“Não me sinto pressionada a casar e ser mãe”, diz a atriz Jessika Alves
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Atrevida, inquieta e sempre pronta para desafios como todo ariano, a atriz Jessika Alves sabe bem o que quer e quando quer. E também tem o lado apaixonado do signo de fogo.
Noiva há quase três anos do empresário Ibraim Lopes, ela solta uma gargalhada ao ser perguntada sobre a quarentena ao lado do sagitariano. “Somos duas pessoas de personalidade muito forte e tivemos várias fases”, assume.
Mas o amor está no ar e a bela que saiu de Curitiba aos 15 anos para dedicar-se à arte se diz apaixonada, não tem pressa para casar e nem para ter filhos. “Não me sinto pressionada para casar e ser mãe”, diz ela.
Sempre ativa nas redes sociais, ela vê essa pressão social sobre a mulher, especialmente em relação à maternidade, como um reflexo do machismo. “Durante muito tempo, a função da mulher na sociedade era apenas a reprodução e isso ainda se reflete em nós. Mas a decisão de ser mãe tem que ser mais do que uma imposição”, acredita ela.
Aos 29 anos, a ex-“Malhação” e “TV Globinho” fala sério em suas redes sociais, mas somente sobre aquilo que já viveu, como um distúrbio alimentar para se adequar aos padrões estéticos. “Acredito que falar é um processo de cura”, disse ela na época.
E, enquanto não voltava ao trabalho, durante o isolamento social, Jessika manteve sua mente trabalhando. Até física quântica entrou em sua rotina de estudos!
“Sempre li coisas, mas nada muito profundo. Neste período, vi uma oportunidade para estudar meus hobbies, então fiz um curso, iniciante, de física quântica e neurociência”, revela a morena.
"Ninguém é obrigado a nada"
Jessika Alves - Difícil escolher um! Cada personagem é especial e me marcou de alguma forma. Mas sinto que o público tem um carinho especial com a Norma Jean, a Manu e a Maria de Betânia.
Nas redes sociais você fala muito com suas seguidoras. Costuma ser presente em assuntos importantes. Qual deles foi mais difícil de abordar?
Falo sobre o que acho que posso agregar com as minhas experiências. Acho importante existir contrapontos em qualquer assunto. Falei sobre distúrbios alimentares que já sofri e recebi muitos relatos de meninas que sofrem com isso.
Acredita que a mulher, ainda mais quando é pública, deve usar sua voz para falar de questões sociais?
Acho que ninguém é obrigado a nada, mas se você tiver convicção e consciência sobre o que está falando é uma grande ferramenta para propagar ideias.
Me preocupa quem usa isso sem entender a dimensão do poder que as redes sociais possuem na vida das pessoas. Quando você não entende sobre o que está falando de verdade, em vez de ajudar, você atrapalha o desenvolver daquele tema.
É extremamente bonita e falou com suas seguidoras sobre assédio, abusos e machismo. Também já sofreu com isso? Obrigada. Na minha adolescência esse assunto não era discutido e a ficha sobre algumas situações que passei só caíram há pouco tempo, com mais maturidade e com mais esclarecimento sobre esse assunto.
Por isso é tão importante falarmos mais abertamente e nos apoiarmos enquanto mulheres e que as leis nos acolham de forma mais significativa.
Como foi para uma ariana, noiva de um sagitariano, ficar isolada durante a pandemia?
(Gargalhadas) Amei a pergunta relacionada aos signos! Somos duas pessoas de personalidade muito forte e tivemos várias fases, mas a gente conversa e tem bastante respeito um pelo outro e isso ajudou a entender os momentos de cada um.
Em breve aparecerá como uma vilã na televisão. O que te atraiu na personagem?
É sempre interessante fazer uma novela de época. Acabo aprendendo muita coisa com elas e é mais lúdico também, pois os cenários e roupas não são os que estamos acostumados a ver. Nutre a minha imaginação como atriz.
E as bíblicas têm uma mensagem linda a ser passada. Gosto muito de contar essas histórias. As novelas levam as histórias até pessoas que talvez nunca tivessem acesso a elas, seja por não ser religioso ou por não ter interesse em lê-las. E independente de religião, a Bíblia tem histórias lindas sobre valores, fé, empatia, amor, e o mundo sempre vai precisar disso.
Que referências buscou para viver essa mulher?
Eu busquei me aprofundar nas questões dela e achar em mim o meu lado Shakia.
Quais os desafios de fazer uma vilã? E a melhor parte?
Os desafios e a melhor parte, para mim, estão ligados. Acho que entrar em contato com sentimentos e lados sombrios é tão difícil quanto gostoso. Tem um lugar de profundo autoconhecimento dentro desse processo.
O que da sua personagem você leva pra vida real?
Tudo. Essa mulher pode existir em todos nós, mas escolho não ter as mesmas atitudes que ela. Escolho ressignificar as dores de forma diferente.
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