Abundância
Folha de São Paulo
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O Ministério da Cidadania, chefiado por Onyx Lorenzoni, recebeu mais de R$ 3,1 bilhões extraordinários para gastar em ações de assistência social e em programas de segurança alimentar durante a crise do coronavírus.
Porém, até sexta, o dinheiro não estava nem na primeira etapa para sair do caixa. A assessoria do ministro disse que encontrava-se de folga por causa do Dia do Trabalho e que não poderia responder sobre a demora do empenho dos recursos.
Passa depois
Entre as despesas que não saíram do papel está a destinação de R$ 9,5 milhões para programas de alimentação em Roraima, governado pelo aliado Antonio Denarium (PSL) e onde fluxo de imigrantes na fronteira com a Venezuela é preocupante. Também empacou os R$ 2,5 bilhões para a rede do Sistema Único de Assistência Social.
Filas
Está sob o guarda-chuva de Onyx também o auxílio emergencial, cujo pagamento enfrenta dificuldades e é alvo de críticas. Milhares de pessoas reclamam que não receberam o dinheiro até hoje.
Tabelinha
As últimas ações dos ministros Alexandre de Moraes e Celso de Mello, do STF, mostraram uma atuação coordenada, na avaliação de colegas da Corte. O decano deu cinco dias para a Polícia Federal ouvir Sergio Moro logo depois de Jair Bolsonaro atacar Moraes pela decisão de sustar a nomeação de Alexandre Ramagem.
Com que roupa
A decisão de Bolsonaro de tornar sem efeito o decreto de nomeação do diretor-geral da PF pode ter salvado o procurador-geral, Augusto Aras, de nova saia-justa. Em seu despacho, Moraes pediu parecer do PGR, que teria que escolher entre o Supremo ou o Presidente. O procurador tem sido criticado por ser omisso em relação a atitudes do chefe do Executivo.
Na luta
Bolsonaro tem dito que vai recorrer, mas a avaliação do mundo jurídico é de que com a revogação do decreto de nomeação do delegado, a ação perdeu o objeto. Na PF, é dado como certo que Ramagem não será renomeado.
Big brother
O auxiliar seminu que apareceu na reunião virtual de Nelson Teich (Saúde) não foi o único da semana. Na audiência do ministro com senadores, Humberto Costa (PT-PE) apareceu sem camisa. A câmera foi ligada sem querer e depois foi desligada rapidamente.
Precedente
Ricardo Lewandowski, ministro do STF, absolveu um homem do crime de pesca ilegal ao tomar como referência decisão do próprio tribunal sobre Jair Bolsonaro. Em 2016, quando ainda era deputado, o agora Presidente foi absolvido pelo Supremo após ter sido acusado de prática de pesca amadora na Estação Ecológica de Tamoios, onde a atividade é proibida.
Para todos
“Seria de extrema injustiça aplicar o princípio da insignificância em favor de um parlamentar, hoje presidente da República, cuja função é zelar e elaborar as leis de nosso País, e negar tal benefício a um cidadão hipossuficiente”, escreveu Lewandowski na sentença. O princípio da insignificância determina a não punição de crimes de potencial ofensivo irrelevante.
Queda
A União Brasileira de Compositores estima que a categoria terá R$ 150 milhões a menos de arrecadação entre março e maio em relação ao ano passado. A principal remuneração dos compositores musicais vêm de shows, que não estão sendo realizados devido à pandemia.
Contraste
Segundo Manno Goés, diretor da UBC, ainda que os artistas estejam conseguindo recompor seus ganhos por meio de transmissões na internet, a remuneração que os compositores recebem de plataformas como YouTube é bastante inferior ao que eles ganham por eventos.
Sem festa
Goés diz que o impacto deverá ser ainda mais sentido em junho, época de São João, quando a arrecadação costuma ter um de seus picos. Por ano, a arrecadação (feita pelo Ecad) é de cerca de R$ 1 bi em direitos autorais.
Carona
Empresários fizeram chegar a Paulo Guedes a preocupação com uma possível invasão de produtos chineses, como aço, máquinas, tecidos e calçados, no momento em que a economia brasileira se fragiliza e retomada ocorre por lá.
Tiroteio
“O Brasil é o único país que, diante de uma crise sanitária e uma crise econômica, é capaz de criar uma crise política”. Da senadora Simone Tebet (MDB-MS), sobre os conflitos entre o presidente Jair Bolsonaro, o Legislativo e o Judiciário.
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Painel,por Folha de São Paulo