A Tribuna perguntou aos leitores: como você quer estar daqui a 10 anos?
A Tribuna quis saber dos leitores seus planos para 2036. Especialistas dizem que pensar no futuro ajuda na saúde emocional
Você se lembra de como estava há 10 anos? Nos últimos dias, uma tendência no Instagram tem levado milhares de pessoas a revisitar 2016 e mostrar como eram naquela época, muitas sem imaginar onde estariam hoje.
Talvez você nem se recorde exatamente de quem era naquele ano. Mas a pergunta que fica é outra: daqui a 10 anos, como você quer estar?
O cineasta Leandro Sherman, 39, sabe exatamente onde quer chegar. Ele conta que já tem planejados os personagens e as histórias que pretende contar em seus filmes ao longo dos próximos 10 anos. Para ele, o futuro é continuidade: criar, desenvolver universos narrativos e fazer com que cada obra dialogue com a anterior.
Ele já soma 11 produções audiovisuais profissionais entre webséries, curtas e médias-metragens, que já circularam por festivais nacionais e internacionais.
O mais recente é o média-metragem “Smither”, que conta a história de um detetive e marca o início de um projeto ambicioso: a criação de um universo cinematográfico compartilhado, com personagens que se cruzam e histórias conectadas, pensado para se desenvolver ao longo da próxima década e culminar em uma grande produção em 2036.
Quando pensa mais longe, o sonho vai além dos filmes. “Quem sabe, abrir um pequeno cinema, no estilo dos anos 50, em alguma cidade do Estado”, revela.
Quem também é apaixonada pela magia do cinema é a arquiteta Brenda Gomes, 26 anos. Só que ela não pretende abandonar sua profissão. Sua ideia é atuar como videomaker dentro da arquitetura.
“Ao longo do tempo, entendi que poderia unir essas duas paixões, criando projetos que vão além da função e trazendo a narrativa, a luz e a sensibilidade do cinema para dentro das casas. A ideia é que cada projeto seja vivido e também contado como um filme, desde o conceito até a forma como ele é apresentado depois de pronto”.
Atualmente, Brenda está fechando seu primeiro apartamento, marco que considera muito importante em sua vida.
E para os próximos anos, ela já tem planos. “Me imagino compartilhando esse processo, falando sobre reformas, escolhas e aprendizados. Daqui a 10 anos, me vejo morando em uma casa, um sonho antigo, pensada por mim, com um olhar ainda mais autoral e cinematográfico”.
“Acima de tudo, me imagino com saúde, cercada pela minha família e amigos, que são a base de tudo o que construo e o que desejo continuar construindo no futuro”, afirma.
Pensar no futuro auxilia na saúde emocional
Enquanto há quem prefira não planejar o futuro e viva igual à canção do Zeca Pagodinho, “deixando a vida o levar”, especialistas afirmam que pensar no futuro auxilia na saúde emocional.
“Pensar no futuro pode ser um exercício potente de organização psíquica e de atribuição de sentido à vida”, afirma Fabiana Loreto, neuropsicóloga da Apta, especialista em avaliação psicológica e psicologia jurídica
“Imaginar o amanhã pode funcionar como fonte de motivação, esperança e engajamento, especialmente quando o futuro é concebido como algo em construção, e não como uma promessa idealizada de felicidade plena. Tudo isso é muito positivo para a construção de saúde emocional”.
Mesmo sem tudo ter planejado, Livia Maulaz, psicóloga e professora do Unesc, destaca que ter em mente aquilo que se deseja e viver em coerência com isso, faz com que esse futuro seja possível.
“A gente consegue criar boas metas e fazer bons planejamentos para a vida da gente quando passamos a nos conhecer bem o suficiente para tomar decisões que nos fazem bem”.
Foco na estética
Aos 33 anos, formada em Enfermagem, Caroline Pedrini, inaugurou neste fim de semana sua clínica de estética. Ela, que foi mãe aos 16 anos e aos 21 passou um tempo de sua vida dedicada aos filhos, voltou a estudar.
“Foram 5 anos de faculdade, me formei no final de 2024. A ideia não era ir para a estética, mas como sempre fui uma pessoa vaidosa, resolvi levar isso também para outras pessoas. Fiz cursos e comecei a minha pós-graduação em estética integrativa. Nos próximos 10 anos, me vejo com algo maior e sendo referência em alguma área da estética”.
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