Cada um por si
Folha de São Paulo
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O bloco de partidos que hoje gravitam em torno de Rodrigo Maia (DEM) dá sinais de fadiga. Seus integrantes já preveem atuar separados na disputa pela presidência da Câmara, com união apenas “lá na frente”. Com a negativa do STF à reeleição de Maia, cada um foi tratar de se viabilizar.
Marcos Pereira (Republicanos) conversa com Podemos e PT. Luciano Bivar (PSL) diz estar fechado com Pros e PTB. Elmar Nascimento (DEM) e Baleia Rossi (MDB) disputam o núcleo DEM-MDB-PSDB.
Quem mandou?
Integrantes do grupo afirmam que a implosão do bloco poderá cair na conta do próprio Maia, que estimulou várias candidaturas na esperança de se reeleger e acabou acirrando a competição interna.
Distanciados
A conversa entre os postulantes, prevista para ontem, acabou sendo adiada. Baleia, Elmar e Carlos Sampaio (PSDB-SP) estão com Covid-19 e em isolamento pelo menos até amanhã. Com isso, as costuras estão sendo feitas pelo telefone.
Aceno
Bivar procurou líderes da esquerda para conseguir apoio. Prometeu lugar na Mesa Diretora e disse que sua candidatura terá como marca a independência.
Balada
Com a decisão do STF barrando a reeleição de Maia anunciada perto da meia-noite, Elmar não esperou o dia raiar para intensificar sua campanha. Disparou mensagens na madrugada a aliados pedindo ajuda para desconstruir Arthur Lira (PP-AL), candidato favorito do governo.
Disparo em massa
Também na madrugada, deputados receberam pelo WhatsApp, de um número internacional desconhecido, um vídeo sobre a acusação de “rachadinha” contra Lira.
Voz do povo
O PT considerou democrática a eleição para a Assembleia Nacional da Venezuela, que foi boicotada pela oposição e registrou altos índices de abstenção. Em nota, a presidente do partido, Gleisi Hoffmann, disse que o pleito foi “mais uma grande manifestação da vontade popular no processo de transformação política, social e econômica daquele país ao longo das duas últimas décadas”.
Manchado
As eleições deram ampla vitória às forças aliadas ao ditador venezuelano, Nicolás Maduro. A falta de condições para a realização livre do pleito fez com que sua credibilidade fosse questionada por organismos internacionais.
(In)decisão
Wellington Dias (PT-PI) informou ontem que embarcaria para Brasília para reunião com Eduardo Pazuello (Saúde) hoje, para tratar da vacina contra a Covid. Outros líderes, como Eduardo Leite (PSDB-RS), também previam participar por videoconferência. A assessoria de Pazuello, no entanto, negava o encontro.
Aula magna
O governo de São Paulo vai convidar os 645 prefeitos do estado para uma reunião virtual em 6 de janeiro, na qual dará detalhes sobre a vacinação. A equipe de João Doria quer tirar dúvidas e tranquilizar os administradores, especialmente os que tiverem acabado de assumir mandatos.
Porta aberta
Em áreas próximas a divisas do estado, o receio é com o chamado “turismo da vacina”. Em Fernandópolis, a 80 km de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, há dúvidas se o estoque de insumos será suficiente. “Não sei se receberemos as vacinas com seringas”, diz Ivan Veronesi, secretário de Saúde da cidade.
CEP
Em São José do Rio Preto (437 km da capital paulista), o secretário de Saúde, Aldenis Borim, diz não ter dúvida de que haverá “invasões”. “Basta apresentar um comprovante de endereço, no nome de qualquer pessoa, para ser atendido”, diz Borim.
Resistência
Opositor de Doria, o deputado estadual Douglas Garcia (PTB) pediu apoio a prefeitos para projeto que apresentou flexibilizando as medidas de isolamento. Segundo seu gabinete, mais de dez já se manifestaram por escrito. Entre eles, Everton Sodario (PSL), de Mirandópolis, e Dr. Cristiano (sem partido), de Martinópolis.
RG
Presidente do PSDB de São Paulo, Marco Vinholi faz troça da tentativa de Márcio França (PSB) de se distanciar da derrota do cunhado em sua base eleitoral, São Vicente. “Márcio França mudou status de Márcio Cuba para Márcio Russomanno”, diz.
Tiroteio
“O ministro, como todo magistrado, desfruta da vitaliciedade para resistir à pressão na hora de fundamentar o seu voto”
Do ex-ministro do STF Carlos Ayres Britto, sobre a pressão sofrida por membros da Corte no julgamento da reeleição no comando do Congresso.
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Painel,por Folha de São Paulo