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PAINEL

Panela de pressão

| 30/12/2020, 09:26 h | Atualizado em 30/12/2020, 09:29
Painel

Folha de São Paulo

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Enquanto o governo federal discute e alega não ter espaço fiscal para ampliar despesas em 2021, sete estados e o Distrito Federal já decretaram a prorrogação até o fim de junho da calamidade em razão do agravamento da Covid-19. São eles MG, PE, PI, PR, RR, RO e TO.

O status permite que eles aumentem gastos com pessoal e realoquem verba de outras áreas para o combate à pandemia. O mais relevante, porém, é que engrossa a pressão política para que Jair Bolsonaro siga no mesmo caminho.

Leva eu
Wellington Dias (PT-PI) afirma que a tendência é que mais estados renovem a calamidade por necessidade. Governadores querem que a União também prorrogue para viabilizar a extensão de auxílios, como o emergencial.

Nordestinos, como Pernambuco e Bahia, temem os efeitos negativos que a falta do Carnaval trará às suas economias em 2021.

Resistência
Dias, que lidera os governadores no tema Covid, participou de conversas com o governo federal ontem e diz que a avaliação que está sendo feita é se a prorrogação, caso ocorra, deve durar três ou seis meses, com revisões mensais. A Economia tem emitido sinais de que é contra.

Temporada
“A decisão final é do Congresso. O ideal é se consolidar esse debate em janeiro e votar em fevereiro, logo após a eleição nas Casas”, diz André Fonteles, presidente do Comsefaz (Conselho dos Secretários Estaduais de Fazenda).

Ri por último
Foi a Susep, órgão estatal que regula as seguradoras, quem provocou o TCU (Tribunal de Contas da União) com o intuito de zerar a cobrança do seguro obrigatório DPVAT em 2021. Solange Vieira, que comanda a entidade, trava um duelo com o consórcio desde o ano passado.

Árbitro
Provocado a se manifestar sobre uma licitação para a compra de papel pela Casa da Moeda, o ministro Bruno Dantas, do TCU, afirmou que a estatal não adotou medidas para equilibrar os lances de empresas nacionais e estrangeiras.

Como mostrou o Painel, uma das empresas que disputaram o leilão fez uma representação ao TCU reclamando de desvantagem.

Congela
Dantas também apontou indícios de que não houve real competição na maior parte da licitação. O resultado do leilão segue suspenso à espera de respostas da Casa da Moeda.

Alto lá
Incomodou integrantes da bancada do PT na Câmara a entrevista de Rodrigo Maia (DEM-RJ) indicando que vê na eleição da Casa um embrião da formação de uma frente ampla contra Jair Bolsonaro em 2022.

Alto lá II
Gleisi Hoffmann (PT-PR), presidente da sigla, afirma que isso contribuiu para azedar o ânimo e adiar para janeiro a decisão do partido sobre se apoiará Baleia Rossi (MDB-SP) ou se endossará outro nome.

Água e óleo
“São momentos diferentes e colégios eleitorais diferentes. Nosso acordo na eleição da Câmara é momentâneo e não se mistura com 2022”, disse Gleisi. “Não há frente única possível com a agenda liberal que eles defendem”.

Manual
O Progressistas, que lançou Arthur Lira (AL) como candidato à presidência da Câmara, enviou ofício a Rodrigo Maia (DEM-RJ) questionando o critério da proporcionalidade das bancadas partidárias para a composição da Mesa Diretora.

Quer saber se será aplicado o número de eleitos por partido (como estabelece o regimento) ou se valerá o número atual de filiados em cada sigla – o que favoreceria a legenda e aliados.

Manual II
A consulta do PP soou como uma aparente tentativa de reverter a desvantagem em relação ao bloco de Maia, que tem hoje ao seu lado as bancadas mais numerosas e vantagem na ocupação das vagas. A mesa é formada a partir do princípio da representação proporcional de partidos ou blocos na Câmara.

Vira vira
Em conversas com Rodrigo Maia, Paulinho da Força (Solidariedade-SP) indicou que o seu partido cogita apoiar Baleia Rossi (MDB-SP) para a presidência da Câmara, com o intuito de construir uma candidatura de centro-esquerda em 2022. Aliados de Arthur Lira, no entanto, contam com a sigla na sua lista de apoiadores.

Tiroteio
“Até quando Bolsonaro desrespeitará impunemente o tratamento digno a que os torturados pela ditadura têm direito?”

De José Eduardo Cardozo, ex-ministro de Dilma Rousseff, sobre frase de Bolsonaro ironizando a tortura sofrida pela ex-presidente.

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