Eleição para presidente: segurança vai custar R$ 95 milhões
Verba vai bancar 458 servidores, viaturas, sistemas antidrones e outros equipamentos de proteção apenas aos presidenciáveis
A Polícia Federal (PF) estima gastar R$ 95 milhões com a segurança dos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026.
O valor representa um aumento de cerca de 67% em relação aos R$ 57 milhões investidos na eleição de 2022 e será destinado à remuneração de servidores, aquisição de equipamentos e custeio das operações de proteção dos presidenciáveis.
O reforço da estrutura ocorre em meio ao aumento das preocupações com a segurança de autoridades e candidatos em atos públicos e compromissos de campanha. Segundo a corporação, o planejamento da operação começou há cerca de dois anos e envolveu treinamento de equipes, definição de protocolos e estudos para dimensionar a proteção de cada candidatura.
Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, o esquema foi elaborado com base em análises de risco que levaram em consideração os deslocamentos e os tipos de eventos previstos para cada campanha. O objetivo é ajustar o efetivo e os recursos empregados de acordo com o nível de exposição dos candidatos ao longo da disputa eleitoral.
Do total previsto, parte dos recursos será destinada ao pagamento de 458 servidores que atuarão diretamente na segurança dos presidenciáveis. O restante financiará a compra de equipamentos, como sistemas antidrones, viaturas blindadas, armamentos e itens de proteção individual, além das despesas operacionais das equipes destacadas para acompanhar os candidatos em viagens e compromissos oficiais.
Pela legislação eleitoral, a proteção da Polícia Federal passa a ser assegurada somente após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e mediante solicitação formal das campanhas. Neste ano, os partidos e federações poderão realizar convenções entre 20 de julho e 5 de agosto para oficializar seus candidatos às eleições de outubro.
A definição dos nomes é etapa obrigatória para o registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Cada legenda tem autonomia para estabelecer a data e o formato das convenções, que podem ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida.
Com a aproximação do calendário eleitoral, a expectativa é que a estrutura de segurança seja acionada gradualmente, conforme as candidaturas forem oficializadas e os pedidos de proteção forem apresentados à PF.
Esquema depois das convenções
A proteção da Polícia Federal (PF) aos candidatos à Presidência da República poderá começar a partir de amanhã, quando se inicia o período das convenções partidárias que oficializam as candidaturas para as eleições de outubro.
Pela legislação eleitoral, o esquema de segurança só é disponibilizado após a homologação do candidato e depende de solicitação formal apresentada pela respectiva campanha.
Segundo a PF, a preparação da operação teve início há cerca de dois anos. Nesse período, foram realizados treinamentos específicos, estudos técnicos e levantamentos para definir o modelo de proteção que será adotado em cada caso.
O diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, disse que o planejamento incluiu análises de risco para mapear deslocamentos, agendas públicas e características dos eventos previstos nas campanhas. A intenção é adequar o efetivo empregado e a estrutura de segurança às necessidades de cada candidato, levando em conta condições de cada compromisso.
As convenções poderão ser realizadas entre amanhã e o dia 5 de agosto. Cada legenda poderá optar por encontros presenciais, virtuais ou híbridos para oficializar seus candidatos, e depois dessa etapa é que a PF poderá colocar em prática o esquema de proteção preparado para a eleição presidencial.
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