Um cajado, dois coelhos
Folha de São Paulo
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Parlamentares e integrantes do Ministério Público Federal querem aproveitar a dificuldade de implementar o juiz das garantias na Justiça Eleitoral para impulsionar debate sobre a possibilidade de rever a decisão do STF, de 2019, que delegou a esse ramo do Judiciário a análise de casos de caixa 2 combinados a crimes como lavagem de dinheiro.
Projetos que sustam a ordem da Corte têm apoio de adeptos da Lava a Jato no Congresso. Ministros do Supremo, porém, veem o movimento com ceticismo.
Na boca
Na Câmara, um projeto de lei complementar está pronto para ser levado a plenário, mas encontra resistência entre líderes da centro-direita.
Resultado
O debate sobre a decisão do STF voltou à tona porque, se a Justiça Eleitoral não tivesse assumido casos de corrupção, o juiz das garantias não precisaria ser aplicado neste ramo do Judiciário – a nova figura jurídica criada pelo Congresso cobre somente processos da área penal.
Vida curta
Ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça ficaram perplexos com a decisão do desembargador do Tribunal de Justiça do Rio Benedicto Abicair de censurar o Porta dos Fundos. Antes mesmo de Dias Toffoli derrubar o ato, magistrados apontavam afronta à interpretação do Supremo contra censura prévia. Na Procuradoria-Geral da República, houve críticas à promotora Barbara Spier, que atuou no caso.
Quem cedo madruga
A Casa Civil e o Ministério da Cidadania levaram a proposta de reformulação do Bolsa Família a Jair Bolsonaro, logo no início do ano, na tentativa de convencer o Presidente a pressionar desde já o Ministério da Economia a liberar mais recursos para o projeto.
Queda de braço
O assunto ganhou tração no fim de 2019, quando a equipe de Paulo Guedes informou que já não havia mais dinheiro, nem tempo, para liberar os R$ 14 bilhões pedidos por Osmar Terra (Cidadania).
Amigos, amigos...
Onyx Lorenzoni (Casa Civil) oficializou, na última terça, a nomeação do pastor da Igreja Sara Nossa Terra Leandro Lima como seu chefe de gabinete. Ele já atuava em sua equipe.
Amigos, amigos II...
O ministro mantém relação próxima com membros da igreja, da qual é frequentador. Além de empregar Lima, ele já deu carona em voo da FAB ao pastor Gerônimo Martins.
O cobrador
Apesar de dizer que deixou de trabalhar no gabinete do deputado estadual Gil Diniz (PSL) em abril, o ex-assessor Alexandre Junqueira, que acusa o parlamentar de “rachadinha”, só foi exonerado em julho. Segundo ele, os salários extras foram pagos como uma espécie ressarcimento por gastos que ele teve na campanha e que não teriam sido honrados durante a eleição.
O cobrador II
Junqueira era motorista do então candidato e diz ter rodado 50 mil quilômetros pelo estado, o que gerou gastos com pneus, amortecedores e manutenção.
Fecha a conta
A mulher dele, Solange, levou ao Ministério Público extratos de pedágios, no valor de R$ 1.101,62, e a lista de multas do marido, que totalizam R$ 2.180,37 em infrações cometidas entre março e agosto de 2018. As despesas não constam dos gastos oficiais da campanha. O salário do ex-assessor era cerca de R$ 11,5 mil por mês.
Sem sossego
A deputada Bia Kicis (PSL-DF) diz que pretende processar o ativista Fernando Souza por denúncia caluniosa. Ele a denunciou por caixa dois na campanha, mas o Ministério Público do Distrito Federal decidiu arquivar o caso.
Cofrinho
O governo de Minas Gerais afirma que não pode precisar quanto deve arrecadar com a antecipação dos royalties da exploração do nióbio – a conta exata só sairá na véspera da operação. O estado usará a verba para honrar salários de servidores e dívidas com municípios.
Casamento
Apesar de rumores de afastamento de João Doria (PSDB), o presidente do PSD, Gilberto Kassab, diz que a parceria está firme.
Tiroteio
“O primeiro passo para estudar segurança pública é aprender a ler e escrever. Recomendo que ele comece por aí”. Do pesquisador Guaracy Mingardi, sobre Abraham Weintraub (Educação) dizer que a academia não se dedica a estudos na área.
Publicação simultânea com a Folha de São Paulo
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