Pais acusados de torturar, estuprar e matar o próprio filho vão a júri nesta quarta
Maycon Milagre da Cruz e Jeorgia Karolina Teixeira da Silva serão julgados pela morte de Jorge Teixeira da Silva Neto, de 2 anos
O julgamento do casal acusado de torturar, espancar, estuprar e matar o próprio filho começou na tarde desta quarta-feira (12), no Tribunal do Júri. Os réus são Maycon Milagre da Cruz e Jeorgia Karolina Teixeira da Silva, apontados como responsáveis pela morte de Jorge Teixeira da Silva Neto, de 2 anos. O crime ocorreu em 04 de julho de 2022.
O júri popular acontece no Fórum Desembargador Annibal de Athayde Lima, em Vila Velha.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Espírito Santo (MPES), o casal responde por homicídio por omissão, qualificado pelo emprego de meio cruel e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima, com aumento de pena pelo fato de a criança ser filha dos acusados e ter menos de 14 anos, além do crime de estupro de vulnerável.
Em nota, o MPES afirmou que "reafirma seu compromisso com a sociedade e atuará pela responsabilização e condenação dos réus, em defesa dos direitos da vítima, da vida e da criança e do adolescente".
Relembre o crime
O pequeno Jorge Teixeira da Silva Neto, de apenas 2 anos, foi morto após ser torturado, espancado e estuprado, de acordo com o laudo da perícia médica. O caso se tornou ainda mais chocante quando a investigação apontou como suspeitos os próprios pais da criança.
O casal foi preso em flagrante no momento em que tentava liberar o corpo do menino no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, na terça-feira (05). Inicialmente, as primeiras informações indicavam que a criança havia morrido por suposta pneumonia.
No entanto, como o corpo apresentava diversas lesões incompatíveis com a doença, a polícia foi acionada. Após os fatos, o corpo da vítima foi levado ao DML para exames mais detalhados. Lá, profissionais identificaram lesões pelo corpo da criança, inclusive no ânus.
A gerente de loja Jeorgia Karolina Teixeira da Silva, de 31 anos, mãe da vítima, e o pai, o porteiro Maycon Milagre da Cruz, de 35 anos, estavam na porta do DML e foram levados para a delegacia.
Depois de quase 13 horas de depoimento, o casal acabou preso, e a postura deles chamou a atenção dos investigadores. Segundo o delegado, “Não demonstraram nenhum tipo de consideração com a morte do filho”. O casal tem ainda um bebê de 8 meses.
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