Linha no chão
Folha de São Paulo
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Uma ala do Superior Tribunal de Justiça (STJ) pressiona para que Humberto Martins, presidente da Corte, instaure inquérito a respeito das mensagens trocadas entre integrantes da Lava a Jato que se referem a ministros do STJ.
A ideia é adotar a mesma estratégia do STF, que abriu apuração sobre ataques e notícias falsas contra o Supremo. A avaliação no STJ é que se faz necessária uma reação contundente aos procuradores que indicaram intenção de investigar os magistrados para impor limites à classe.
Pare aí
Martins solicitou no último dia 5 à Procuradoria-Geral da República apuração de membros do Ministério Público Federal após a CNN Brasil mostrar que eles sugeriram, em diálogos obtidos pela Polícia Federal, pedir “análise patrimonial” de ministros do STJ. A expectativa é que Augusto Aras, chefe da PGR, abra inquérito na quinta-feira.
Se não tem tu...
Integrantes da Corte, porém, avaliam que Aras não priorizará o inquérito e não o acelerará para evitar mais mal-estar com a categoria. Por isso, insistem para que a própria Corte instaure apuração de ofício. O caso deverá ser resolvido em reunião do tribunal após o Carnaval.
Tudo meu
A defesa do ex-presidente Lula diz estar preocupada com a notícia de que advogados estão categorizando os diálogos vazados entre integrantes da Lava a Jato, como mostrou o Painel. “O material não foi compartilhado com ninguém”, disse Cristiano Zanin Martins, advogado de Lula.
Precedente
Esta não é a primeira vez que os defensores do petista reagem à exploração dos diálogos por outras pessoas. Em peça enviada ao ministro Ricardo Lewandowski (STF), na semana passada, eles reclamaram da tentativa de “terceiros” de obter as mensagens da Operação Spoofing
Mais que mil palavras
Ministros do STF criticaram o silêncio do presidente do tribunal, Luiz Fux, sobre as revelações de que a cúpula do Exército, comandada então por Eduardo Villas Bôas, articulou tuíte de alerta ao Supremo antes do julgamento que negou pedido de habeas corpus a favor de Lula em 2018.
Antes tarde
O ministro Edson Fachin condenou ontem a articulação e disse que a Corte não pode ser pressionada. Nem ele, porém, passou ileso de críticas. Colegas do relator avaliam que ele deveria ter condenado a mensagem há três anos, quando ela foi publicada.
Faca no pescoço
Deputados discutem inserir na medida provisória sobre compra de vacinas que deve ser votada na quinta-feira pela Câmara dispositivo estipulando prazo ao governo para cumprir metas de imunização.
Tic Tac
A intenção é fixar datas para obrigar o governo a vacinar a população, na ausência de cronograma no plano nacional de imunização. Idosos acima de 70 anos, por exemplo, seriam vacinados até julho. Os deputados ainda estudam se haveria sanções em caso de descumprimento.
Tudo OK
No Congresso, a expectativa é que não seja vetada a MP que dá prazo para a Anvisa autorizar emergencialmente vacinas contra a Covid-19. A leitura é que quem precisa de liberação rápida da agência é o próprio governo.
Sem mimimi
O deputado federal Kim Kataguiri (DEM-SP) quer incluir o Banco do Brasil no programa nacional de desestatização. Segundo ele, a intenção é “evitar que daqui a 20 anos” o ministro Paulo Guedes “dê palestras dizendo que não privatizou porque 'o Congresso não deixou'.”
Atração
A gestão Bruno Covas (PSDB-SP) convidou o artista plástico Robinho Santana para pintar a empena de um edifício (ainda a ser definida) como parte da segunda edição do festival Verão Sem Censura, a ser realizado em março.
Muralha
O maior mural do país, “Deus é Mãe”, é de Robinho e está em Belo Horizonte, onde virou alvo de inquérito da Polícia Civil por incluir pichações na composição. O festival em SP tem como objetivo contestar o cerceamento à liberdade de expressão.
Me inclui fora
Quatro das principais centrais sindicais do País - Força Sindical, UGT, Nova Central e CSB - negam qualquer intenção de mudar o foco de ações contra o governo Bolsonaro e reafirmam luta pelo auxílio emergencial, vacina para todos e emprego.
Tiroteio
“Culpa do Ernesto, o idiota, que insiste em atacar o BRICS, quando esses países têm vacinas ou insumos que evitariam a escassez”.
De José Noronha, do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde, ligando a falta de imunizantes, de que sofre o Rio, à política externa do Brasil.
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Painel,por Folha de São Paulo