Hospital de Vitória usa gavião para afastar pombos
A ave, de 6 anos, sobrevoa áreas externas do Hucam para reduzir a presença de pombos, que podem transmitir doenças
O uso de aves de rapina é uma das estratégias adotadas para controlar a presença de pombos em áreas urbanas. No Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Hucam-Ufes), em Vitória, o gavião Shiluba, de seis anos, passou a sobrevoar áreas externas do hospital para ajudar a reduzir a presença de pombos.
O objetivo, segundo a direção, é melhorar as condições sanitárias e ambientais da unidade, que recebe milhares de pessoas diariamente.
Segundo o gerente administrativo do Hucam-Ufes, César Augusto Dias de Oliveira, a ideia surgiu após o hospital perceber o aumento de pombos na região, depois do desaparecimento de um gavião que costumava sobrevoar o local.
Há dois meses a ave tem sobrevoado o hospital, após um contrato ter sido assinado com uma empresa especializada em controle populacional e manejo de pombos.
O acordo tem duração de um ano, período em que o gavião deverá atuar no hospital, conforme a necessidade identificada no controle populacional.
“Esse trabalho busca garantir uma qualidade sanitária, ambiental e assistencial aos nossos pacientes que estão no hospital. Mas esse controle não é feito apenas por meio do gavião, estamos promovendo também orientação e reeducação ao nosso público, tanto profissionais e pacientes, para que não alimentem os pombos”, afirma César.
O gavião-asa-de-telha (Parabuteo unicinctus) também atua no Aeroporto de Vitória. O veterinário Gabriel Furtado é o responsável por cuidar da ave durante seu “trabalho” no Hucam.
O biólogo do Hucam-Ufes, David Salles, explica que a falcoaria, método de controle biológico, foi adotada por ser uma solução “ecológica, sustentável, ética e de alta eficiência, amplamente reconhecida e utilizada em aeroportos, indústrias e grandes centros urbanos”.
“No ambiente hospitalar, o controle populacional de pombos urbanos (Columba livia) é uma medida crucial de biossegurança, higiene e conformidade sanitária. Os pombos são vetores potenciais de diversos agentes patogênicos, como fungos e bactérias transmissoras de criptococose, histoplasmose e salmonelose, além de serem hospedeiros de ectoparasitas, como ácaros”, afirma.
A criptococose é infecção que pode atingir os pulmões e, em casos graves, causar meningite. Já a salmonelose é uma infecção bacteriana que pode ocorrer pela ingestão de água ou alimentos contaminados.
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