Elegância nos encontros
Claudia Matarazzo
Em algum momento, voltaremos a receber em casa com algumas variações das noitadas sem a menor preocupação, mas, ainda assim, já seguros, sem o estresse de patrulhamento e, mais importante: com verdadeiro prazer, valorizando o fato de poder estar junto de quem escolhemos, gostamos e queremos.
Durante a pandemia, estive imersa na confecção de dois livros, um dos quais sobre “Acolhimento e Bem Receber”.
Em meio às pesquisas, acabei encontrando citações sobre o tema feitas pelos mais variados e renomados filósofos, desde a antiguidade até os dias de hoje.
Vale a pena refletir sobre o que eles preconizam, pois tem tudo a ver com o momento que estamos vivendo e com algumas mudanças/transformações que podem ser bem-vindas.
Leonardo da Vinci – “A simplicidade é o grau máximo da sofisticação”. Tanto é verdade que, em épocas diferentes, expoentes de outras áreas disseram o mesmo, com outras palavras. Olha só...
Christian Dior – “A verdadeira elegância está por toda parte. Especialmente, nas coisas que não aparecem”.
E, antes dele, Coco Chanel, que eternizou o conceito, já dizia: “A simplicidade é a chave da verdadeira elegância”.
Elegância acessível – É do que estamos falando aqui. Um pouco adiante na linha do tempo, Giorgio Armani, famoso por sua marca de luxo ousada e moderna que tornou mais acessível através do seu
“Emporio Armani” diria que: “A elegância não está em chamar a atenção de alguém, mas, sim, ficar na memória de alguém!”
É isso gente: não mais ostentação e aglomeração gratuita. Vamos nos ater à essência, ao que realmente importa e que nos gratifica.
Se você ainda tem dúvidas, veja o que dizia Leon Tolstoi – que, em geral, associamos à política e ideias radicais: “A verdadeira felicidade está na própria casa, entre as alegrias da família”.
Na real, temos que aprender a pensar um pouco menor e mais perto.
Megaeventos? Se não rola no momento, que tal um evento de conteúdo e satisfação mais compacto e intenso?
Afinal, a busca da felicidade perene, induzida por efeitos especiais e prazeres ininterruptos, provou-se falsa. Além de perigosa, estressante e inútil...
Cesare Pavese, pensador italiano morto em 1950, dizia: “Não nos lembramos de dias, lembramos de momentos”.
E os momentos, caros leitores, são átimos de vida, faíscas de felicidade – dificilmente se estendem em megamomentos.
A beleza está em saber reconhecê-los e capturá-los ainda acesos, com a chama da paixão.
Para provar que não estou delirando, vejam a frase sobre a felicidade do gigante Mahatma Ghandi: “A arte da vida consiste em fazer dela uma obra de arte”.
Ok, podemos não ser geniais artistas, mas temos o dever de aprender, se não a desenhar, pelo menos a segurar o lápis com elegância e respeito à página que se nos apresenta em branco e renovada, todos os dias ao amanhecer.
SUGERIMOS PARA VOCÊ:
Claudia Matarazzo,por Claudia Matarazzo