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Sai jaleco, entra farda

| 08/05/2020, 08:42 h | Atualizado em 08/05/2020, 08:44
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Folha de São Paulo

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A troca de funcionários do Ministério da Saúde por militares, promovida por Nelson Teich, foi vista com perplexidade pelos técnicos da pasta, que interpretam a manobra como uma intervenção fardada inédita e grave por ocorrer no meio de uma pandemia com milhares de mortos no País.

Um dos exonerados, Francisco Bernd, funcionário do ministério desde 1985, diz nunca ter testemunhado “uma mudança tão drástica, com a chegada de pessoas tão estranhas à Saúde”.

De paraquedas
Francisco Bernd explica que há diversos grupos técnicos na pasta que foram sendo criados em diferentes mandatos e incorporados pelos sucessores. “Os militares que chegam não têm absolutamente nenhuma experiência histórica na Saúde. O próprio Teich não tem experiência em gestão pública”, destaca.

Ordem
Também não caiu bem a colocação de Teich de que os militares fazem “uma coisa organizada”. “A crise na saúde então é por culpa da desorganização do ministério?”, pergunta Bernd, que era diretor de programa na secretaria-executiva da Saúde. Seu posto ficará com o tenente-coronel Jorge Luiz Kormann.

Sem bússola
Bernd diz que torce pelo sucesso, mas prevê dificuldades. “Como vão administrar a engrenagem dos repasses para estados e municípios? Como vão lidar com o planejamento das compras chegando agora?”.

Pare
Em decisão liminar, o ministro Edson Fachin, do STF, suspendeu os efeitos de um parecer da Advocacia-Geral da União (AGU) que vinha sendo usado pelo governo Jair Bolsonaro para interromper demarcações de terras indígenas.

Terra
Assinado pelo então presidente Michel Temer (MDB), o parecer 001/2017 considera que indígenas têm direito à terra “desde que a área pretendida estivesse ocupada por eles na data da promulgação da Constituição Federal”, em 1988.

Volta
Em janeiro, Sergio Moro (Justiça) devolveu à Funai 17 processos de demarcação de terras que estavam no órgão à espera de uma decisão do então ministro.

Ato
A Frente Povo sem Medo fará manifestação hoje no Masp, com cerca de 100 funcionários de serviços essenciais, como médicos e metroviários. A ideia é protestar contra Bolsonaro e exigir medidas de proteção sanitária e social aos trabalhadores.

Imprevisível
A mudança brusca de Jair Bolsonaro sobre o reajuste de servidores, ora apoiando que militares e policiais fossem poupados do congelamento, ora defendendo o discurso de Paulo Guedes de contenção de despesas, provocou dúvidas entre parlamentares e membros da equipe econômica sobre se o Presidente vetará mesmo a medida, indo contra a sua principal base de apoio político.

Essência
Guedes já foi atropelado outras vezes por Bolsonaro, como na reforma da Previdência, quando o Presidente ligou diretamente para parlamentares pedindo mudanças no texto da equipe econômica para ajudar policiais. O Presidente também não vacilou em demitir Joaquim Levy do BNDES sem consultar o chefe da Economia.

Letra miúda
Parlamentares da bancada da bala passaram o dia de ontem elaborando uma alternativa ao congelamento. Uma saída aventada é sugestão para o Presidente ampliar seu veto a outro trecho, o inciso IX, o que liberaria o pagamento de promoções automáticas relevantes principalmente para militares. Uma derrubada do veto é vista com ceticismo entre líderes do Centrão, agora aliados de Bolsonaro.

Lupa I
O governo revogou ontem a nomeação do secretário de desenvolvimento do Rio, Lucas Tristão, para o Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais). Tristão atua no governo de Wilson Witzel (PSC-RJ), adversário político de Bolsonaro, e a sua nomeação havia provocado estranheza.

Lupa II
A Economia informou que o nome do secretário foi barrado na Corregedoria, por ter omitido dados na seleção. Tristão não se pronunciou.

Lado
Ricardo Salles (Meio Ambiente) usou as redes sociais para demonstrar lealdade a Bolsonaro. Ao ser expulso do Novo, disse preferir o Presidente a João Amoêdo.

Tiroteio

“Aos inimigos, o Moro; a mim, os delegados amigos e, quando for conveniente, a lei.”

Do advogado criminalista Fábio Tofic Simantob, sobre a interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal denunciada por Sergio Moro.

Publicação simultânea com a Folha de São Paulo

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