ES quer atrair indústrias ligadas às terras raras
Espírito Santo aposta nas terras raras para trazer indústrias, focar na industrialização e reter no Estado o maior valor da cadeia produtiva.
O Espírito Santo quer aproveitar a exploração de terras raras para atrair indústrias e manter no Estado as etapas de maior valor da cadeia produtiva. A ideia é ir além da simples extração e exportação de minério bruto.
A estratégia da Agência de Atração de Investimentos do Espírito Santo (Nova ES) é buscar empresas interessadas no beneficiamento dos minerais e na fabricação de componentes. O objetivo é concentrar no território capixaba as fases de maior valor agregado.
"O interessante para o Espírito Santo é atrair a industrialização, não exportar a commodity. O valor agregado está na industrialização"
As terras raras formam um grupo de elementos minerais usados em produtos de alta tecnologia, entre eles motores elétricos, baterias, turbinas eólicas, equipamentos eletrônicos e sistemas de defesa. A demanda cresceu com a transição energética e a expansão dos veículos eletrificados.
Esse movimento aproxima a nova frente produtiva do polo automotivo que começa a ser estruturado no Estado. Dentro desse cenário, a Nova ES pretende buscar empresas capazes de transformar o mineral em produtos e componentes finalizados.
"É muito melhor exportar o produto acabado e deixar a cadeia produtiva dentro de casa"
A agência, porém, não revelou empresas em negociação, valores, municípios avaliados ou prazo para a instalação de projetos ligados às terras raras.
Energia, transição energética e novos investimentos
Além da mineração, a estratégia estadual inclui energia e transição energética. A Nova ES pretende aproximar projetos capixabas de fundos e investidores que reservam recursos para descarbonização, geração renovável e novas tecnologias industriais.
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