Cuidado com o vão
Folha de São Paulo
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A gestão João Doria (PSDB) não cumpriu a promessa que fez na semana passada de pagar as parcelas que deve ao Consórcio Expresso Monotrilho Leste referentes às obras da linha 15-prata do metrô de São Paulo e, dessa forma, o grupo pretende começar na segunda a demissão de até 120 funcionários que cumpriam aviso prévio. O governo de São Paulo não paga o consórcio liderado pela construtora Queiroz Galvão desde abril, e a dívida já chegou a R$ 10 milhões.
Falhou
Depois de terem sido interrompidas por 10 dias, as obras do monotrilho só foram retomadas na segunda passada por causa da promessa, que não se concretizou.
Não é comigo
A falta de pagamento tem irritado os próprios responsáveis pela obra no Metrô e na Secretaria dos Transportes Metropolitanos. Isso porque eles sofrem pressão enquanto a origem do problema está em outra pasta.
Secou
Nomeado por Doria para promover cortes, Mauro Ricardo, secretário de Gestão, deciiu rever todos os contratos do governo. Com sua chegada, os pagamentos não têm sido mais liberados.
Resposta
Em nota, o governo diz que a pandemia refletiu na arrecadação e que investimentos tiveram de ser remanejados. A secretaria de Gestão “está à frente dessa discussão e todos os contratos estão sendo renegociados”. Também afirma que espera que o repasse seja feito ao Metrô nos próximos dias para que os pagamentos sejam feitos.
Cadê
Em reunião na última quarta, Paulo Guedes bateu na mesa e, segundo relatos, disse aos subordinados que não ia esperar mais. Está impaciente com a demora nos estudos para colocar de pé o Renda Brasil. O lançamento foi anunciado para terça.
Conta
A Economia prevê apresentar também na terça a correção do limite de isenção do Imposto de Renda, hoje em cerca de R$ 1.900, junto com a proposta de criação do novo imposto digital, que incide sobre transações como a antiga CPMF. A ideia é subir o valor para R$ 3.000.
Grego
O secretário de Fazenda, Waldery Rodrigues, apresentou a Guedes cálculos do potencial ganho com a desvinculação e desindexação do Orçamento. Os dados foram considerados “surpreendentes” e serão usados para atrair o interesse da classe política, mas ainda falta didática.
Estudante
Em prisão domiciliar desde março por causa da pandemia, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha tem feito cursos a distância na sua casa na Barra, no Rio. Com as aulas virtuais, o emedebista vai tentar reduzir o tempo de prisão angariado em duas condenações na Lava Jato, uma no Distrito Federal e outra no Paraná, e alcançar mais rapidamente a liberdade condicional.
Meia-entrada
Cunha concluiu três cursos: um sobre direito público, outro de direito privado e um para desempenhar a função de auxiliar em escritórios de advocacia. Agora está estudando crimes contra a pessoa. Segundo cálculos dos advogados, com leitura de livros, aulas e trabalho, Cunha já reduziu em dois anos e meio sua punição.
Contas
O doleiro Dario Messer, que assinou delação premiada, também deve tentar benefícios do tipo. O acordo prevê 18 anos e 9 meses de prisão. Se conseguir a remição, ele poderá deixar o regime fechado antes de 2022.
Fé
Na parcela da população que sempre confia nas palavras de Bolsonaro, 29% têm muito medo de ser infectado pelo coronavírus, 36%, um pouco de medo, e 16%, nenhum medo, mostra o Datafolha. Entre quem nunca confia no que o presidente diz, 55% têm muito medo do vírus, 32%, um pouco de medo, e 10%, nenhum medo.
Dúvida
De acordo com a pesquisa realizada em agosto, nunca confiam no presidente 41% dos brasileiros, enquanto 22% sempre confiam e 35% confiam às vezes.
Pedido
Um coletivo de 137 organizações vai protocolar nesta segunda (24) ofício a Rodrigo Maia (DEM-RJ) e a Davi Alcolumbre (DEM-AP) pedindo que o Congresso vote pela anulação de atos que facilitam o acesso a armas e munições no país, editadas sob Bolsonaro. Segundo ativistas, as medidas influenciam o aumento da caça ilegal.
Tiroteio
“Omissão foi cruel e insensata, pois deixou uma criança desamparada e a colocou em risco”. De Marcelo Bessa, advogado e membro do Instituto de Garantias Penais, sobre silêncio do governo no caso de menina capixaba.
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Painel,por Folha de São Paulo