A arte da guerra
Folha de São Paulo
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Ao contrário da discussão sobre o 5G, em que não tem fugido do embate com o governo brasileiro, a China adotou o caminho da discrição no caso da Coronavac. O país não acha prudente abrir uma segunda frente de atrito com o presidente Jair Bolsonaro, que tem resistência ao imunizante.
A conduta tem sido deixar as polêmicas por conta de seu parceiro na empreitada, o governo paulista. Além disso, a China tem reforçado que a fabricante Sinovac não é controlada pelo governo.
Nada tema
O governo chinês usa ainda o argumento da transparência. Diz que deu total apoio a uma equipe da Anvisa que visitou fábrica da Sinovac.
E lembra que a própria britânica AstraZeneca tem uma unidade de insumos no país, que os técnicos brasileiros também conheceram.
Castas
O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Glademir Aroldi, diz temer que a falta de uma estratégia nacional de vacinação gere caos e aumente a desigualdade social.
“No Pará, a cidade de Parauapebas procurou o Butantan. É o primo rico no estado, mas a grande maioria não tem a mesma condição”, afirma Aroldi.
Fosso
Segundo ele, situações como essa causarão o acirramento de conflitos federativos. O dirigente reclama da guerra entre Jair Bolsonaro e João Doria e vê inércia do governo federal.
Retardatários
Apesar da possibilidade de São Paulo começar sua campanha antes do Ministério da Saúde, a entidade diz que não tomará nenhuma medida, a não ser buscar o diálogo.
“Espero que não chegue ao ponto, por exemplo, de quem comprar a vacina do Butantan entrar na segunda fase da vacinação, e a maioria do país ter nem começou a primeira”, diz.
Morreu de velho
Ministros do STF avaliam que só há chance de voltarem as sessões presenciais após o início da vacinação contra o coronavírus.
Há magistrados com mais de 70 anos, têm comorbidades ou moram com quem está no grupo de risco à Covid-19.
Submundo
O presidente do Psol, Juliano Medeiros, diz que a utilização da Abin para defender o senador Flávio Bolsonaro no caso das “rachadinhas” reforça os argumentos pela saída de Jair Bolsonaro.
“Em países de democracia consolidada, o uso de um órgão de segurança pelo presidente para fins pessoais daria em imediata queda do governo.”
Um na mão…
O presidente do DEM, ACM Neto, diz que o partido não vai disputar ao mesmo tempo o comando de Câmara e Senado. “Esta hipótese está descartada. Caso se consolide a candidatura de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) no Senado, não teremos candidato próprio na Câmara.”
…A dois voando
Hoje, o DEM controla as duas Casas. Mas o partido, e sobretudo Davi Alcolumbre (DEM-AP), presidente do Senado, têm conversado com a esquerda e tentado desmobilizar o MDB para lançar Pacheco.
Na Câmara, Elmar Nascimento (DEM-BA), ainda se apresenta como candidato, mas tem menos chances de se viabilizar.
Esquerda unida
Animados com o desempenho de Guilherme Boulos na briga pela prefeitura, os seis vereadores do Psol em São Paulo a partir de 2021 pactuaram trabalhar com partidos como PSB e PT. São as três siglas de esquerda que mantiveram cadeiras na Casa.
Campo de batalha
O Psol ampliou de 2 para 6 vereadores nesta eleição. Toninho Vespoli, na Câmara desde 2012, receberá os novatos com a missão de “reorganizar a esquerda” no Legislativo paulistano. “Se por um lado há aumento do PSOL, houve também da extrema direita. O (Fernando) Holiday não está só, vão ser três do Patriota.”
No exílio
Representantes da comunidade de Belarus no Brasil passaram a integrar na semana passada uma rede de “embaixadas populares” abertas em diversos países do mundo para denunciar o governo do ditador Aleksandr Lukachenko.
O evento virtual de inauguração teve a presença da líder de oposição Svetlana Tikhanovskaia.
Megafone
A comunidade de Belarus no Brasil tem apenas 120 pessoas, mas tem se destacado na diáspora pela mobilização contra Lukachenko, que venceu uma eleição em agosto considerada fraudulenta.
Tiroteio
“Sabemos onde foi parar o último presidente que pediu para vestirem verde e amarelo”
Do deputado Kim Kataguiri, sobre o pedido do diretor da Ceagesp para funcionários vestirem as cores da bandeira em visita de Bolsonaro.
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Painel,por Folha de São Paulo