Desbunde
Folha de São Paulo
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O primeiro mês de licença do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) já “pagou” aos cofres públicos o dinheiro encontrado entre suas nádegas. Entre janeiro e setembro, Rodrigues gastou R$ 299 mil de cota parlamentar, média de R$ 33 mil por mês. É o mesmo valor que foi achado pela Polícia Federal (PF) em suas partes íntimas, em outubro. Com o gabinete fechado, foram economizadas em novembro despesas como aluguel, transporte e alimentação. Os dados são do Portal da Transparência do Senado.
De fininho
Rodrigues, então vice-líder do governo de Jair Bolsonaro no Senado, pediu afastamento por 121 dias. Ele é acusado de participar de desvios de recursos públicos para o combate à Covid-19 em seu estado, Roraima.
Recado
Presidentes de partidos de esquerda telefonaram para Rodrigo Maia (DEM-RJ) ontem cobrando rapidez na definição do candidato que vai representar o grupo. A indefinição, avaliam, aumenta a brecha para que deputados dessa ala cedam aos apelos de Arthur Lira (PP-AL).
Na manga
Os partidos de esquerda vão se reunir na próxima terça. Uma ala dessas siglas cogita lançar um candidato próprio se não houver uma decisão sobre um nome até o encontro. No PDT, uma opção na mesa é o nome de Mário Heringer (MG), que tem bom trânsito com empresários.
Sem DR
Mesmo após sofrer resultados decepcionantes na eleição municipal, o PT afastou a ideia de realizar um congresso ou encontro em 2021 para discutir a estratégia de atuação futura do partido e suas prioridades. O argumento foi de que não é hora de olhar “para dentro”.
Vamos em frente
Uma proposta apresentada por setores das correntes minoritárias, com apoio parcial também na ala dominante, foi derrubada antes de ser votada na reunião do diretório nacional em 7 de dezembro. Isso mesmo com o compromisso de que não haveria hipótese de um congresso encurtar o mandado da presidente Gleisi Hoffmann, que vai até 2023.
Diversidade
O Movimento de Juristas Negras e Negros do Brasil reivindicará cota racial de 30% para todos os cargos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O tema será discutido na próxima segunda-feira na plenária do Conselho Federal da Ordem. A proposta da entidade é de que sejam instituídas cotas raciais de 15%.
Cansei
Figura histórica do PTB-SP, partido no qual militou por 30 anos, o deputado estadual Campos Machado, de 81 anos, decidiu se mudar para o Avante. A filiação à nova sigla ocorrerá amanhã e se deve, segundo o parlamentar, ao fato de Roberto Jefferson, presidente nacional do partido, ter se transformado em um “ditador”, que ele não reconhece mais.
Dupla personalidade
“Existem dois Robertos Jeffersons. O primeiro, que eu conheci há 25 anos, meu amigo, meu irmão de fé. Mas o Roberto Jefferson que eu conheci há três, quatro meses é um ditador, de uma radicalidade incrível”, afirmou Machado.
Mão pesada
Ele reclama que Jefferson interveio no segundo turno em São Paulo para que o partido não apoiasse o prefeito Bruno Covas (PSDB). E diz que o presidente nacional está tentando se aproximar “de qualquer maneira” do presidente Jair Bolsonaro. “Mas até radicalismo tem limites”, afirma.
Debandada
Campos estima que levará para o Avante cerca de 80% dos 57 prefeitos e 47 vice-prefeitos eleitos pelo PTB no estado, além de deputados.
Ônibus
A quase três meses da eleição à presidência da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), o deputado Carlão Pignatari (PSDB), candidato de João Doria, fechou apoio de integrantes do PSL e está apalavrado com MDB, PL, PP, DEM, Rede, Avante, PTB, PV, PSB, PDT, PSD, SD, PT e PCdoB. O tucano só não conseguiu nenhuma entrada no Novo e no Psol.
Desafiante
Ele poderá ter concorrência em breve, no entanto. Ex-tucano, Coronel Telhada (PP) estuda entrar na briga pela presidência. “Estou ouvindo e recebendo apoios. Vou analisar com calma”, diz.
Desnaturado
O líder do PP na Casa, Delegado Olim, diz que o partido mantém apoio a Carlão e desdenha do colega de sigla. “Ele (Telhada) pode se candidatar, mas já fechamos com o Carlão”, afirma.
Tiroteio
“A definição de maracutaia é todo bom negócio em que você não está dentro. Foi o que ocorreu para a direção da Polícia Federal”
Do senador Major Olímpio (PSL-SP), sobre a cessão de um avião por um delegado da Polícia Federal ao governo do Amapá, após gestão de Davi Alcolumbre.
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Painel,por Folha de São Paulo