Porta-voz
Folha de São Paulo
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Criticado por sucessivos erros na condução da pandemia nos últimos dias, Eduardo Pazuello (Saúde) tem sido visto como um para-choque de Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. Para auxiliares do Presidente, o ministro foi para a linha de frente em um dos momentos de maior cobrança por ações do governo federal.
O general deu três entrevistas coletivas em menos de 24 horas, enquanto Bolsonaro sumiu por um período das redes sociais e falou apenas algumas palavras com apoiadores.
Sincero
Como escudo, Pazuello mentiu, distorceu dados, fez promessas que se desmanchavam horas depois e evidenciou as falhas do governo. Apesar do desgaste reconhecido no próprio Palácio do Planalto, no fim da tarde de ontem uma troca estava descartada, nas palavras de auxiliares de Bolsonaro.
Holofotes
Políticos observaram uma mudança de comportamento na dinâmica. Na semana passada, o general chegou a dizer que preferia não falar com a imprensa e que essa responsabilidade era de seu secretário-executivo. Justificou que, se o auxiliar erra alguma informação, o chefe ainda pode corrigir.
Ponto de vista
Auxiliares afirmam que Bolsonaro tem dito em reuniões que acredita que haverá uma redução em sua popularidade em pesquisas no início deste ano, a que ele atribui ao fim do auxílio emergencial e não tanto à condução da pandemia ou falta de vacina no Brasil.
Bilíngue
Animado com a repercussão internacional por ter derrotado Bolsonaro na “guerra das vacinas”, o governador João Doria (PSDB-SP) reagiu em Inglês a uma declaração de cunho antidemocrático do Presidente. “Shut up, Bolsonaro”, ou: “Cale-se, Bolsonaro”, escreveu o tucano em uma rede social na noite de ontem.
E aí?
Em momento em que os estados temem uma interrupção da vacinação com o fim das 6 milhões de doses importadas da Coronavac, a empresa União Química vive incerteza quanto ao futuro de 10 milhões de vacinas Sputnik V. A Anvisa rejeitou pedido inicial de uso emergencial e aguarda mais documentos para analisar a liberação.
Baba, baby
A União Química espera receber da Rússia 600 mil doses em janeiro, 3,4 milhões em fevereiro e 6 milhões em março. No entanto, avisa que se a Anvisa demorar muito na aprovação, irá exportá-las.
Fala tudo
Em live organizada pelo ex-governador Tarso Genro (PT), Ciro Gomes (PDT) deu detalhes sobre a conversa que teve com Lula (PT) em outubro do ano passado. Ciro disse que o encontro durou 4 horas e que o ex-presidente é “muito mais generoso e bondoso” do que a “burocracia do PT”, que costuma o atacar “por pragmatismo”.
Sem freio
O pedetista, porém, avisou que seguirá reagindo às críticas que recebe de sites vinculados ao PT.
Recado
“Eu disse ao Lula: 'Cada vez que fizerem uma dessa eu vou responder a você', porque o Lula tem essa mania: ele faz tudo com a mão do gato. Só que o Lula pode ser mito para alguém, para mim é um velho camarada de longa data, a quem eu acho que, de fato, faltou grandeza nesse momento do Brasil”, afirmou.
Calculadora
O Solidariedade oficializou apoio a Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa pela presidência da Câmara ontem, mas apenas seis dos seus 14 deputados estão hoje dispostos a votar no candidato de Rodrigo Maia (DEM-RJ).
Papo
Dos outros oito que hoje estão com Arthur Lira (PP-AL), candidato de Jair Bolsonaro, cinco dispuseram-se a conversar tête-à-tête com o presidente do partido, Paulinho da Força, e Baleia Rossi. São os convertíveis.
Quem é quem
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, solicitou no inquérito de fake news à FGV um estudo feito sobre os principais divulgadores de informações falsas sobre fraude eleitoral em 2020. Como mostrou o Painel, Eduardo Bolsonaro e outros parlamentares são citados no monitoramento.
Tiroteio
“Só faltou pedir recontagem dos votos da Anvisa e nova votação com voto impresso”.
Do deputado Heni Ozi Cukier (Novo-SP), sobre declaração de Jair Bolsonaro, que fala em “apesar da vacina”, após aprovação da Coronavac.
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Painel,por Folha de São Paulo