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Microcosmo

| 02/01/2021, 08:30 h | Atualizado em 02/01/2021, 08:36
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Folha de São Paulo

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Paulo Guedes (Economia) disse ao prefeito Eduardo Paes e ao secretário Pedro Paulo que quer estar no Rio no dia em que for apresentado o programa de ajuste fiscal da cidade.

O plano de emergência carioca contém uma das obsessões de Guedes: desvincula, desobriga e desindexa parte das despesas públicas, ampliando a gestão do Orçamento. Embora propague a meta no âmbito federal desde que chegou ao Ministério da Economia, Guedes não conseguiu colocá-la em prática.

GPS

Pedro Paulo diz que Paes traçou uma estratégia política diferente no âmbito municipal. Em vez de negociar antes e enviar a iniciativa ao Legislativo depois, como fez Jair Bolsonaro, o secretário pretende apresentar o pacote já no lançamento do ano legislativo, em fevereiro.

Ele também fixou prazo de 90 dias para concluir uma reforma da Previdência dos servidores.

Amigo dos inimigos

A presença de Guedes, se for concretizada, pode colocá-lo em uma saia-justa política. Paes e Pedro Paulo são aliados de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que no âmbito federal rivaliza com Bolsonaro e disse, em entrevista, que não tem falado com Guedes.

“Rodrigo também defende o ajuste fiscal, como Guedes, não vejo problema”, diz Pedro Paulo.

Devo, não nego

O secretário adiantou ao ministro da Economia que vai abrir negociação com o BNDES para repactuar o pagamento de juros da dívida do município.

Contagem

O secretário anunciou o plano de ajuste fiscal do Rio minutos após a virada do ano.
Precisamente, sete minutos após a meia-noite ele começou a enviar a jornalistas um resumo das ações previstas para sua gestão.

Pá-pum

Bruno Covas (PSDB) foi mais genérico ao falar de suas metas no discurso de posse de 2021 do que quando assumiu a Prefeitura de São Paulo pela primeira vez, em 2018.

Na ocasião, ele detalhou como pensava em estruturar a rede de saúde da família, por exemplo. Agora, falou apenas em expandir o atendimento de saúde.

Cartão de visitas

Covas deu mais peso à política ao seu discurso atual, mas também com mudanças.

Em 2018, ele lembrou do avô e marcou diferença com o que se convencionou chamar de anti-política, ilustrada pelas trajetórias de Jair Bolsonaro e João Doria. Agora, defendeu a democracia, a tolerância e a ciência.

Braços

Prevendo escassez de mão de obra para o tratamento do número crescente de casos de Covid-19 nas próximas semanas, o governo de São Paulo começará a remanejar e a recrutar funcionários da área médica.

De volta

Parte dos funcionários haviam sido desmobilizados para o atendimento da doença com o arrefecimento da pandemia. Terão que voltar.

“Não temos só Covid, mas infartos e outras doenças. As pessoas estão saindo mais e, com isso, se acidentando. Existe disputa nas UTIs entre Covid e não-Covid”, diz Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde.

Vizinhos

Apesar de as autoridades russas ainda não terem entregado todas as informações sobre a Sputnik V ao governo argentino, Rogério Rosso, ex-deputado e hoje executivo da União Química, laboratório que quer fabricar a vacina no Brasil, afirma que as informações estão sendo prestadas à Anvisa.

Ex-irmãos

“Cada agência regulatória tem a sua regra e a sua régua”, diz ele. Os russos querem ter a autorização para aplicar o imunizante de maneira emergencial no Brasil e também a permissão definitiva.

Currículo

No início de dezembro uma comitiva de técnicos russos desembarcou em Brasília, diz Rosso, e se reuniu com integrantes do Ministério da Saúde e da Anvisa.

A rapidez na pesquisa russa se deve, segundo o executivo, ao fato de o país ter estudado antes o coronavírus que causa a MERS.

Tiroteio

“A última profissão que eu queria ter no mundo era segurança do presidente @jairbolsonaro Kkkkk”.

Da deputada Bia Kicis (PSL-DF), sobre o presidente ter saltado de um barco e nadado até seguidores junto com pelo menos seis seguranças.

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