Transparência
Folha de São Paulo
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O áudio relevado pela CNN Brasil ontem foi entendido por políticos como uma amostra de que Onyx Lorenzoni (Cidadania) considera Jair Bolsonaro fraco e sem pulso. Na conversa, o ministro se imagina na cadeira do Presidente e diz que, se fosse ele, teria cortado a cabeça de Luiz Henrique Mandetta (Saúde) no início da semana, no auge da tensão entre ambos.
Além disso, o diálogo explicitou mais um sinal da fritura do ministro da Saúde, o que já se conhecia nos bastidores.
Jogo limpo
No diálogo, Onyx Lorenzoni ainda joga luz para outra questão já clara para os observadores da política, que Mandetta não segue Bolsonaro, mesmo depois de conversas que ocorreram a portas fechadas.
Empolado
Alguns políticos disseram ter estranhado o tom de Osmar Terra na conversa, mais polido do que de costume nos bastidores.
Prioridades
O ministro da Saúde estava a caminho do Planalto para a entrevista diária quando soube da divulgação do diálogo. A coletiva foi cancelada. Enquanto os corredores do palácio tratavam do assunto, Bolsonaro foi a uma padaria, comer um sonho.
Pode, Arnaldo?
Em suas medidas restritivas para o controle da pandemia do novo coronavírus, segundo recomendações da OMS, o Distrito Federal determinou que é proibida a venda de refeições de qualquer tipo para consumo no local por padarias.
Amanhã
Ao Painel, o governador Ibaneis Rocha (DF) disse que estava se resguardando ontem e que não comentaria o passeio do Presidente.
DNA
Em mais um capítulo da briga com governadores, o governo Jair Bolsonaro deu início a uma campanha nas redes sociais para cobrar a paternidade do auxílio de R$ 600 para informais. A mensagem diz que o dinheiro é do governo federal e não dos prefeitos e governadores.
Autoria
Inicialmente, a Economia queria conceder R$ 200. Depois, admitiu elevar o valor a R$ 300. O Congresso mudou para R$ 500. Tentando esvaziar o discurso de opositores e retomar protagonismo sobre a medida, Bolsonaro decidiu, então, que seria R$ 600.
A ver navios
Os municípios ainda aguardam os R$ 2 bilhões que foram prometidos por Bolsonaro em 23 de março para ampliar a assistência social.
Bola fora
A declaração de Mandetta de que dialoga com o tráfico e com a milícia sobre o enfrentamento do coronavírus pegou mal na área de Segurança Pública. Para policiais, o ministro cometeu um erro histórico ao reconhecer, como agente do Estado, a existência de poderes paralelos.
Nunca antes
Em mensagens trocadas em um grupo de WhatsApp, policiais federais disseram que a atitude do ministro da Saúde não tinha precedentes na história do Brasil.
Como é?
O ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann concorda com a crítica. “Entendo as preocupações humanitárias, mas isso é inaceitável. Significa reconhecer o controle do crime organizado sobre a vida das pessoas”, afirma.
Citados
No relatório diário da ONU, o episódio foi mencionado, registrando a declaração de que o ministro vai dialogar com traficantes de drogas e milícias em favelas para lutar contra a doença.
Última forma
Técnicos da Economia tentam finalizar a proposta da pasta de socorro aos estados e municípios. A ideia é propor alterações ao texto do relator Pedro Paulo (DEM-RJ), que não agradou.
Equação
A discussão é como fazer o dinheiro chegar a grandes estados e capitais, mais afetados pela doença e em desvantagem nas regras dos fundos de participação de estados e municípios. Fórmulas como o repasse de acordo com o tamanho da população ou com o número de enfermos da Covid-19 estão em análise.
Linha direta
Causou estranheza entre parlamentares ligados a Rodrigo Maia (DEM-RJ) as críticas feitas pela equipe de Paulo Guedes à autorização para aumentar os empréstimos dos estados. A permissão foi ideia do Tesouro, que iniciou o debate discordando da transferência de dinheiro para os governadores.
Tiroteio
“A prefeitura está com R$ 18 bilhões em caixa. Não isentar o cidadão do IPTU na crise é reflexo de uma visão velha e preconceituosa”
De Andrea Matarazzo (PSD), ex-tucano e ex-vereador, sobre a decisão do prefeito de São Paulo Bruno Covas (PSDB) de não criar isenção de IPTU.
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Painel,por Folha de São Paulo