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AT EM FAMÍLIA

Crianças livres de agrotóxicos com alimentos orgânicos

| 01/11/2020, 15:58 h | Atualizado em 01/11/2020, 16:28
AT em Família

Redação jornal A Tribuna


A preocupação com a saúde despertou o alerta quanto ao que colocar à mesa e, especialmente, ao que servir aos pequenos. A opção por uma alimentação orgânica então se tornou prioridade para muitas famílias, impulsionando uma geração de crianças livres de agrotóxicos.

Segundo especialistas, alimentos produzidos de forma natural preservam maior concentração de nutrientes e são mais saborosos. Além disso, a utilização de venenos na produção agrícola está relacionada ao aparecimento de doenças.

De 2007 a 2014, dos 25 mil casos de contaminação por agrotóxico notificados pelo Ministério da Saúde, 20% eram de crianças.

A nutricionista Christina Helal alerta que o veneno penetra no alimento – não fica apenas na casca. Todas as faixas etárias se beneficiam da alimentação orgânica, porém, quanto mais jovem, melhor.

“Os filhos seguem o que os pais comem. Então, se os adultos seguem uma alimentação mais natural, os filhos tendem a acompanhar”, orienta a especialista.

Empresário do ramo de comidinhas orgânicas, Breno Mothe Amorim notou a demanda crescente especialmente para o público infantil, que carecia de oferta.

“Com cada vez mais agrotóxicos liberados, o público que se preocupa com a saúde e tem acesso à informação está seguindo a alimentação orgânica. Começamos a trabalhar na pandemia e mais pessoas estão aderindo”, avalia Breno.

Marcus Gonçalves, sócio-fundador da Só Orgânicos, destaca a importância de verificar a certificação. O selo é conferido a produtos com 95% dos ingredientes produzidos livres de veneno. Quando não atinge essa meta, o produto é identificado apenas como que contém ingredientes orgânicos.

“É possível ter uma vida 100% orgânica. Existe variedade de produtos, de alimentos até limpeza e higiene pessoal”, pontua Marcus. “Muitas pessoas têm optado pelos orgânicos e, com a pandemia, as vendas registraram um aumento de aproximadamente 30%”.

A nutricionista Bianca Cangini pondera que, apesar das vantagens para a saúde, o custo ainda é um desafio para muitas famílias. Entretanto, o ideal é consumir o máximo possível de produtos sem agrotóxicos.

“Tentar substituir os alimentos convencionais pelos orgânicos aos poucos já faz diferença e contribui para a mudança. O ideal é consumir menos industrializados, optando sempre por comida fresca”.

Mudança de hábitos

Sabores orgânicos
A chegada do primeiro filho despertou a preocupação do casal de engenheiros Carolina Mothe Moulin Batista, 34, e Jorge Lins Ribeiro, 37, com a qualidade do que seria colocado à mesa e ofertado ao pequeno Caio, hoje com três anos. Foi nesse momento que a família passou a adotar a alimentação sem agrotóxicos.


          Imagem ilustrativa da imagem Crianças livres de agrotóxicos com alimentos orgânicos
O casal de engenheiros Carolina Mothe Moulin Batista, 34, e Jorge Lins Ribeiro, 37, com os filhos Felipe e Caio |  Foto: Fábio Nunes/ AT

O segundo filho, Felipe, de oito meses, está na fase da introdução alimentar e começou a experimentar os sabores orgânicos.

“Eu ainda tenho meus vícios, mas o Caio segue a alimentação 100% orgânica. Percebo que o desenvolvimento corporal dele é muito bom e ele quase não fica doente”, avalia a mãe. “Também passei a sentir mais disposição no dia a dia após a transição alimentar, mas sinto as melhorias especialmente nele.”

Filho de peixe, peixinho é

Consciência da alimentação


          Imagem ilustrativa da imagem Crianças livres de agrotóxicos com alimentos orgânicos
A publicitária Juliana Loyola, 37, com as filhas Sarah, 6, e Isabel, 5, |  Foto: Acervo pessoal

A preocupação com a saúde motivou a publicitária Juliana Loyola, 37, a adotar uma dieta mais natural com alimentos orgânicos. As filhas, Sarah, 6, e Isabel, 5, seguem o modelo e se deliciam com frutas, verduras e legumes sem agrotóxicos.

“Além de serem mais saudáveis, esses alimentos são mais saborosos”, opina a mãe. “As meninas também gostam muito; até vão comigo à feira e ajudam a escolher. Elas têm consciência do que comem e eu sempre explico para elas os benefícios desse tipo de alimentação”.

Medo de câncer

O maior temor de quem opta pela alimentação orgânica é de desenvolver um câncer por conta do consumo de produtos com agrotóxicos. E, segundo o oncologista clínico Wesley Vargas Moura, de fato há relação entre o consumo de agrotóxicos e a doença.

Estudos apontam casos de tumores de pulmão, próstata, bexiga e intestino, além dos hematológicos, como linfomas e leucemia. Ele explica que “todo e qualquer defensivo agrícola pode, após várias exposições, desenvolver mutações nos genes celulares”.

“Uma vida saudável desde cedo pode ser essencial para evitar doenças como câncer, diabetes e pressão alta”, acrescenta.

Fique por dentro

O que é orgânico?

  • São orgânicos os itens cultivados ou produzidos sem adição de agrotóxico, pesticidas ou hormônios, com métodos naturais de adubação e controle de pragas.
  • Produtos que contêm mais de 95% dos ingredientes de origem orgânica também recebem um selo. Quando não atingem esse limite de 95%, apenas podem ser identificados como produtos que contêm ingredientes orgânicos.
  • Há produtos orgânicos tanto para alimentação (verduras, legumes, frutas, grãos, massas, biscoitos, doces e outros) quanto para vestuário, limpeza, higiene, cosméticos e outros.

Benefícios

  • Alimentos produzidos de forma natural contêm maior concentração de nutrientes e são mais saborosos. Além disso, os agrotóxicos apresentam risco para a saúde, podendo causar até câncer.

Onde encontrar

  • Em lojas especializadas, supermercados e também em feiras. Os dias e horários das feiras orgânicas na Grande Vitória são:

Vitória

  • Praça do Papa: Quartas, das 12h às 18h.
  • Barro Vermelho: Sábados, das 6h às 12h.
  • Jardim Camburi: Sábado, das 6h às 12h.

Cariacica

  • Trevo de Alto Lage: Quintas, das 14h às 18h.
  • Campo Grande: Sábados, das 7h às 12h.

Serra

  • Serra-Sede: Terças, das 15h às 21h / Valparaíso: Terças, das 15h às 21h / Bairro de Fátima: Quartas, das 15h às 21h.

Vila Velha

  • Praia da Costa: Sábados, das 7h às 12h.

Fonte: Especialistas e prefeituras.

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