Desconfiança
Folha de São Paulo
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Integrantes da ala mais radical da base de Jair Bolsonaro estão incomodados com a ofensiva que Arthur Lira (PP-AL), candidato do Palácio do Planalto para presidir a Câmara, tem feito sobre a esquerda atrás de votos.
Eles receberam informações de que Lira teria prometido ao PT reformar a Lei da Ficha, para possibilitar nova candidatura do ex-presidente Lula, e ressuscitar o imposto sindical. Aliados do deputado do PP e petistas negam qualquer acordo nesse sentido.
Paradoxo
Os problemas judiciais que envolvem Lira dividem os bolsonaristas fiéis. Para parte desse grupo, há um contrassenso em defender a bandeira anticorrupção e respaldar a eleição do líder do centrão. Preferem um plano B, como Tereza Cristina (Agricultura), deputada licenciada.
A favorita
Um dos que manifestaram preferência por Cristina foi o presidente do PTB, Roberto Jefferson, hoje um dos principais aliados do Palácio do Planalto, embora não descarte apoiar Lira.
In dubio pro reo
Mas há aqueles que preferem dar um crédito de confiança ao candidato. “O Arthur foi absolvido (da acusação de rachadinha na Assembleia de Alagoas). É verdade que ele ainda tem inquéritos, mas a gente sabe que muitos inquéritos são injustos”, diz Bibo Nunes (PSL-RS).
Não, obrigado
Aliados de Davi Alcolumbre (DEM-AP) dizem que ele não cogita aceitar qualquer convite para integrar um ministério antes de definida a sua sucessão no Senado. O senador foi sondado semana passada para ocupar um cargo no primeiro escalão do governo depois que o STF barrou sua reeleição.
Escaldado
Um receio de Alcolumbre é aceitar o convite e, com isso, o presidente Jair Bolsonaro sentir-se liberado para investir em uma candidatura no Senado de fora de seu grupo. Alcolumbre trabalha por Rodrigo Pacheco (DEM-MG) e quer o apoio do Planalto, já que os líderes do governo no Senado e no Congresso, ambos do MDB, estão no páreo pela presidência da Casa.
Sangue latino
Uma comitiva com membros da CUT embarca para a Bolívia na próxima quarta, onde se reúne com o presidente Luis Arce. Vão conversar sobre o retorno da esquerda ao poder no país e o trabalho de bolivianos em fábricas no Brasil. Na volta, passam por Cochabamba para convidar o ex-presidente Evo Morales a vir a São Paulo.
De todos
A maioria dos governadores tem a expectativa de que, mesmo que não utilize o termo confisco, o Ministério da Saúde apresente no início desta semana Medida Provisória que inclui a Coronavac, produzida pelo Instituto Butantan, no Plano Nacional de Imunização (PNI). Com isso, desde o primeiro lote, a produção deve ser dividida com os demais estados.
Mercado livre
A leitura dos gestores é que, assim como ocorre com outras vacinas do PNI, somente o excedente não usado pelo Ministério da Saúde seja de livre comercialização. O governador João Doria (PSDB) não sairia no prejuízo, afirma Wellington Dias (PT-PI), uma vez que ele mesmo defendeu a inclusão da Coronavac no plano, e o Butantan será remunerado antes pelo Ministério da Saúde.
Estabilidade
Diplomatas brasileiros não esperam que o presidente Joe Biden, que toma posse em 20 de janeiro, troque o embaixador americano em Brasília, Todd Chapman, ao menos em seu primeiro ano de mandato.
Vai ficando
Chapman, apesar de indicado por Donald Trump e próximo de Jair Bolsonaro, é servidor de carreira. A praxe é que nesses casos o período num posto diplomático seja de dois a três anos. O embaixador chegou ao Brasil em março de 2020 e tem perfil considerado técnico.
Canal 1
A Rede de Proteção e Resistência ao Genocídio lançou a campanha #falaquebrada, para incentivar moradores de bairros da periferia de São Paulo a denunciar abusos da Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Civil Metropolitana ou Fundação Casa.
Canal 2
“Se a pessoa é pobre ou negra, isso não autoriza que a polícia faça uso da violência", diz a entidade. As denúncias podem ser feitas de forma anônima com envio de fotos, documentos e relatos de violações no link https://forms.gle/f446ajmbiPpcmyVC6.
Tiroteio
“Não tenho nada contra o Carlão, mas ele serve a Doria, que ataca a agricultura e colapsa o estado nas demais áreas da economia.” Do deputado estadual Frederico D'Ávila (PSL), sobre a candidatura de Carlão Pignatari (PSDB) a presidente da Assembleia de São Paulo.
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Painel,por Folha de São Paulo