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Chacina na Ilha: vítimas foram mortas porque conversaram sobre facção

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Polícia

Chacina na Ilha: vítimas foram mortas porque conversaram sobre facção


Os acusados: Werik Santa'ana dos Santos da Silva, vulgo Mamão; Adriano Emanoel de Oliveira Tavares, vulgo Da Bala; Felipe Domingos Lopes, Cara de Boi e Victor Bertholini Fernandes (Foragido) (Foto: Divulgação/PCES)
Os acusados: Werik Santa'ana dos Santos da Silva, vulgo Mamão; Adriano Emanoel de Oliveira Tavares, vulgo Da Bala; Felipe Domingos Lopes, Cara de Boi e Victor Bertholini Fernandes (Foragido) (Foto: Divulgação/PCES)

As vítimas da chacina ocorrida em setembro, na Ilha do Américo, em Santo Antônio, Vitória, foram mortas porque, durante uma conversa, teriam mencionado o nome de uma facção que atua na Capital.

As informações foram passadas em coletiva de imprensa, na manhã desta quinta-feira (26), pela Polícia Civil, que divulgou os detalhes sobre a conclusão do inquérito do crime.

Pablo Ricardo Lima Silva, de 21 anos; Wesley Rodrigues Souza, de 29 anos; Yuri Carlos de Souza Silva, 23 e Victor da Silva Alves, de 19 anos foram mortos no dia 28 de setembro deste ano, em um crime que chocou o Estado. Outros dois jovens, que estavam com as vítimas, ficaram feridos. 

Até agora, três já foram presos pelo crime:

  • Felipe Domingos Lopes, vulgo Cara de Boi, de 22 anos: foi o responsável por emitir a ordem do homicídio, bem como efetuar os primeiros disparos na cabeça das vítimas; 
  • Adriano Emanoel de Oliveira Tavares, vulgo Balinha ou Da Bala, de 22 anos: coautor do crime, cuja imagem parcial aparece na filmagem feita pelos autores no local;
  • Werik Santa'ana dos Santos da Silva, vulgo Mamão, de 18 anos: responsável por pilotar o barco utilizado no crime, além de ser um dos executores.

Outros três continuam foragidos, sendo dois adolescentes de 17 anos e Victor Bertholini Fernandes, de 19 anos, também acusado de ser um dos executores do crime.

Mal-entendido

Assim como já havia sido divulgado durante as investigações, nenhuma das vítimas tinha envolvimento com a facção criminosa que atua em Santo Antônio, Vitória. De acordo com o secretário de Estado da Segurança Pública, coronel Alexandre Ofranti Ramalho, os jovens estavam no local apenas para se divertir. 

"Seis indivíduos saem de santo Antônio, pegam um barco e vão para a ilha se confraternizando. Quando chegam lá eles encontram duas outras pessoas, perguntam se têm seda para fumarem maconha, eles compartilham e começam a fumar", contou o coronel Ramalho, na coletiva desta quinta (26).

Ainda segundo o secretário, um mal-entendido causou a chacina, que resultou em dois feridos e quatro mortos.

"No meio da conversa surge um assunto relacionado a facção, o que não quer dizer que eles participam. Os dois que já estavam na ilha eram de Porto de Santana, em Cariacica. Quando esses dois escutam essa palavra relativo a outra organização criminosa, imediatamente, um deles liga para o Boizão e fala: tem seis camaradas aqui da organização".

Após a ligação, Felipe Domingos Lopes, conhecido como Boizão, reuniu um grupo e seguiu para a Ilha. Quando chegou ao local, apenas três das vítimas estavam lá, os outros três tinham ido comprar cerveja e refrigerante, mas quando voltaram, também foram rendidos.

Ramalho afirma que os que estavam na ilha foram submetidos à tortura psicológica, enquanto os outros não chegavam.

"Um deles (acusados), o Adriano, vulgo Da Bala, liga para outra pessoa de Santo Antônio, um comerciante, e pergunta se eles são ligados ao tráfico. A pessoa diz que não, que são trabalhadores. Da Bala informa isso ao Boizão. Ele é perverso, violento, extremamente agressivo e começa a execução, independente da Informação. Dois dos seis são atingidos mas conseguem sobreviver e quatro morrem", explica Ramalho.

Leia também: Antes de atirar, bandidos usaram celular de vítima de chacina para ligar para comparsa

Denúncia

De acordo com o delegado Marcelo Cavalcanti, titular da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), a investigação foi concluída há mais de 10 dias com indiciamentos e os autos foram encaminhados ao Ministério Público do Espírito Santo (MPES), que já realizou a denúncia.

"Inclusive já foi recebida a denúncia pelo Poder Judiciário e hoje encontra-se em fato de ação penal. Todos foram indiciados no crime de homicídio triplamente qualificado com motivo torpe, que impossibilitou a defesa das vítimas, associação ao tráfico armado e, apenas os maiores também foram indiciados por corrupção de menores. Nós calculamos a pena em abstrato e cada um dos acusados pode pegar cerca de 150 anos de prisão", afirmou o delegado Marcelo Cavalcanti.

"É uma situação que nos choca, até nós que estamos acostumados a investigar esses crimes contra a vida. As Vítimas foram ao local para uma tarde de lazer, não estavam em atividade criminosa, estavam se divertindo", lamentou Cavalcanti, que aproveitou o momento para se solidarizar com as famílias dos jovens mortos.
 

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