Motorista de app é preso suspeito de estuprar jovem de 17 anos durante viagem
No caminho, o motorista teria desviado da rota, cancelado a viagem e ido para um local onde não havia sinal de celular
Siga o Tribuna Online no Google
Um motorista de aplicativo foi preso no último domingo, 8, em Ceilândia, no Distrito Federal, suspeito de estuprar uma passageira de 17 anos durante o trajeto da corrida. O homem, de 34 anos, foi detido em flagrante pela Polícia Militar do DF logo depois do crime, após a adolescente denunciá-lo para as autoridades. O nome do homem não foi divulgado e, por isso, não foi possível localizar sua defesa.
A Uber, empresa na qual o motorista era cadastrado, informou que ele já teve o perfil desativado e que a plataforma colabora com as autoridades na investigação do caso (veja mais ao fim do texto).
O caso aconteceu no período da manhã. Conforme informações do portal G1, que conversou com a vítima e com a mãe dela, a adolescente estava voltando para casa quando o crime teria ocorrido.
No caminho, o motorista teria desviado da rota, cancelado a viagem e ido para um local onde não havia sinal de celular. A jovem teria tentado avisar a mãe pelo celular, mas as mensagens não foram enviadas.
Após o crime, a adolescente teria sido deixada perto da sua casa, há cerca de duas residências de distância. A mãe conta que encontrou a filha chorando, e que chegou a ver o momento em que o suspeito ia embora com o carro. As duas fizeram uma denúncia contra o criminoso.
Com base nas informações de características físicas do autor e do veículo informado, a equipe policial iniciou diligências para localizar o suspeito.
“Após buscas em endereços relacionados ao autor, o homem foi localizado pouco tempo após o fato. O suspeito, de 34 anos, foi detido e conduzido à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher II (DEAM II)”, informou a Polícia Militar, em nota.
O homem realizava a viagem pela Uber. Em nota, a plataforma lamentou o caso e afirmou ser “inaceitável qualquer tipo de assédio, violência ou má conduta sexual”.
“O motorista teve a conta desativada e a plataforma permanece à disposição das autoridades para colaborar com as investigações, na forma da lei”, disse a empresa.
A Uber declarou ainda que todas as viagens na plataforma são cobertas por seguro e que possui, em parceria com a organização MeToo Brasil (que promove acolhimento e apoio para quem sofreu de violência sexual e assédio), um canal de suporte psicológico às vítimas. As duas ferramentas foram oferecidas à adolescente, informou a empresa.
MATÉRIAS RELACIONADAS:
Comentários