Exportações do agro capixaba chegam a R$ 11,8 bilhões
Café trouxe quase 6 de cada 10 reais obtidos com vendas ao exterior, e produtos do campo capixaba chegaram a 128 países
O agronegócio do Espírito Santo gerou US$ 2,4 bilhões em exportações de janeiro a setembro deste ano, o equivalente a cerca de R$ 11,8 bilhões. O setor respondeu por 30,4% de tudo o que o Espírito Santo vendeu ao exterior no período, com produtos enviados para 128 países.
O café foi o maior destaque. As exportações do produto e de seus derivados somaram US$ 1,4 bilhão, alta de 6% em valor e o equivalente a 58,5% de toda a receita do agro capixaba com vendas externas. O volume embarcado chegou a 312,4 mil toneladas, crescimento de 27,2% sobre o mesmo período de 2025.
Considerando só o café verde, as vendas ao exterior alcançaram US$ 1,2 bilhão, com crescimento de 9,2% em valor e de 29% na quantidade comercializada. O Espírito Santo é o maior produtor brasileiro de café conilon e responde por cerca de 70% da produção nacional dessa variedade.
Os Estados Unidos seguiram como principal destino dos produtos do agronegócio capixaba, com US$ 496,5 milhões e participação de 21% nas divisas. Depois aparecem Turquia, com US$ 159,6 milhões e 6,8% de participação, Colômbia, com US$ 133,7 milhões e 5,7%, México, com US$ 126,8 milhões e 5,4%, e Bélgica, com US$ 120,9 milhões e 5,1%.
Juntos, os cinco principais mercados responderam por 43,9% da receita das exportações do agro. Mais da metade do valor ficou espalhada por outros destinos, o que, segundo a Secretaria de Estado da Agricultura (Seag), reduz a dependência de poucos compradores.
“Há uma diversificação importante dos mercados compradores. Estados Unidos, Turquia, Colômbia, México e Bélgica são os cinco principais destinos e, juntos, respondem por cerca de 44% das divisas geradas pelas exportações do agro capixaba”, afirmou o gerente de Dados e Análises da Seag, Danieltom Vandermas.
Segundo ele, ter mais da metade da receita distribuída entre outros mercados dá maior resistência às exportações diante de oscilações econômicas e geopolíticas internacionais.
Além do café, a pauta do agro capixaba inclui celulose, pimenta-do-reino, mamão, gengibre e chocolates e preparados com cacau. O resultado reforça o peso do agro nas exportações.
Destaque para pimenta-do-reino
A pimenta-do-reino também avançou nas exportações do Espírito Santo nos nove primeiros meses deste ano. O produto movimentou US$ 286,8 milhões (R$ 1,44 bilhão), alta de 6,5% em relação ao mesmo período de 2025.
Foram vendidas ao exterior cerca de 47,1 mil toneladas, volume 7,6% maior. Com esse resultado, a pimenta respondeu por 12,1% das exportações do agronegócio capixaba e ficou em terceiro lugar entre os principais produtos da pauta.
O Espírito Santo é o maior produtor brasileiro de pimenta-do-reino e responde por mais de 60% da produção nacional.
“Café e pimenta-do-reino são duas grandes referências do agro capixaba. O Espírito Santo lidera nacionalmente a produção de café conilon e de pimenta-do-reino, e essa força no campo também se traduz em competitividade no mercado externo. São cadeias importantes para a criação de renda, empregos e divisas”, disse o secretário Enio Bergoli.
Também aparecem na pauta o mamão, com US$ 22,9 milhões (R$ 115 milhões), o gengibre, com US$ 21,3 milhões (R$ 107 milhões), e chocolates e preparados com cacau, com US$ 14,6 milhões (R$ 73,4 milhões). Este último teve alta de 1,8% no valor exportado.
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