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Folha de São Paulo
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A escolha do dia 19 de junho para as próximas mobilizações contra Jair Bolsonaro não teve o apoio unânime das centrais sindicais e é justificada pelas lideranças dos movimentos que encabeçam a campanha como uma forma de explorar a empolgação com os atos de 29 de maio.
A organização dos protestos é criticada por especialistas pela possibilidade de uma terceira onda da pandemia. A data, dizem as frentes, é justamente para aproveitar o período antes do agravamento.
Pop
Dados do Google Trends obtidos pelo Painel mostram que o interesse pelos protestos na semana passada foi o maior dos últimos 12 meses. A última vez que brasileiros haviam procurado pelo tema dessa forma foi em maio de 2020, época dos atos Vidas Negras Importam.
Timing
O Brasil é o país que mais pesquisou sobre protestos e manifestações desde sábado. “Abriu-se uma janela para avançar o debate sobre impeachment”, afirma Guilherme Boulos (Psol), da frente Povo Sem Medo.
Racha
As centrais sindicais trataram do assunto ontem, mas não chegaram a um consenso sobre convocar ou não abertamente os atos. A CUT decidiu fazê-lo, mas a Força Sindical resiste à ideia.
Estratégia
“Os movimentos populares estão querendo impor uma data para as centrais. Isso é ruim. Não existem duas manifestações de uma semana para outra para conquistar a mesma coisa”, diz João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força.
Debate
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso, aceitou convite do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para participar, na próxima quarta-feira, de sessão na Casa sobre temas eleitorais, como combate às fake news e voto impresso.
Lobby
Parlamentares e magistrados atuam nos bastidores após o STF aprovar a primeira lista tríplice só de mulheres para uma vaga no TSE.
Times
Marilda Silveira é próxima do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), de Antônio Anastasia (PSD-MG) e tem simpatia do ministro Gilmar Mendes. Angela Baeta Neves atuou para a campanha de Henrique Meirelles (PSD). Maria Cláudia Bucchianeri tem como apoiadores o presidente da Câmara, Arthur Lira, Ciro Nogueira (PP-PI) e o ministro Dias Toffoli.
Copo...
“Não existe vento a favor para piloto que não sabe que rumo tomar”, diz Ciro Gomes (PDT) ao Painel, sobre o crescimento de 1,2% do PIB no primeiro trimestre e a falta de projeto do presidente Jair Bolsonaro e de seu ministro da Economia, Paulo Guedes.
...meio vazio
“Exportação de produtos básicos puxada pela demanda da China e favorecida pelo câmbio não geram emprego nem salários, nem tributos. É voo de galinha. Descemos 25 degraus de uma escada e estamos voltando três”, completa o presidenciável.
Aliado
Secretário de Comunicação Institucional do governo Bolsonaro, Felipe Pedri, saiu em defesa do médico Victor Sorrentino, preso no domingo acusado de assédio no Egito após divulgar um vídeo em que ofende uma muçulmana com frases de cunho sexual.
Recado
“De olho na quantidade de mau caracters (sic) que estão levando um pai de família como o Vick passar por desumanidades sem precedentes em um país estrangeiro. Vocês não são brasileiros, são a escória da humanidade. Nojo total”, postou.
Russos
Membros do PSD trabalham para que Ronaldo Caiado (DEM) tenha Henrique Meirelles em sua chapa para o Senado em Goiás, mas o governador está mais próximo de nomes do MDB, como Iris Rezende. O PSD até avalia chapa pura com Vanderlan Cardoso, mas o senador não planeja concorrer ao governo.
Aqui não
Políticos locais veem entraves para a competitividade de Meirelles e dizem que dinheiro não é tudo. “Na eleição, ele vem ser oportunista aqui. Um cara que não fez nada por Goiás”, afirma o deputado Zacharias Calil (DEM).
Na lata
A quem critica sua ausência, Meirelles diz que tem raízes no estado em que nasceu. “Quando fui presidente do Banco Central, a economia de Goiás cresceu muito”.
Tiroteio
“Por que defenderam o isolamento? Queriam prejudicar o Presidente. A preocupação deles é política e não saúde.”
De Carla Zambelli (PSL-SP), deputada federal, sobre movimentos de oposição terem convocado nova manifestação de rua na pandemia.
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Painel,por Folha de São Paulo