Vespeiro
Folha de São Paulo
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O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), avisou a líderes partidários que criará em breve duas comissões para discutir mudanças na lei eleitoral. Um dos pontos que devem entrar em debate é a flexibilização da cláusula de barreira, que ameaça diversas legendas na eleição de 2022.
A criação de federações partidárias e o modelo do “distritão”, em que são eleitos os mais votados nos estados para o Congresso, também estão entre os temas que devem ser analisados.
Oportunidade
Para valerem no ano que vem, mudanças precisam ser aprovadas até outubro. A discussão do voto impresso, bandeira de bolsonaristas, não está prevista, mas nada impede que seja incluída por algum parlamentar.
Outros tempos
O PT, que agora ataca a autonomia do Banco Central, foi entusiasta da ideia no começo do governo Lula. Entre seus defensores estavam os ex-ministros Guido Mantega, Antonio Palocci e José Dirceu. Em 2003, a bancada federal apoiou o projeto.
Help
“O importante é discutir a autonomia administrativa do Banco Central”, disse Dirceu logo após a vitória de Lula, em 2002. O partido defendia o modelo inglês, em que a política econômica é decidida pelo governo e executada pelo BC de forma autônoma.
Você por aqui?
Agora, a oposição ao projeto acabou unindo o PT a um de seus maiores algozes, o ex-deputado Roberto Jefferson, delator do mensalão. Em rede social, disse que é contra “submeter nossa política monetária aos globalistas”.
Aceno
Braço direito do governador João Doria, Marco Vinholi, que comanda o diretório do PSDB de São Paulo, suavizou o discurso com relação ao presidente do partido, Bruno Araújo, que recebeu apoio de diretórios tucanos em todo o Brasil. “Ele é um parceiro na oposição a Bolsonaro, e não há intenção de tirá-lo do cargo agora”.
Regime
Presidente do PSDB paulistano, Fernando Alfredo foi chamado para o almoço de deputados e dirigentes em apoio ao governador Eduardo Leite (RS), hoje. Mesmo contrariado com Doria, que o excluiu do jantar no Bandeirantes, declinou.
Pressão
O prefeito Bruno Covas (PSDB), assinou manifesto que pede a retomada do auxílio emergencial do governo federal e a criação de projeto de renda mínima. O texto é da Frente Mista em Defesa da Renda Básica.
Falta
O governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), encaminhou ofício a Eduardo Pazuello (Saúde) no qual cobra o envio de mais vacinas para o estado. Barbalho diz no documento que a pasta de Pazuello ignora o impacto da crise sanitária do Amazonas no Pará.
Lanterna
Helder afirma que seu estado ocupa “a última colocação, em termos de percentual de doses recebidas por habitantes, entre todos os entes estaduais”, e diz que recorrerá à Justiça caso não tenha ajuda no controle da pandemia no Pará.
Cliente...
Os sindicatos dos ambulantes e dos motoristas de aplicativos do Distrito Federal entraram com ações judiciais para terem o direito de vacinar seus integrantes contra a Covid-19 compradas no setor privado. Nos pedidos, endereçados ao Tribunal Regional Federal, as categorias argumentam que seus trabalhadores circulam muito e que são vetores da doença. Deveriam, portanto, ter prioridade.
...preferencial
“Queremos autorização para comprar ou importar vacinas excedentes, ou seja, que não forem usadas pelo sistema público”, diz o advogado João Paulo Todde, responsável pela ação. Ele calcula que seriam necessárias 1 milhão de doses para imunizar as duas categorias. Não há prazo para o TRF decidir.
Desfecho
Quatro ex-presidentes da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) assinaram uma carta aberta em que apoiam o encerramento da Lava a Jato.
Transparência
Alvaro Ribeiro Costa, Wagner Gonçalves, Ela Wiecko de Castilho e Antônio Carlos Bigonha afirmam que a troca de mensagens entre procuradores e o ex-juiz Sergio Moro sugere “desprezo às garantias fundamentais dos acusados”. Eles também defenderam a decisão do STF de dar publicidade ao conteúdo das conversas, contrariando posição da entidade.
Tiroteio
“Excluir os militares da fiscalização na Amazônia é mau agouro. É dizer não à ordem e ao progresso do País”
De Rodrigo Agostinho (PSB-SP), deputado, sobre a decisão do governo federal de retirar os militares da Amazônia a partir de maio.
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Painel,por Folha de São Paulo