Invisível
Folha de São Paulo
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As mortes por doenças respiratórias graves em São Paulo com tipo ainda desconhecido dispararam em 2020. Já são 1.282, contra 50 do ano passado, um aumento de 2.464%, segundo dados do Sivep, sistema do Ministério da Saúde que reúne dados do País.
Do total, mais da metade das mortes já foi classificada como síndrome respiratória aguda grave de tipo não específico, ou seja, o processo de análise terminou e elas não foram catalogadas como nenhuma doença. O restante está na fila para investigação.
No escuro
Os números de casos não especificados (sem mortes) também se multiplicaram, foram de 660 para 10.166, de 2019 para agora, comparando o mesmo período. Os dados do Sivep são dos 12 primeiros dias de abril. Na atualização de sexta, o estado de São Paulo tinha 928 mortes por coronavírus.
Live
Edson Aparecido, secretário de Saúde da cidade de São Paulo, diz que há cinco dias de atraso para saber o que está ocorrendo de fato na rede hospitalar. Depois, há ainda um período de atualização do Sivep. Ou seja, os números estão defasados.
Olho vivo I
O presidente do Grupo de Ação Financeira (Gafi), Xiangmin Liu, enviou carta alertando autoridades que criminosos estão se aproveitando do coronavírus para aplicar golpes, como a oferta de remédios falsificados e investimentos fraudulentos, além da captação de fundos para ONGs fictícias. A suspeita é que, além de estelionatários, grupos terroristas também estejam se aproveitando para lucrar.
Olho vivo II
O Gafi atua globalmente estimulando práticas contra a lavagem de dinheiro e o financiamento ao terrorismo. Durante a pandemia, Liu avisa que golpes de cunho médico e a disseminação de notícias falsas sobre a doença são potenciais canais de ação dos criminosos. E recomenda às autoridades criar meios para que as pessoas possam denunciar.
#ficaemcasa I
As centrais sindicais preparam um 1º de maio sob isolamento social. Os tradicionais shows deverão ocorrer, mas em lives na internet. Os sindicalistas também farão seus discursos para espectadores na telinha.
#ficaemcasa II
A programação do Dia do Trabalho deverá ter oito atrações musicais, que serão definidas nesta semana. Os sindicalistas também torcem para que o Papa Francisco aceite o convite e envie uma mensagem gravada.
Muy amigo
Nas reuniões com líderes do Centrão, integrantes do governo dizem ter notado receptividade à ligação direta, sem o intermédio de Rodrigo Maia (DEM-RJ). Isso alimentou a percepção de que o presidente da Câmara anda em baixa com os pares.
Matemática
Para auxiliar do presidente Bolsonaro, é mais barato negociar com o Centrão do que com Maia, haja vista a conta de R$ 30 bilhões que o presidente da Câmara tentou emplacar no Orçamento impositivo, segundo leitura do governo.
No ar
Começa a consolidar-se entre senadores a ideia de que o socorro aos estados e municípios em meio à crise do coronavírus deverá durar três meses, com possível prorrogação, e não deve cobrir toda a perda de arrecadação.
Início
Depois da mutação que fez em seu texto para socorrer governadores, o deputado Pedro Paulo (DEM-RJ) voltou às origens e reapresentou o Plano Mansueto na quinta. O texto ganhou o número 101, o mesmo da LRF.
Dois pra lá
O presidente do Sebrae, Carlos Melles, foi procurado por emissários da Embratur para um acordo na medida provisória 907, que retira parte da verba do Sistema S para a nova agência de promoção do turismo. O texto, editado em novembro, vence em 5 de maio e enfrenta resistências no Congresso.
Dois pra cá
A MP drena R$ 600 milhões por ano do Sebrae. A proposta, que passou pelo crivo de Marcelo Álvaro Antônio (Turismo), prevê que metade seja devolvida. O presidente da Embratur, Gilson Machado, disse que “o Congresso tem autonomia para acrescentar ou retirar itens” da MP. Melles não quis comentar.
Evaporação
O envio de 15 respiradores foi a oferta de ajuda feita pela União ao governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), na sexta, para lidar com a lotação de hospitais pelo coronavírus em Manaus.
Tiroteio
“Não é somente dizer que temos CTIs, mas sim garantir que os infectados graves sejam bem assistidos.”
De Flávio Nogueira (PDT-PI), sobre as condições dos hospitais de campanha e qualificação dos profissionais na luta contra a Covid-19.
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Painel,por Folha de São Paulo