Atacante capixaba do Vasco admite ter conhecidos ligados à investigação
David prestou depoimento à polícia, mas negou envolvimento com organização criminosa
Em depoimento à Polícia Civil, o atacante capixaba David Corrêa, do Vasco, admitiu ter conhecidos no Espírito Santo ligados à investigação que apura a atuação de uma organização criminosa interestadual, mas negou qualquer participação em tráfico de armas e drogas. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo.
O depoimento foi prestado na segunda-feira (31). O jogador teve o celular apreendido depois de ser alvo de um mandado de busca e apreensão no Rio, e no aparelho os agentes estariam atrás de conversas com um dos alvos da operação, que investiga uma organização criminosa de atuação interestadual, com origem no Espírito Santo.
David reforçou que, apesar de ter conhecimento sobre possíveis investigados no estado vizinho, não tem noção alguma sobre possíveis crimes cometidos e quem estaria envolvido em cada caso apurado.
Advogados do Vasco que tiveram acesso ao depoimento afirmam que David não tem nenhuma implicação no caso, mas o clube mantém o suporte jurídico. O empresário André Cury, que cuida da carreira de David Corrêa, já havia negado ao blog qualquer envolvimento do jogador com o crime.
"Não tem nada. Não há qualquer risco para ele. David é profissional. Para pedir esclarecimentos não precisava mandar busca e apreensão, fazer toda essa tempestade", lamentou André Cury.
Segundo o empresário, David tem origem humilde como quase todos os jogadores de futebol no Brasil e veio da periferia, o que não quer dizer que ele tenha envolvimento com o crime organizado.
"Parece que foram lá para prender os caras de uma facção. O jogador nasce na periferia, os amigos são de lá, os que não viram jogador viram o que? Normalmente, 30% dos amigos vão pro lado errado. O cara não fez p... nenhuma", completou Cury.
A operação apura a atuação do grupo, que possui ramificações em diferentes estados. Segundo as investigações, também são analisados possíveis envolvimentos de outros atletas profissionais e empresários com a quadrilha. No Rio de Janeiro, a ação é coordenada pela 14ª DP (Leblon), com apoio da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Desarme) e de outras unidades do Departamento Geral de Polícia da Capital (DGPC).
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