Mais de 300 motoristas são multados no Carnaval por recusarem teste do bafômetro
Fiscalização registrou ainda 81 motoristas dirigindo sem carteira. Número de mortes nas rodovias capixabas caiu em relação a 2025
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Com a fiscalização reforçada em todo o Espírito Santo, 359 condutores foram multados durante os dias de folia por se recusarem a fazer o teste do bafômetro.
Eles terão a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por 12 meses, além de receberem multa no valor de R$ 2.934,70.
Os dados da fiscalização de trânsito, do dia 13 até a última quarta-feira (18), fazem parte da Operação Carnaval 2026, que teve os resultados divulgados na quinta-feira (20) pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp).
O subcomandante do Batalhão de Polícia de Trânsito (BPTran), major Weslley Rossetto, destacou que, além das 281 recusas ao bafômetro, 81 condutores foram flagrados sem a carteira de habilitação.
“Apesar do aumento das abordagens neste ano, o número de recusas ao etilômetro caiu. Essa redução pode ser atribuída ao aspecto repressivo das fiscalizações e, ao mesmo tempo, ao aspecto educativo, de conscientização do condutor”.
O gerente de fiscalização de trânsito do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-ES), Jederson Lobato, também destacou que os agentes do órgão reforçaram as ações em conjunto com outras forças de segurança.
Nas operações em que os agentes atuaram, 78 motoristas foram autuados por recusa ao etilômetro, e um total de 468 autos de infração foi emitido, explicou Lobato.
“A segurança viária é feita com três pilares: engenharia, educação e fiscalização. Este ano, o Detran conseguiu estar mais presente na fiscalização, com a atuação por meio da escala Iseo (Indenização Suplementar de Escala Operacional)”.
Mortes
Segundo o secretário de Estado da Segurança Pública e Defesa Social, Leonardo Damasceno, houve uma leve redução no número de mortes no trânsito neste ano no Estado: foram 13 vítimas em decorrência de acidentes em 2025, contra 12 em 2026.
“O número basicamente é o mesmo, mas a redução é positiva diante do tamanho dos eventos que tivemos no Carnaval deste ano e da quantidade de turistas que passaram pelo Estado”.
Operação Carnaval
A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp) divulgou na quinta-feira (19) os resultados da Operação Carnaval 2026, realizada de 13 a 18 de fevereiro, com reforço de efetivo e operações planejadas para os locais de folia.
Mortes no trânsito
13 pessoas morreram em acidentes em 2025.
12 pessoas morreram no trânsito em 2026.
Operações
BPTran
Recusas ao bafômetro - 281
Embriaguez ao volante - 5
Motoristas sem CNH - 81
Licenciamento vencido - 655
Total de autos de infração - 3.351
Agentes Detran-ES
Recusas ao bafômetro - 78
Embriaguez ao volante criminal e administrativa - 1
Motoristas sem CNH - 8
Licenciamento vencido - 175
Total de autos de infração - 468
O que diz a lei
Quem dirige sob a influência de álcool ou outra substância está sujeito a penalidades administrativas e pode responder por crime de trânsito.
1. Embriaguez ao volante
O código de trânsito prevê a autuação para quem dirige sob a influência de álcool ou de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência.
A infração é gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
Nesse caso, além da multa, o condutor ainda precisa passar por curso de reciclagem e prova.
2. Recusa ao teste
Quem se recusa a realizar o teste também está sujeito à autuação administrativa por não se submeter a teste, exame clínico, perícia ou outro procedimento que permita certificar influência de álcool ou outra substância psicoativa.
A infração é gravíssima, com multa de R$ 2.934,70 e suspensão do direito de dirigir por 12 meses.
O condutor também precisa passar por curso de reciclagem e prova para ter a carteira de volta após o período de suspensão.
3. Crime
Quem realiza o teste do bafômetro com um resultado igual ou superior a 0,34 miligrama por litro de ar expelido pelos pulmões, também responde criminalmente pela embriaguez ao volante.
Conduzir o veículo com capacidade psicomotora alterada em razão da influência de álcool ou de outra substância psicoativa tem pena de detenção de seis meses a três anos.
O crime também pode ser comprovado em caso de sinais de embriaguez, como andar cambaleante, fala confusa, sonolência, desordem nas vestes, odor de álcool no hálito, agressividade e outros.
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