De volta para casa
Folha de São Paulo
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O Itamaraty afirma ter utilizado cerca de R$ 67 milhões para operações de repatriação em 2020, sendo a maior parte destinada para casos envolvendo a pandemia do coronavírus. Os recursos vieram de créditos extraordinários de duas medidas provisórias. Desde o começo do ano, mais de 38.200 brasileiros foram trazidos de volta ao Brasil, segundo o governo – 26.700 retornaram por via aérea. Trata-se da maior operação de repatriação da história do País, diz a pasta.
Razões
“Milhares de brasileiros se viram retidos no exterior, impossibilitados de retornar, em decorrência das medidas de combate ao coronavírus”, afirmou o ministério sobre os motivos das operações. Segundo o site do Senado, 30 medidas provisórias abriram créditos para tratar de efeitos da pandemia desde o início da crise, somando R$ 509 bilhões.
Famosos
Entre os repatriados estão o ex-técnico do Corinthians, Fábio Carille, Marcelo Grohe, ex-Grêmio – ambos estão hoje no Al-Ittihad –, que vieram em operação da Arábia Saudita. O modelo Paulo Zulu embarcou na Indonésia em voo de repatriação que trouxe de volta 368 brasileiros retidos no Sudeste Asiático.
Coro
Na investigação sobre esquema de laranjas envolvendo Ibaneis Rocha (MDB-DF), a Polícia Federal ouviu 46 prestadores de serviço de militância de rua que constavam nos gastos de campanha de duas candidatas do MDB antes de indiciar o governador por crime eleitoral.
Consenso
Trinta e uma pessoas que foram declaradas por Kadija de Almeida afirmaram que, na verdade, trabalharam para a campanha de Ibaneis de forma exclusiva. No caso dos 15 contratados pela Psicóloga Dolores Ferreira, a PF diz em relatório que a maioria também trabalhou apenas para o candidato. O governador nega irregularidades.
Replay
Causou perplexidade em lideranças dos povos indígenas a decisão do ministro do STF Luís Roberto Barroso de indeferir pedido que fizeram para ter acesso à gravação da reunião da sala de controle entre eles e o governo Bolsonaro na sexta-feira.
Tensão
Nesse encontro, determinado por Barroso para a discussão sobre o controle da pandemia nas comunidades, os indígenas dizem ter sido atacados pelo ministro-chefe do GSI, Augusto Heleno, e pelo secretário de Saúde Indígena, Robson Santos.
Lista
O BNDES aprovou no último dia 17 um plano de estímulo à aposentadoria que exclui aqueles que são alvo de processos no Tribunal de Contas da União. Para os funcionários, a decisão soa contraditória, uma vez que o banco vem defendendo na Justiça a legalidade de operações feitas no passado e, ao mesmo tempo, cria restrições internas.
Apuração
Desde 2016, a atuação da instituição financeira está sendo questionada no que foi apelidado de abertura da “caixa-preta” do BNDES. Nem a Justiça nem o TCU, porém, concluíram pela responsabilidade ou punição de funcionários do banco. Procurado pelo Painel na quinta-feira, o banco não se manifestou.
Elo
Um acordo com os Emirados Árabes sobre troca e proteção mútua de informação classificada, assinado por Bolsonaro em 2019, foi encaminhado ao Congresso na semana passada. O ato estabelece “equivalência dos níveis de classificação, medidas de proteção, regras de acesso e transmissão de informações classificadas, bem como providências relacionadas ao vazamento de dados sigilosos”.
Passado
É o primeiro acordo desse tipo costurado pelo governo atual. O Brasil tinha assinado antes com Suécia (2014), Espanha (2015), Israel (2010, emendado em 2018) e Luxemburgo (2018).
Margens
O número de propostas de projetos artísticos apresentadas junto ao Pro-Mac, conhecido como Lei Rouanet da Prefeitura de SP, quase dobrou em 2020, chegando a 947 (contra 500 de 2019). Em regiões periféricas da capital em que não foram submetidos projetos em anos anteriores, como Grajaú e Brasilândia, apareceram centenas.
Distribui
Em sua nova fórmula, o Pro-Mac concede maior isenção fiscal para empresas que investirem em projetos nas regiões com os mais baixos valores no Índice de Desenvolvimento Humano Municipal.
Tiroteio
“O governo Jair Bolsonaro transforma as instituições em um puxadinho do condomínio Vivendas da Barra”.
De Guilherme Boulos (PSOL), pré-candidato à Prefeitura de SP, sobre a ação da AGU contra o bloqueio de perfis que disseminam Fake News.
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Painel,por Folha de São Paulo