Destilação
Folha de São Paulo
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João Doria (PSDB) vai reunir os 645 prefeitos paulistas hoje para apresentar o plano estadual de vacinação contra a Covid-19, que deve começar no dia 25. O governo federal ainda não deu uma data precisa para o programa nacional.
Doria vai anunciar que a imunização em São Paulo começará em 5.000 pontos, dos quais mais da metade (3.000) na capital, e que seringas serão fornecidas pelo estado. A data do registro da Coronavac na Anvisa, porém, ainda é tratada com incerteza por aliados.
Plano A
O governo paulista vem dizendo que apresentará o pedido para o uso da vacina na Anvisa amanhã, mas em conversas ontem assessores e o próprio governador preferiram adotar cautela. Querem antes se certificar de que todas as exigências serão atendidas para obter a liberação em 10 dias.
Quarentena
Uma das preocupações de Doria é apresentar o Plano São Paulo para os prefeitos que chegaram no dia 1º. São 404 os novos gestores. Diante do descumprimento da fase vermelha em 20 cidades no fim do ano, eles serão lembrados que o Ministério Público é notificado de casos de desrespeito, o que pode causar ações de improbidade.
É o dinheiro
Dos 20 municípios rebeldes, nove tinham prefeitos tucanos. Fred Guidoni (PSDB), ex-prefeito de Campos do Jordão e aliado do governador, hoje presidente da Associação Paulista de Municípios, diz não ver motivação política, mas econômica para que os gestores tenham se recusado a aderir à fase vermelha.
Folhinha
Governadores pressionam o Ministério da Saúde a marcar uma data para o início da vacinação nacional. Wellington Dias (PT-PI) quer fazer nova reunião com Eduardo Pazuello (Saúde), representantes da Anvisa, dos laboratórios, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e também integrantes do STF na próxima segunda (11) para definir um cronograma.
Baú
Ele diz que um levantamento feito pelos secretários estaduais e municipais de Saúde mostra que há seringas em estoque para aplicar cerca de 40 milhões de doses da vacina, o que daria para cobrir a primeira fase da imunização.
Agenda
“O ministro Pazuello diz que começar no dia 20 é uma previsão otimista. Com a importação da Índia e o registro da Coronavac nos próximos dias, digo que essa data é perfeitamente possível”, diz.
Futuro
Em peça de defesa endereçada à comissão de ética do seu partido, o deputado estadual Fernando Cury (Cidadania-SP), que apalpou a colega Isa Penna (Psol-SP) no plenário da Assembleia de São Paulo, menciona a eventual candidatura de Luciano Huck em 2022 como razão para sua condenação sumária pela sigla.
Citado
“Nada justifica (nem mesmo a eventual candidatura pelo Cidadania de Luciano Huck à Presidência da República), o desrespeito da Constituição e das regras procedimentais do código de ética por parte do próprio partido”, diz a peça.
Estratégia
Para livrá-lo da acusação na comissão de ética do Cidadania, o advogado Roberto Delmanto Júnior apontou oito testemunhas, todas mulheres, entre as quais uma assessora.
74%
Membros do bloco de Baleia Rossi (MDB-SP) na disputa contra Arthur Lira (PP-AL) contabilizam o apoio de 20 governadores. Já os partidos do grupo de Lira comandam seis estados: Acre, Amazonas, Paraná, Rio de Janeiro, Sergipe e Roraima. O Novo, de Romeu Zema (MG), não se posicionou.
Beiradas
A conta é otimista, já que inclui governadores que são próximos a Bolsonaro, como Ronaldo Caiado (DEM-GO) e Ibaneis Rocha (MDB-DF). Lira teve encontros ontem com Waldez Goés (PDT-AP) e Hélder Barbalho (MDB-PA).
Crec
O deputado Julio Delgado (PSB-MG) diz que a liderança do partido oficializou apoio a Baleia Rossi sem saber se tem a maioria dos 30 parlamentares ao seu lado. Ele afirma que, em dezembro, 15 deputados pediram uma reunião da bancada para deliberar e não foram atendidos.
Cola
Líder do PSB, Alessandro Molon (RJ) diz que o grupo contrário ao apoio a Baleia é minoritário e que conversará com todos até a eleição, um a um, para maximizar o apoio ao emedebista.
Tiroteio
“Bolsonaro diz que não pode fazer nada, mas faz. Faz campanha contra a vacina. Se não fizesse nada mesmo seria bem melhor”
De Petra Costa, diretora de “Democracia em Vertigem”, sobre Presidente ter dito que o Brasil está quebrado e que não consegue fazer nada.
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Painel,por Folha de São Paulo