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PAINEL

Água fria

| 09/05/2020, 12:15 h | Atualizado em 09/05/2020, 12:18
Painel

Folha de São Paulo

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A insistência de Jair Bolsonaro na indicação de Alexandre Ramagem levou de volta o clima de instabilidade à Polícia Federal. A situação aparentava melhoras, mas a ação do Presidente expôs o novo diretor-geral, Rolando de Souza, dando sinais de que sua gestão é temporária.

Um ofício elaborado dentro da PF, fora do padrão, com elogios a Ramagem, levou a crise que antes estava do lado de fora para dentro do órgão, com forte desconfiança entre colegas.

Ato I

O documento foi elaborado por delegados próximos a Ramagem, que trabalham no setor de Recursos Humanos, após consulta feita pela Advocacia-Geral da União (AGU). A resposta, chamada de institucional, foi muito além do que foi perguntado, contestou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), e reconheceu a relação entre o policial e a família Bolsonaro, tratando como normal.

Ato II

Delegados em cargos de chefia da PF interpretaram que o movimento foi feito de forma combinada, com a participação de Ramagem nos bastidores, desde o pedido da AGU, até o documento de dentro do órgão. A PF tinha se recusado durante o período de crise a se manifestar.

Quanto tempo

Tanto o ofício quanto a tentativa de Bolsonaro de reverter a suspensão da nomeação levaram a integrantes do órgão o mesmo recado, de que a paz está longe e o sangramento ainda vai continuar.

Cara a cara

Em meio à polêmica sobre o reajuste de servidores, Jair Bolsonaro e Paulo Guedes tiveram reunião dura na manhã de quinta, antes da chegada dos empresários ao Planalto. Depois da conversa, o Presidente mudou o discurso. O ministro queixou-se do que avaliou ter sido uma bolada nas costas no projeto de socorro aos estados.

Contas

Empresários e representantes do setor produtivo relataram nos últimos dias ao ministro da Economia que o crédito não está chegando, nem mesmo às grandes empresas, e querem que o governo federal e os bancos públicos tomem uma atitude para evitar a falência em massa.

Acerto

As queixas levaram Guedes a convocar uma reunião para hoje com os chefes dos bancos estatais para destravar pelo menos o crédito público. Uma das ações será editar uma medida provisória criando o fundo garantidor de R$ 20 bilhões para empréstimos do BNDES.

Fecha tudo

O PT entrou ontem com pedido na Justiça para que seja instituído o “lockdown” (bloqueio total) na cidade de São Paulo e em municípios da região metropolitana.

Crescendo

Segundo argumentam os signatários do pedido de medida cautelar –o vereador Antonio Donato, os deputados estaduais Paulo Fiorilo e José Américo e o deputado federal Carlos Zarattini–, os índices de contaminação pelo coronavírus continuam aumentando mesmo com as medidas restritivas impostas até agora.

Enfim

O Ministério da Cidadania começou a liberar apenas nesta semana parte da verba que recebeu há quase um mês para bancar ações sociais durante a pandemia do coronavírus. Como mostrou o Painel, mais de R$ 3,1 bilhões estavam represados.

Sem pressa

A Cidadania empenhou R$ 922 milhões deste valor e, ontem, informou que repassará R$ 600 milhões a prefeitos e governadores ao longo de dois meses. Outros R$ 600 milhões só serão repassados nos meses seguintes, de julho a setembro, ainda de acordo com o ministério.

Como assim

As últimas decisões de Edson Fachin, do STF, sobre demarcações de terras indígenas revoltaram a bancada ruralista, uma das mais numerosas do Congresso, com 295 parlamentares. Na última quinta-feira, o ministro suspendeu os efeitos de um parecer da Advocacia-Geral da União que vinha sendo usado pelo governo Jair Bolsonaro para interromper demarcações de terras indígenas.

Tribunal

Em nota, a Frente Parlamentar Agropecuária (a bancada ruralista) diz que as decisões dão “uma espécie de salvo-conduto para invasão de propriedade” e que pretende recorrer ao plenário do STF junto com a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil).

Tiroteio

“A sociedade precisa reagir antes que seja tarde para evitar que o STF seja invadido por um cabo e um soldado.”

De Raimundo Bonfim, liderança da favela Heliópolis, sobre a ida de Bolsonaro com empresários ao Supremo a pé na última quinta-feira.

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