Curva acentuada
Folha de São Paulo
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Mesmo com a perspectiva de iniciar a vacinação contra a Covid-19, o governo de São Paulo prepara-se para um janeiro de estatísticas em alta na pandemia.
Há uma avaliação de que a média diária de internações, hoje na casa de 1.400, pode chegar a 2.000 ao final da primeira quinzena do mês, superando até mesmo o pico de julho. Para fazer frente à escalada, estão sendo reabertos 2.000 leitos hospitalares que haviam sido fechados, trazendo o total novamente para 9.500.
Delay
As projeções indicam que a vacinação demorará no mínimo três meses para começar a ser sentida nas estatísticas, ou seja, não antes de abril. Novas regressões nas fases do Plano São Paulo não estão descartadas.
Descuento
O Butantan deve fechar em breve a venda de 10 milhões de doses da Coronavac para a Argentina, sendo 1 milhão para entrega em janeiro. O governo do país vizinho negocia um abatimento no preço pedido pelo instituto, que supera o valor de US$ 10,30 a dose, previsto para o mercado brasileiro.
Meia-boca
Em carta ao ministro Ricardo Lewandowski, do STF, a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) diz que o Ministério da Saúde apresentou medidas parciais e equivocadas para a vacinação contra o coronavírus. A entidade representa os especialistas chamados pela pasta para colaborarem com o plano.
Não é comigo
“Esse anúncio apenas enumera medidas parciais, e em alguns casos equivocadas, em resposta à crescente demanda da sociedade”, diz a associação, que afirma não ter nenhuma responsabilidade sobre o plano do governo.
Mãos vazias
Integrantes da cúpula do DEM já preveem um cenário em que o partido não conseguirá manter o comando de nenhuma das Casas do Congresso. Na Câmara, o nome de Elmar Nascimento (BA) perdeu muita força. No Senado, cresce a ofensiva do MDB contra Rodrigo Pacheco (MG).
Passou
Líderes de partidos de esquerda afirmam que Baleia Rossi, presidente do MDB, está vencendo aos poucos a resistência no bloco a seu nome para comandar a Câmara.
Frente
O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) e Guilherme Boulos (Psol) conversaram ontem. Fizeram um balanço da eleição e concordaram com a necessidade de a esquerda unir forças conta Bolsonaro em 2022.
Contato
O Ministério Público Federal (MPF) acusa o governo Bolsonaro de tentar aliciar lideranças indígenas no processo de consulta para a construção da Ferrogrão, que ligará o Mato Grosso ao Pará.
O eleito
Segundo o MPF, a Secretaria Especial do Programa de Parcerias e Investimentos do Ministério da Economia selecionou um único indígena do povo mundurucu para participar de uma reunião, sem consulta à associação que ele representa. A obra deve afetar territórios da etnia.
Procedimento
O próprio líder abordado, Anderson Painhum, denunciou o suposto aliciamento, dizendo ter sido pressionado a agendar a reunião. Em nota, a secretaria afirmou que “todo o contato realizado com indígenas no âmbito do processo de licenciamento da Ferrogrão foi realizado seguindo rigorosamente a legislação vigente”.
Aperto de mãos
A bancada eleita do PSDB na Câmara de Vereadores de São Paulo acertou o apoio a Milton Leite (DEM) para presidir a Casa no biênio 2021-22. Pelo acordo, a vereadora tucana Rute Costa ocupará a 1ª vice-presidência.
Promissória
A expectativa dos tucanos, que terão oito vereadores a partir de janeiro, é que no biênio seguinte, 2023-24, Leite retribua o apoio.
Brava gente
O Ministério Público estadual do Rio abriu processo para a criação de um hino oficial para a instituição. Haverá dispensa de licitação, publicada ontem no Diário Oficial.
Sinfonia
O despacho menciona o músico Wagner Tiso para compor a melodia, o poeta Murilo Antunes para escrever a letra e o cantor Paulo Francisco Oliveira para gravar o hino. A assessoria do MP-RJ diz que ainda não há decisão final sobre a contratação e que a publicação no Diário Oficial é apenas um requisito formal da lei. Não há menção sobre valores ou prazos.
Tiroteio
“A venda da Eletrobras é a nova cloroquina: um remédio que não funciona para o que anuncia e tem efeitos colaterais gravíssimos”
De Antonio Neto, presidente do PDT-SP, sobre a intenção do governo Jair Bolsonaro de privatizar a estatal do setor elétrico.
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Painel,por Folha de São Paulo