Capixaba encara desafio e percorre 260 km no Caparaó
Atleta de Muniz Freire concluiu a Mega Volta do Caparaó, que teve quatro dias de duração e passou por diversos pontos turísticos
O profissional de Educação Física e atleta de corrida de montanha Caio Braga concluiu a Mega Volta do Caparaó, desafio esportivo realizado entre os dias 12 e 15 deste mês, com percurso total de aproximadamente 260 quilômetros.
A prova teve largada e chegada no distrito de Menino Jesus, em Muniz Freire, município onde o atleta mora, e passou por diferentes cidades e pontos turísticos da região do Caparaó capixaba e mineiro.
Dividido em quatro dias, o trajeto incluiu trechos realizados de bicicleta e corrida de montanha.
No primeiro dia, Caio saiu de Menino Jesus em direção a Patrimônio da Penha, com destino ao Pico Seio de Abraão.
O encerramento ocorreu com o retorno a Menino Jesus e ascensão ao Pico Colossus, em Iúna.
O momento mais exigente da Mega Volta, segundo Caio, foi a terceira etapa, quando o desgaste físico acumulado e as condições climáticas impactaram o rendimento do atleta.
“O terceiro dia foi o mais difícil, fez muito calor e isso dificultou minha alimentação e hidratação, e eu já estava sentindo o acumulado de 150 km rodados. Minhas pernas estavam pesadas”, lembra.
Ao longo do percurso, as ascensões somaram cerca de 8.166 metros de altura, passando por picos como o Seio de Abraão, Pico do Calçado, Pico da Bandeira, Pedra da Tia Velha e Colossus.
Segundo o atleta, a proposta da Mega Volta do Caparaó nasceu da ideia de unir diferentes montanhas da região em um único trajeto contínuo.
Dedicado à corrida de montanha desde 2022, Caio iniciou sua trajetória esportiva ainda na infância, quando praticava futebol. Atualmente, ele atua como treinador de corridas na assessoria esportiva PeakPro.
Para enfrentar o desafio, o atleta adotou uma preparação voltada à constância e à adaptação ao esforço prolongado.
“Fiz treinos de força, corrida de montanha e mountain bike. Em 2026, vou correr algumas ultramaratonas de montanha, então usei esse desafio também como uma forma de preparação para as provas que estão por vir”, explicou.
O atleta destaca o caráter pessoal e simbólico do desafio.
“Não foi uma jornada sobre números, mas sim uma ligação profunda que tenho com esses lugares que passei: os quilômetros rodados sozinho no silêncio da montanha, o contato com a natureza e o objetivo de chegar lá com minhas próprias forças”, disse.
Caio Braga atleta e profissional de Educação Física
Resistência física e mental
A Tribuna — Como surgiu a ideia de criar e enfrentar o desafio da Mega Volta do Caparaó?
Caio Braga — A Mega Volta do Caparaó surgiu da ideia de conectar alguns picos da região em um looping único, com deslocamentos estratégicos de bicicleta e ataques aos cumes a pé. É um projeto esportivo pessoal, uma jornada sobre resistência física e mental. Fiz o percurso sozinho, mas quem sabe isso se torne um trajeto para outros atletas se desafiarem também.
Como foi a sua preparação para encarar quatro dias de prova e um percurso de 250 quilômetros?
Minha preparação incluiu treinos de força, corrida de montanha e mountain bike. Em 2026, vou correr algumas ultramaratonas de montanha, então usei esse desafio também como uma forma de preparação para as provas que estão por vir.
Qual foi o momento mais difícil do desafio e por quê?
Em quatro etapas percorri 255 km, com um acumulado de subida de 8.166 metros. O terceiro dia foi o mais difícil, fez muito calor e isso dificultou minha alimentação e hidratação, e eu já estava sentindo o acumulado de 150 km rodados. Minhas pernas estavam pesadas.
Após concluir o percurso, que aprendizado esse desafio deixa para você como atleta?
Não foi uma jornada sobre números. Mas sim uma ligação profunda que tenho com esses lugares que passei, os quilômetros rodados sozinho no silêncio da montanha, o contato poderoso com a natureza e o objetivo de chegar lá com minhas próprias forças.
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