Para ser bonito tem que ser magro?
Redação jornal A Tribuna
Entre os vários parâmetros definidos como padrão de beleza, a forma física é um dos principais atributos avaliados. Mas se cada indivíduo tem sua própria visão do que é belo ou não, dá para afirmar que para ser bonito tem de ser magro?
Muitos ainda dizem sim. Tanto que a cantora Marília Mendonça foi julgada mesmo após exibir a boa forma de biquíni neste início de ano e até rebateu o comentário de uma internauta que alegava que, por ser jovem e rica, ela tinha de estar magra.
Por outro lado, um grupo crescente de pessoas busca romper cada vez mais com as imposições sociais e destaca os diferentes tipos de beleza. Na web, influenciadores que pregam a autoaceitação têm atraído e inspirado legiões.
A psicóloga Lana Francischetto enfatiza que a beleza não deve ser associada a estereótipos físicos. Ela recorda que os padrões variam em diferentes localidades de acordo com aspectos culturais.
“A associação do corpo magro com a beleza é um equívoco e vem causando danos seríssimos à saúde mental principalmente das mulheres, e em especial das adolescentes.”
A obesidade não deve ser romantizada, destaca a psicóloga, afinal ela é classificada como doença pela Organização Mundial da Saúde.
“Que a saúde e o bem-estar estejam como prioridade. O que não significa corpo magro, e sim um corpo amado e cuidado por uma mente saudável que se percebe para além da aparência. Vislumbra o valor de sua essência, buscando a autenticidade de si, trabalhando o autoamor e procurando ser a melhor versão de si dentro de sua individualidade”, salienta Lana.
A imposição de padrões reflete na demanda por intervenções estéticas. Para a dermatologista Irene Baldi, não é viável seguir à risca tudo o que é imposto. Os procedimentos estéticos devem ser utilizados de forma harmoniosa para priorizar e enfatizar o que cada pessoa tem de melhor.
“Quando recebo paciente no consultório que deseja algo praticamente inatingível, sempre tento, de forma honesta e convincente, torná-la o mais realista possível”, diz.
“Depois de alguma conversa para entender as razões, vemos que tudo que essas pessoas querem fazer no exterior (como excesso de preenchedor ou reestruturar toda a face) é para encobrir insatisfações pessoais”, avalia Irene.
Bonita demais
“Me sinto muito bonita”, afirma a maquiadora e modelo plus size Luiza Moscon, 17, que exala beleza e até recebeu proposta para modelar.
“Nunca vi meu corpo como problema. Já tentei emagrecer, mas hoje meu objetivo é qualidade de vida. Me exercito, mas estou bem com minha imagem e nunca deixei de fazer nada por ter sobrepeso”, diz.
“Sou a favor das pessoas buscarem sua melhor versão. Se é magra, vá atrás disso, mas não para seguir o padrão e sim para estar bem consigo”, acrescenta ela que observou um crescimento espontâneo de seguidores no seu perfil @_luizamoscon.
Antes e depois
Mudança em três anos
Pouco após ter o primeiro filho, Marília Mendonça exibe a barriga “chapada”. Ela fez cirurgia antes da gestação. Nos últimos meses, fez dieta e exercícios.
Inspirações para construir sua autoaceitação
SUGERIMOS PARA VOCÊ:
AT em Família,por Redação jornal A Tribuna