Cooperativa de crédito busca gerentes para abrir unidades no ES
Com 20 pontos de atendimento em 18 cidades, cooperativa planeja superar 30 em 2 anos. Venda Nova terá inauguração no dia 5
A Cresol está à procura de gerentes para ampliar sua atuação no Espírito Santo. A cooperativa de crédito só inicia uma operação em um município depois de encontrar o profissional que irá conduzi-la. Hoje, são 20 unidades de atendimento em 18 municípios, e a meta é ultrapassar 30 em dois anos.
Uma agência será inaugurada em Venda Nova do Imigrante, na região serrana capixaba, em 5 de novembro, e Cachoeiro de Itapemirim está em fase de estruturação. Aracruz e São Mateus também estão entre os municípios mapeados.
No Estado, a Cresol Fronteiras tem cerca de 170 empregados e de 30 mil a 35 mil associados.
As oportunidades de trabalho são anunciadas na plataforma Gupy.
Quem apresenta os planos é Guilherme Henrique Pilatti, presidente da Cresol Fronteiras, no podcast Histórias Empresariais.
Ele também fala sobre a devolução de resultados aos associados, aplicações financeiras e a origem do sistema, que começou com R$ 720 e hoje administra mais de R$ 60 bilhões em ativos.
- A Tribuna – Existe uma procura por profissionais para trabalharem na Cresol? A cooperativa está atenta ao mercado ou está com o quadro pleno?
Guilherme Henrique Pilatti – Precisa, e muito. Temos municípios mapeados, mas só abrimos uma estrutura depois de encontrar o gerente. Ele é fundamental para a continuidade da nossa cultura e da operação. Em Cachoeiro de Itapemirim, o gerente já começou as atividades. Vai formar a equipe e a base de cooperados para, depois, avançarmos para uma agência.
A necessidade de profissionais é muito grande.
- E o gerente, o que precisa saber? Qual é a qualificação necessária?
Antes de tudo, precisa gostar de trabalhar, e também precisa gostar de pessoas. Não basta ficar das 8 às 17 horas dentro da agência.
Ele precisa participar da vida da cidade e estar presente na comunidade. A qualificação varia, mas é preciso ter curso superior e conhecer o mercado financeiro.
O cooperado é cada vez mais exigente. O gerente atende agricultores, professores, advogados e empresários. Precisa entender um pouco de tudo.
- Quem tiver interesse em trabalhar para a Cresol tem um canal para entrar em contato?
Temos a Gupy, nossa plataforma oficial. Todas as vagas disponíveis nas cooperativas do sistema, inclusive no Espírito Santo, estão divulgadas lá.
- Existe já um plano de ampliação da atuação da Cresol no Espírito Santo? Já mira outros municípios da Região Metropolitana?
Temos 20 estruturas em 18 municípios. Há outros 60 municípios onde podemos avançar.
Na Grande Vitória, podemos precisar de mais unidades para atender a diferentes bairros. Mas queremos crescer também no interior. Aracruz e São Mateus estão mapeados. Em 5 de novembro, inauguramos a unidade de Venda Nova do Imigrante. Em Cachoeiro, começamos a estruturação.
- Considerando as salas de negócios, quantas unidades tem ao todo? São 20 mesmo?
São 20, contando as salas de negócios, que começam menores e depois se tornam agências. Hoje temos 14 agências estruturadas. Com Venda Nova, serão 15. As demais estão em processo de formação. Imagino que elas se tornem agências em 2027.
- Mas tem a projeção do tamanho da ampliação desejada?
A Cresol Fronteiras tem 47 estruturas em quatro estados, e quer ultrapassar 72 até 2030. A maior parte das novas unidades deverá ficar no Espírito Santo. Dependendo das condições econômicas, podemos chegar a 80 ou 90 no total. Aqui no Estado, o objetivo é ultrapassar 30, 35 estruturas em dois anos.
Gostaria que o senhor explicasse o que é uma cooperativa de crédito, qual é a semelhança e a diferença para um banco e também o que é o sistema Cresol.
Em produtos e serviços, são muito semelhantes. Na cooperativa, o associado é dono do negócio. Os recursos que captamos no município são reinvestidos na comunidade. No último ano, devolvemos diretamente aos cooperados cerca de 49% do resultado da Cresol Fronteiras, pela remuneração do capital social e pelas sobras.
O sistema Cresol nasceu em 1995, em Dois Vizinhos, no Paraná, por iniciativa de 27 agricultores familiares. Começou com R$ 720, divididos em duas parcelas em sacas de milho. Hoje, reúne mais de 1 milhão de cooperados e administra mais de R$ 60 bilhões em ativos.
- A Cresol também atende uma pessoa física que quer investir, fazer aplicações?
Sim. O investidor pode receber, além do rendimento da aplicação, uma parcela das sobras distribuídas pela cooperativa. Por exemplo, um investimento em renda fixa com remuneração de 100% do CDI pode ter esse acréscimo. Em alguns anos, esse resultado combinado chegou a 120% ou 130% do CDI. Mas precisamos atuar dentro das condições do mercado, com responsabilidade. Não existe almoço grátis.
- Com tecnologia, Inteligência Artificial e aplicativos, uma pessoa pode começar a usar a Cresol sem ir à agência?
Sim, temos ferramentas digitais. Mas não abrimos mão do contato humano. Em algum momento o cooperado vai precisar conversar com alguém, e terá o contato do gerente. Temos inclusive a Cresol Conecta, sem atendimento presencial, mas com pessoas do outro lado, não robôs.
- No microcrédito, a Cresol libera financiamento para quem tem uma ideia de negócio?
Atuamos com pequenos, médios e grandes negócios, principalmente os pequenos e médios. Cada operação depende da necessidade, do perfil e da análise de crédito. É preciso responsabilidade. Eu digo que o crédito é como um remédio: ou ele melhora ou ele mata. Muitas vezes, precisamos dizer não.
- O senhor, como presidente da Cresol, vê essa possibilidade de crescimento em Aracruz, essa tendência que é tão colocada por empresários e pelo governo?
Vejo um potencial muito grande. Os investimentos podem desenvolver Aracruz e municípios do entorno. Temos o exemplo de São José dos Campos, em São Paulo, onde a industrialização impulsionou outras cidades do Vale do Paraíba.
Queremos estar em Aracruz, mas sem esquecer os demais municípios.
CURIOSIDADES
Início com milho
Em 1995, 27 agricultores familiares criaram a primeira cooperativa do sistema Cresol, em Dois Vizinhos, no Paraná. O capital inicial de R$ 720 foi integralizado em duas parcelas pagas em sacas de milho.
Hoje, a rede tem mais de 1 milhão de associados e supera
R$ 60 bilhões em ativos.
Pequenas cidades
A Cresol, criada para atender agricultores familiares, preserva uma característica de sua origem: pouco mais de 80% das suas mais de mil agências estão em municípios com menos de 50 mil habitantes. O sistema está presente em 20 estados brasileiros, incluindo também capitais e grandes centros.
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