Corrida pela vacina
Folha de São Paulo
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Enquanto João Doria (PSDB-SP) anunciava a eficácia da Coronavac, o Ministério da Saúde, em reunião com técnicos dos estados, passou a orientação para que estejam preparados para receber na última semana do mês as 2 milhões de doses da vacina da AstraZeneca/Oxford, importadas da Índia.
Informou ainda quantas doses cada estado vai receber – o que foi considerado pouco. Aliados de Doria não creem que o governo federal conseguirá largar na frente e, assim, mantêm a data de 25 de janeiro.
La garantia...
Para a gestão paulista, Eduardo Pazuello (Saúde) vive uma crise de credibilidade. Apesar do anúncio de que assinou o contrato de compra de 100 milhões de doses do Butantan, prefeitos e governadores seguiam negociando ontem diretamente a compra da vacina com Doria.
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Fora das fronteiras paulistas, no entanto, governadores veem a chance de Pazuello sair na frente, nem que seja com a vacinação de uma pequena parcela da população, para marcar presença, no dia 20. A data exata ainda é fonte de expectativa.
Terminal
Aos estados, o Ministério da Saúde informou que preparou rotas aéreas para a distribuição das vacinas, saindo de Guarulhos, usando aviões de carreira e também da Força Aérea. A informação é a de que em 24 horas os imunizantes chegariam a todas as capitais.
Relógio
Para iniciar a vacinação, a partir da chegada do imunizante, secretários estaduais de Saúde dizem que seriam necessários três dias.
@jair
A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), enviou ofício a Jair Bolsonaro, ontem, solicitando que os profissionais de educação sejam incluídos no grupo prioritário de vacinação. Bezerra, que assina o documento como professora, afirma que é fundamental para a retomada das aulas.
Água quente
Apesar da provocação feita pelo PDT, com uma notícia-crime contra Bolsonaro ao STF, a leitura na Corte é a de que as iniciativas que cobram ação do governo contra a Covid-19 devem seguir no ritmo do “emparedamento gradual”, que empurra o governo à vacinação.
Vai nessa
O placar de 10 a 1 na obrigatoriedade da vacina, no fim do ano, deu a Ricardo Lewandowski sinais de que de há amparo na Corte para requisitar que o governo se mexa.
Bem-vindo
Logo em sua chegada ao TCU, o ministro Jorge Oliveira virou alvo de questionamento por suposto conflito de interesses. Ele assumiu a relatoria de processo de extinção da Ceitec, estatal produtora de chips criada no governo Lula (2009), em 1° de janeiro.
Tchau
A associação de funcionários da empresa pede que ele se declare impedido de relatar o processo, pois já disse ser amigo de Jair Bolsonaro, cuja gestão pretende extinguir a Ceitec. O regimento do TCU veda a atuação em processos “de amigo íntimo”.
Pode tocar
Além disso, como subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência, Oliveira assinou em 2019 parecer em que considerava viável juridicamente a extinção da Ceitec. Procurado pelo Painel, o ministro não quis comentar.
Aventura
Apesar dos acenos de Bolsonaro às forças policiais e militares, o general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz não vê risco de apoio a golpe em 2022. “São profissionais, não dão suporte a aventureiros”. Sobre a fala de Bolsonaro de que no Brasil será pior do que nos EUA, ele diz se tratar de “irresponsabilidade”.
Campanha
Defensora do voto impresso, a deputada Bia Kicis (PSL-DF) diz que Arthur Lira (PP-AL) se comprometeu, na última segunda-feira, que se for eleito presidente da Câmara vai instalar a comissão especial para analisar a PEC que cria o voto em papel para auditar a urna eletrônica.
Tô fora
Ela crê no avanço do tema, apesar da resistência no Judiciário, e se recusa a ligar o debate à invasão do Congresso dos EUA, como fez Jair Bolsonaro. “Não quero trazer polêmica para a discussão”.
Porta
“Infiéis, reincidentes e esquizofrênicos”, diz o deputado Júnior Bozzella (PSL-SP) sobre os dissidentes do partido que aderiram a Arthur Lira. Ele prometeu expulsá-los para “higienizar” o partido.
Tiroteio
“Bolsonaro apostou contra e teve que recuar. Mais uma prova da incompetência gigantesca do governo”
Do governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), sobre a compra da Coronavac anunciada ontem pelo Ministério da Saúde.
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Painel,por Folha de São Paulo