Polícia investiga se adolescentes causaram morte de cão comunitário em SC
'Orelha' foi encontrado agonizando por uma moradora após receber pauladas na cabeça
A polícia investiga se adolescentes são responsáveis pelo espancamento de um cão comunitário que morreu na Praia Brava, em Florianópolis, no meio do mês.
O cachorro Orelha foi encontrado agonizando por uma moradora após receber pauladas na cabeça. Ele vivia havia cerca de 10 anos na praia com outros animais de rua, que eram alimentados e cuidados pela comunidade.
O animal foi levado ao hospital veterinário e precisou passar por eutanásia por causa da gravidade dos ferimentos. A Polícia Civil confirmou que uma investigação foi aberta sobre o assunto em 16 de janeiro, após um boletim de ocorrência ser registrado.
Morte do animal causou comoção coletiva, afirma associação de moradores. Em nota, a Associação Praia Brava lamentou o caso e disse que aguarda o "correto esclarecimento dos fatos". Moradores fizeram uma manifestação no sábado pedindo Justiça pelo animal.
Adolescentes que teriam agredido o animal serão ouvidos pela Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso, segundo o Ministério Público de SC. Alguns depoimentos já foram tomados pela polícia, mas as próximas oitivas devem acontecer nesta semana, segundo projeção dos órgãos.
Caso o envolvimento deles com o caso seja comprovado, eles receberão medidas socioeducativas ou responderão por ato infracional. Segundo o MPSC, as punições previstas em lei vão de advertências, serviços à comunidade e liberdade assistida até, em casos excepcionais, internações.
Caso é investigado pela promotoria da Infância e Juventude e pela promotoria de Meio ambiente de Florianópolis. O Ministério Público afirmou que acompanha as investigações. Após conclusão do inquérito policial, o órgão vai analisar as denúncias.
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