Como perder gordura localizada
Gabriela Rebello
Praticamente todo mundo tem as chamadas gorduras localizadas, que inquestionavelmente incomodam e podem até mesmo atrapalhar a autoestima. De forma resumida, podemos dizer que a gordura localizada é a reserva energética do nosso organismo. Quando essa reserva não é gasta, ou seja, não é queimada, ela se acumula em regiões específicas.
O educador físico Helder Souza reforçou ainda que “a gordura localizada não interfere somente na parte estética do indivíduo, mas pode também interferir na saúde do mesmo. Por exemplo, o excesso de gordura na região abdominal está relacionado ao surgimento de doenças cardiovasculares, como hipertensão arterial e infarto”.
Cabe ressaltar que o acúmulo de gordura e os locais onde elas se depositam estão relacionados com a predisposição genética da pessoa, seus hábitos alimentares, a prática de atividade física e sua postura corporal.
Helder complementa informando que “o processo de emagrecimento em decorrência dos exercícios se dá através do princípio físico da energia, transformando a energia dos alimentos (Kcal) em calor e movimento, ‘nosso combustível’ para que possamos funcionar. Diariamente consumimos e gastamos quantidades de Kcal, ao final de um período a diferença entre o quanto se consome e o quanto se utiliza determina se teremos a queima ou o acúmulo de gordura”.
Ou seja, não adianta comer um fast-food de 800 calorias e dobrar a carga horária na academia, queimando somente 400 a 500 calorias, pois a conta não irá fechar.
No que diz respeito à alimentação, muito além do que contar calorias é avaliar a qualidade do que se come. Alimentos de qualidade ruim irão estimular o armazenamento da gordura localizada, enquanto os alimentos saudáveis irão estimular a sua queima. Ou seja, nada de açúcares, gordura saturada e carboidratos simples, como: bolos, pão branco, salgados, massas e sal em excesso.
O ideal é consumir pelo menos 30 gramas de fibras todos os dias, pois elas ajudam a regular a digestão, melhorando o funcionamento do metabolismo.
Evitar o consumo de bebidas alcoólicas também é necessário, afinal, além do álcool por si só já ser uma substância supercalórica, ele ainda atrapalha a queima da gordura.
Por fim, a última dica alimentar é: priorize as proteínas boas: peito de frango, peixes, aves em geral, grão-de-bico, queijos magros, carnes magras, leite, iogurte, cogumelos e feijão-branco.
Helder resume: “Ajuste seu balanço energético. Evite estratégias ineficientes (exercícios localizados), dietas restritivas e por conta própria. Combine exercícios aeróbio e de fortalecimento muscular.”
E mesmo com todos esses ajustes na rotina, se a gordurinha naquele ponto chave persistir, não se desista!
O educador físico Helder Souza afirma ainda que “a atividade física e a alimentação trabalham a queima da gordura de forma sistemática. Para aquelas gordurinhas mais persistentes, os tratamentos estéticos podem ser bons aliados”.
Algumas ótimas opções são os aparelhos de ultrassom de alta frequência, a carboxiterapia e a criolipólise, mas a escolha do tratamento deve ser orientada pelo fisioterapeuta especializado ou esteticista, levando em consideração a quantidade de gordura acumulada, a sua localização, bem como o tipo.
Agora me conte, o que você tem feito para mandar as gordurinhas embora?
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