Como age

O medicamento é um anticorpo que age eliminando a concentração da proteína beta-amiloide no cérebro do paciente. O seu acúmulo, assim como o da proteína tau, tem sido considerado um dos principais mecanismos associados ao Alzheimer.

O remédio é um anticorpo monoclonal injetado de forma intravenosa a cada quatro semanas, durante  72 semanas (um ano e meio). Ele se liga às placas de beta-amiloide depositadas no cérebro para eliminá-las.

Estudo

O estudo envolveu 1.736 pacientes, de oito países, com idades de 60 a 85 anos. Todos tinham comprometimento cognitivo leve, mas diferentes níveis de acúmulo da beta-amiloide e da tau. Eles foram divididos entre os que receberam o fármaco e os que receberam placebo (substância sem efeito).

O tratamento reduziu com sucesso as placas da beta-amiloide: em média 84% nos 18 meses, em comparação com uma redução de  1% para os voluntários do grupo placebo.

Uma subanálise mostrou que, entre aqueles com baixa concentração da proteína tau no cérebro e que estavam no estágio mais inicial possível do comprometimento cognitivo, essa eliminação resultou em um declínio cognitivo 60% mais devagar em comparação com  o grupo placebo.

Essa foi a maior eficácia observada no estudo, porém outros grupos também tiveram um benefício significativo. De modo geral, entre aqueles com baixo nível de tau, a redução foi de 35%. Já considerando os com acúmulo mais avançado da tau, a diminuição foi de 22%. 

Publicação

Os dados da fase 3 dos testes clínicos foram publicados na revista científica Jornal da Associação Médica Americana (Jama) e divulgados durante a Conferência Internacional da Associação de Alzheimer,  em Amsterdã, na Holanda.

Chegada ao mercado

Segundo o comunicado da Eli Lilly, o donanemabe já está sob análise da Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora americana. A empresa espera uma decisão no fim de 2023. Outras agências globais também fazem a análise. 

A farmacêutica disse que ainda não há previsão para que o aval seja solicitado no Brasil à Anvisa, então não há previsão de chegar ao mercado brasileiro. 

Outras drogas

A busca pela  eliminação das proteínas tem sido o alvo da última geração de remédios para a doença.

Este ano, foi aprovado o lecanemabe (vendido sob o nome comercial de Leqembi nos EUA pelas farmacêuticas Biogen e Eisai). Ele  reduziu em 27% o declínio cognitivo nos pacientes com Alzheimer.

Apesar de promissores, médicos apontam que, entre os problemas das novas drogas, ainda está o acesso. Além de não estarem aprovadas no Brasil, os preços são altos.

Segundo médicos, o   lecanemabe  custa  em torno de R$ 138 mil por ano, nos Estados Unidos.

Fonte: Agência Globo e médicos consultados.

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