Microcosmo
Folha de São Paulo
Siga o Tribuna Online no Google
Paulo Guedes (Economia) disse ao prefeito Eduardo Paes e ao secretário Pedro Paulo que quer estar no Rio no dia em que for apresentado o programa de ajuste fiscal da cidade.
O plano de emergência carioca contém uma das obsessões de Guedes: desvincula, desobriga e desindexa parte das despesas públicas, ampliando a gestão do Orçamento. Embora propague a meta no âmbito federal desde que chegou ao Ministério da Economia, Guedes não conseguiu colocá-la em prática.
GPS
Pedro Paulo diz que Paes traçou uma estratégia política diferente no âmbito municipal. Em vez de negociar antes e enviar a iniciativa ao Legislativo depois, como fez Jair Bolsonaro, o secretário pretende apresentar o pacote já no lançamento do ano legislativo, em fevereiro.
Ele também fixou prazo de 90 dias para concluir uma reforma da Previdência dos servidores.
Amigo dos inimigos
A presença de Guedes, se for concretizada, pode colocá-lo em uma saia-justa política. Paes e Pedro Paulo são aliados de Rodrigo Maia (DEM-RJ), que no âmbito federal rivaliza com Bolsonaro e disse, em entrevista, que não tem falado com Guedes.
“Rodrigo também defende o ajuste fiscal, como Guedes, não vejo problema”, diz Pedro Paulo.
Devo, não nego
O secretário adiantou ao ministro da Economia que vai abrir negociação com o BNDES para repactuar o pagamento de juros da dívida do município.
Contagem
O secretário anunciou o plano de ajuste fiscal do Rio minutos após a virada do ano.
Precisamente, sete minutos após a meia-noite ele começou a enviar a jornalistas um resumo das ações previstas para sua gestão.
Pá-pum
Bruno Covas (PSDB) foi mais genérico ao falar de suas metas no discurso de posse de 2021 do que quando assumiu a Prefeitura de São Paulo pela primeira vez, em 2018.
Na ocasião, ele detalhou como pensava em estruturar a rede de saúde da família, por exemplo. Agora, falou apenas em expandir o atendimento de saúde.
Cartão de visitas
Covas deu mais peso à política ao seu discurso atual, mas também com mudanças.
Em 2018, ele lembrou do avô e marcou diferença com o que se convencionou chamar de anti-política, ilustrada pelas trajetórias de Jair Bolsonaro e João Doria. Agora, defendeu a democracia, a tolerância e a ciência.
Braços
Prevendo escassez de mão de obra para o tratamento do número crescente de casos de Covid-19 nas próximas semanas, o governo de São Paulo começará a remanejar e a recrutar funcionários da área médica.
De volta
Parte dos funcionários haviam sido desmobilizados para o atendimento da doença com o arrefecimento da pandemia. Terão que voltar.
“Não temos só Covid, mas infartos e outras doenças. As pessoas estão saindo mais e, com isso, se acidentando. Existe disputa nas UTIs entre Covid e não-Covid”, diz Jean Gorinchteyn, secretário estadual de Saúde.
Vizinhos
Apesar de as autoridades russas ainda não terem entregado todas as informações sobre a Sputnik V ao governo argentino, Rogério Rosso, ex-deputado e hoje executivo da União Química, laboratório que quer fabricar a vacina no Brasil, afirma que as informações estão sendo prestadas à Anvisa.
Ex-irmãos
“Cada agência regulatória tem a sua regra e a sua régua”, diz ele. Os russos querem ter a autorização para aplicar o imunizante de maneira emergencial no Brasil e também a permissão definitiva.
Currículo
No início de dezembro uma comitiva de técnicos russos desembarcou em Brasília, diz Rosso, e se reuniu com integrantes do Ministério da Saúde e da Anvisa.
A rapidez na pesquisa russa se deve, segundo o executivo, ao fato de o país ter estudado antes o coronavírus que causa a MERS.
Tiroteio
“A última profissão que eu queria ter no mundo era segurança do presidente @jairbolsonaro Kkkkk”.
Da deputada Bia Kicis (PSL-DF), sobre o presidente ter saltado de um barco e nadado até seguidores junto com pelo menos seis seguranças.
SUGERIMOS PARA VOCÊ:
Painel,por Folha de São Paulo