Cultivar do Incaper promete reforçar a bananicultura capixaba com resistência
A fruta, do tipo nanica e desenvolvida após mais de duas décadas de estudos, apresenta resistência às doenças mais graves da cultura
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O Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) lançou uma nova cultivar de banana resistente à sigatoka-amarela, à sigatoka-negra e ao mal do Panamá, raça 1, doenças presentes em todo o País e consideradas as mais graves da cultura.
A fruta, do tipo nanica, foi selecionada e recomendada após mais de duas décadas de estudos. A variedade atende à demanda de produtores e supre a lacuna de materiais do subgrupo Cavendish. Diretor técnico do Incaper, Antônio Elias da Silva, destaca o avanço.
“Trata-se de um marco para a bananicultura capixaba. É o resultado mais expressivo da pesquisa e da extensão rural do Incaper. A nova variedade fortalece a cadeia produtiva, com alta resistência às principais doenças. É uma entrega direta aos produtores, com tecnologia capaz de garantir a continuidade e até a ampliação da área plantada no Espírito Santo”.
O lançamento ocorreu no mês passado em Alfredo Chaves, município com tradição no cultivo da fruta, e reuniu produtores, técnicos e lideranças do setor. Para o secretário de Estado da Agricultura, Abastecimento, Aquicultura e Pesca, Enio Bergoli, a iniciativa ultrapassa os limites regionais.
“Não é apenas um avanço para o Espírito Santo, mas uma conquista da ciência pública. O trabalho desenvolvido ao longo de anos agora se materializa em uma solução que impacta a produção local e nacional. Parabenizo os profissionais envolvidos e reconheço a contribuição ao fortalecimento do agro capixaba”, diz.
Técnicos extensionistas do Incaper ressaltam as características da nova cultivar. Segundo José Aires Ventura, as plantas apresentam maior robustez.
Já o pesquisador Alciro Lamão destaca o desempenho produtivo. “Os cachos superam, em média, 30 quilos, o que assegura alta produtividade. Os frutos apresentam excelente qualidade, com teor de sólidos solúveis superior ao da variedade Grande Naine, o que amplia o potencial de uso na agroindústria”, explica Alciro.
Produtor em Alfredo Chaves, Antônio Carlos Petri avalia a novidade como um avanço para o campo. “Essa nova variedade chega em boa hora. A resistência às doenças dá mais segurança para quem produz e reduz perdas”.
Saiba Mais
Características da fruta
- Alta resistência à sigatoka-amarela, sigatoka-negra e ao mal do Panamá, doenças que mais afetam a cultura no País.
- Maior produtividade, com cachos que ultrapassam, em média, 30 quilos.
- Plantas mais robustas, com melhor desempenho no campo.
- Frutos de elevada qualidade, com teor de sólidos solúveis superior ao da variedade Grande Naine.
Uso comercial
- Potencial de uso na agroindústria, ampliando possibilidades de comercialização.
- Alternativa para suprir a ausência de cultivares do subgrupo Cavendish.
- Redução de perdas e maior segurança para o produtor rural.
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