Login

Esqueci minha senha

Não tem conta? Acesse e saiba como!

Atualize seus dados

ASSINE
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Pernambuco
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
ASSINE
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo
Assine A Tribuna
Espírito Santo
arrow-icon
  • gps-icon Pernambuco
  • gps-icon Espírito Santo

PLENÁRIO

Após vacina, Covid entre indígenas de Aracruz cai 77%

| 19/04/2021, 10:30 h | Atualizado em 29/06/2021, 13:27
PLENÁRIO, POR EDUARDO MAIA

Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.



          Imagem ilustrativa da imagem Após vacina, Covid entre indígenas de Aracruz cai 77%
|  Foto: Humberto De Marchi/PMA

O número de casos confirmados de Covid-19 entre indígenas de Aracruz caiu consideravelmente após a imunização. O município concentra 12 aldeias, com 4.604 indígenas, dos povos Tupiniquim e Guarani, que começaram a ser vacinados em janeiro – os povos originários têm prioridade na vacinação, de acordo com o Plano Nacional de Imunização.

Segundo dados da Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) – órgão ligado ao Ministério da Saúde –, em janeiro foram registrados 67 casos de Covid entre indígenas aldeados. Em fevereiro, 66. A 2ª dose da vacina começou a ser aplicada no dia 19 de fevereiro e, o mês seguinte, já apresentou resultados. Em março foram registrados 15 casos de Covid, 77,2% a menos que em fevereiro.

De 1º a 16 de abril (última sexta-feira), a Sesai notificou 10 positivados – sendo que destes, quatro são menores de 18 anos, que ainda não são contemplados com a vacina. A cobertura vacinal da 1ª dose está em 95,8% nas aldeias indígenas. E a da segunda dose está em 89%.

“Eu acredito muito na vacina e nós somos a prova que a vacinação em massa funciona. Temos vivenciado essa experiencia de 95% de cobertura vacinal e temos tido um êxito muito grande, com a redução no número de casos. Alguns indígenas tiveram Covid após a imunização, mas foram casos leves, não evoluíram a óbito, e a maioria não precisou de internação. A experiência com o povo indígena é um exemplo para o Brasil de que a vacina funciona e tem salvado vidas”, disse a enfermeira Rosiane Scarpatt, coordenadora das equipes de saúde indígena (Sesai) de Aracruz. Segundo ela, a vacina aplicada é a Coronavac.

Mortes

Desde o início da pandemia, foram registrados 377 casos de Covid entre os indígenas aldeados – maioria dos casos concentrados nas aldeias de Caieiras Velha, Irajá e Pau Brasil. Em todo o ano de 2020 foi registrada a morte de um indígena na aldeia Caieiras Velha. Mas, nesse ano, o número triplicou. Três mulheres morreram nas aldeias.

Uma das vítimas era da aldeia Areal, e a morte ocorreu em janeiro. Em março, mãe e filha da aldeia Irajá também não resistiram à Covid e morreram. As duas chegaram a tomar a 1ª dose da vacina, mas contraíram o vírus no intervalo, segundo a enfermeira Rosiane.

“No início do ano os casos aumentaram bastante nas aldeias, acredito que foi um reflexo do cenário geral que ocorreu no Barsil, com afrouxamento das medidas de prevenção e festas de final de ano”, disse Rosiane.

No Painel Coronavírus do governo do Estado, até a noite de domingo (18), havia o registro de 691 casos confirmados de Covid entre indígenas em todo o Espírito Santo. Desses, 10 casos evoluíram a óbitos, desde o início da pandemia, registrando uma letalidade de 1,4% na população indígena.

Os dados do Estado também registram uma redução de casos positivos de Covid entre os povos originários. Em janeiro foram 77 casos; em fevereiro, 86. Já em março foram registrados 68 casos (redução de 20,9% com relação a fevereiro) e abril, até o momento, 17.

Fake news


          Imagem ilustrativa da imagem Após vacina, Covid entre indígenas de Aracruz cai 77%
|  Foto: Janaína Pereira

A enfermeira Rosiane disse que o início da vacinação necessitou de uma campanha massiva de conscientização, por parte dos profissionais de saúde e de caciques, devido à baixa adesão dos indígenas. Um dos motivos, segundo ela, foi a disseminação de fake news.

“A maior dificuldade foi lidar com as fake news, era conversa de que quem tomasse iria virar jacaré, que a vacina iria implantar chip, ou que a vacina era água e ainda que iria matar os idosos. Mas, nossas equipes de saúde foram muito persistentes em orientar e desmistificar. Eles também foram vendo que um da família ia sendo vacinado e não acontecia nada de mal, que ficava tudo bem, então foram aderindo. Também tivemos a participação das lideranças, os caciques ajudaram na conscientização da comunidade”.

A educadora indígena Janaína Pereira, 35, da aldeia Pau Brasil, disse que a desinformação sobre a vacina também chegou à sua aldeia. “Dentro da comunidade muitas coisas foram faladas, sobre o que iria acontecer se tomasse a vacina. Muitas pessoas ficaram abaladas com as fake news, por não terem as informações certas. Mas praticamente toda minha comunidade foi vacinada. E isso foi uma conquista muito grande. Muitos foram contaminados, mas nenhum foi a óbito em nossa aldeia”, disse Janaina.

Questionada se chegou a ter medo de tomar a vacina, ela disse que não. “Não tive medo. Fiquei muito feliz. Eu tenho fé em Tupã que aquilo que vem de bem para nós, para nossa saúde, temos que tomar. E que Tupã venha nos sarar dessa doença”.

SUGERIMOS PARA VOCÊ:

PLENÁRIO, POR EDUARDO MAIA

Plenário, por Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

ACESSAR Mais sobre o autor
PLENÁRIO, POR EDUARDO MAIA

Plenário,por Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

PLENÁRIO, POR EDUARDO MAIA

Eduardo Maia

Eduardo Maia é jornalista formado pelo Centro Universitário Faesa e pós-graduado em Gestão da Comunicação Interna. Especialista em política capixaba, atua como colunista de A Tribuna e do Tribuna Online, onde analisa diariamente os bastidores do poder no Espírito Santo. É também autor do livro “Memórias da Liberdade – 50 Anos do Guaraparistock”, que resgata a história do primeiro festival de música ao ar livre do País, realizado em Guarapari, no verão de 1971.

PÁGINA DO AUTOR

Plenário

Há mais de 55 anos, a tradicional coluna Plenário acompanha de perto os bastidores da política capixaba nas páginas de A Tribuna. Também presente no Tribuna Online, o espaço traz diariamente notícias, análises e informações exclusivas sobre os poderes Legislativo, Executivo e Judiciário. Com olhar atento, revela as costuras políticas que movimentam os quatro cantos do Espírito Santo.