Reconhecimento facial já ajudou a prender 40 foragidos de outros estados no ES
Reconhecimento facial gerou mais de cem alertas em 2026 e levou à prisão de 40 procurados de outros estados que viviam no Espírito Santo.
O uso da tecnologia de reconhecimento facial não tem ajudado apenas a localizar foragidos do Espírito Santo. O sistema também impede que criminosos de outros estados circulem pelo território capixaba sem serem identificados.
Somente em 2026, o Núcleo de Intervenções Rápidas (NIR) registrou 104 alertas de pessoas procuradas pela Justiça de estados como Minas Gerais, Bahia, São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará, Maranhão e Tocantins. Após a checagem das informações e as abordagens policiais, 40 dessas pessoas foram presas.
Como funciona a checagem após o alerta
Segundo o coronel Leandro Menezes, um alerta não significa, automaticamente, que haverá prisão. Em algumas situações, a pessoa identificada deixa o local antes da chegada da equipe policial.
Além disso, toda abordagem é seguida de uma checagem presencial para confirmar a identidade do suspeito e a validade do mandado de prisão.
"Os alertas não significam prisões. Primeiro confirmamos se o mandado continua válido e, depois, a equipe faz a abordagem para verificar se realmente é a pessoa procurada"
Caso de foragido de Minas Gerais localizado no ES
Um dos casos destacados pelo coronel ocorreu em julho deste ano, quando o reconhecimento facial identificou um homem procurado por homicídio pela Justiça de Minas Gerais. O suspeito, Paulo César Peter, vivia há mais de 20 anos no Espírito Santo e possuía um mandado de prisão expedido pela comarca de Resplendor (MG).
Segundo Menezes, o crime estava prestes a prescrever em setembro, mas a tecnologia permitiu que o foragido fosse localizado e preso.
"Ele estava no Estado havia mais de 20 anos e o crime estava perto de prescrever. Foi identificado pelo sistema, abordado e encaminhado para responder à Justiça de Minas"
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