Santa Teresa: pisa da uva e ponte do amor na Rota do Caravaggio
Circuito localizado em Santa Teresa, na Região Serrana do Estado, encanta com paisagens e gastronomia
Com 14 quilômetros de extensão, o Circuito Caravaggio é um dos pontos turísticos mais populares de Santa Teresa. Ele corta o interior da cidade e, por todo seu percurso, há cantinas e vinícolas para visitar.
No programa “É logo Ali” exibido no último sábado (18), a apresentadora Karen Vip visitou alguns pontos da rota e deu dicas para quem tem vontade de conhecer a gastronomia e a cultura dessa parte da cidade.
O “É logo Ali” vai ao ar todo sábado, às 18h50, na tela da TV Tribuna/Band.
Para os apaixonados , a Ponte do Amor é um ponto indispensável no roteiro. Localizada no Vila Parque San Pietro (@sanpietrovilaparque), a ponte integra a estrutura de um jardim inspirado nos estilos franceses e italianos.
No meio das montanhas capixabas, os casais que passam por lá marcam a visita colocando um cadeado em formato de coração na estrutura da ponte.
Além da paisagem de tirar o fôlego, o Vila Parque San Pietro é bistrô, cafeteria e restaurante.
A atração também é procurada para ensaios fotográficos e casamentos. O clima das montanhas e o charme da flora local criam uma atmosfera encantadora.
Já nos Chalés Villa Caravaggio (@chalesvillacaravaggio) uma tradição secular se perpetua até os dias de hoje: a pisa da uva.
Anos atrás, antes da modernização dos maquinários, a uva saía da videira, ia para o barril, era pisoteada, virava suco e depois fermentava, formando o vinho.
Hoje, o processo é mais tecnológico, mas as raízes permanecem. Quem visitar o local pode realizar a pisa da uva e levar de brinde um papel com a marca dos pés após amassar as frutas.
Cervejaria
Avançando um pouco mais na Rota do Caravaggio, o visitante encontra a Cervejaria Zamprogno, a primeira cervejaria artesanal de Santa Teresa.
Além das bebidas produzidas na casa, o estabelecimento conta com acomodações e um restaurante italiano para quem quer aproveitar um pouco mais o frio das montanhas capixabas.
Espumante de jabuticaba é único no mundo
Quem visita a Rota do Caravaggio tem a oportunidade de provar o único espumante feito com jabuticaba, pelo método Champenoise, no mundo.
O processo consiste em realizar a segunda fermentação da bebida dentro da própria garrafa. Produzido na Casa dos Espumantes (@casadosespumantes), esse vinho começou a ser fabricado em 2004.
“Na época, a gente tinha uma variedade de uva e muita jabuticaba aqui na região”, conta o proprietário Sérgio Sperandio.
Mas tudo começou com a chegada dos imigrantes. “Quando os italianos chegaram e encontraram essa fruta, pensaram que dela poderia sair um bom fermentado. Nós resolvemos ir além e fazer o espumante”, afirma Sérgio.
A Casa dos Espumantes funciona de segunda a sexta, das 8h às 17h, e aos domingos, das 9h às 16h. O estabelecimento fica localizado no quilômetro 4 do Circuito Caravaggio.
Point de delícias e turismo
Os biscoitos caseiros não podem ficar de fora do roteiro de quem vai para Santa Teresa. A Claids (@claidsbiscoitos) produz biscoitos desde 1990, quando a proprietária Claide Ghisolfi resolveu abrir o negócio com os ingredientes que tinha disponíveis em sua cozinha.
Ela era jovem e percebeu que precisaria se reinventar para conseguir sustentar seus filhos e sua casa. “Eu tinha 21 anos e três filhos pequenos para criar, então precisava fazer alguma coisa. Fui para minha cozinha e comecei a fazer o casadinho e o biscoito champagne”, relata.
Atualmente, o cardápio da marca conta com opções de biscoitos doces, salgados, sem lactose, integrais e sem açúcar.
São mais de 70 receitas disponíveis que vão desde o tradicional casadinho, feito por Claide desde o início da fábrica, até os doces especiais, como a torta de amendoim, o bem-casado e o mini alfajor.
A Claids possui duas lojas: uma da fábrica, que fica na Rodovia Josil Espíndula Agostini, e outra no centro de Santa Teresa, na avenida José Ruschi. Os dois estabelecimentos funcionam todos os dias, das 8h às 18h.
Cachoeiras e escalada na rota das Três Santas
Para os amantes da natureza, a Rota das Três Santas é ponto indispensável no roteiro. O circuito é formado pelas cidades de Santa Teresa, Santa Leopoldina e Santa Maria de Jetibá, na Região Serrana do Estado.
Os municípios ficam a cerca de 50 quilômetros de distância um do outro, o que facilita a visitação.
O ecoturismo é forte na região, com destaque para cachoeiras. Santa Leopoldina, conhecida como a “Filha do Sol e das Águas”, possui 42 cachoeiras e corredeiras. Uma delas é a cachoeira Moxafongo, localizada no Eco Parque Cachoeira Moxafongo.
Com 25 metros de queda d’água, ela possui pontos para banho mais rasos e outros mais fundos. A propriedade foi aberta ao público em 2016 e até hoje recebe muitos visitantes.
Para chegar ao local, partindo de Vitória, é preciso seguir pela BR-262 em direção a Santa Leopoldina. Depois, é só acessar a ES-164 e percorrer aproximadamente 10 quilômetros.
O parque fica logo após a entrada da cidade e o trajeto é bem sinalizado, facilitando o acesso.
O local abre nos finais de semana e feriados, das 8h30 às 17h, e conta com restaurante e serviço de hospedagem. O valor da entrada é de R$ 20,00 por pessoa.
Também localizada em Santa Leopoldina, a cachoeira Véu de Noiva, que fica em um parque que recebe o mesmo nome, é uma outra opção. Quem deseja visitar pode ir todos os dias, das 8h às 17h.
O Parque Cachoeira Véu de Noiva oferece ainda serviços de pousada e camping e fica às margens da rua Bernardino Monteiro, no interior de Santa Leopoldina.
Para quem quer passar um dia inteiro aproveitando a cachoeira, o local conta com restaurante e bar. O valor da entrada é de R$ 12,00 por pessoa e de R$ 15,00 nos feriados.
Adrenalina
Já para os que curtem passeios mais altos e com vistas panorâmicas a região também oferece opções para explorar.
A Pedra do Garrafão, localizada em Santa Maria de Jetibá, atrai aventureiros de diversos lugares, que buscam subir seus 1.497 metros de altura.
Quem encara a trilha até o final tem acesso a uma vista privilegiada das montanhas capixabas, dos vales e das propriedades rurais do entorno.
Lá do alto é possível avistar até mesmo a Pedra Azul, cartão-postal de Domingos Martins, localizada a aproximadamente 80 quilômetros de Santa Leopoldina.
Festivais com mais de 20 shows gratuitos
A Rota das Três Santas vai receber mais de 20 shows gratuitos entre os dias 23 e 26 deste mês.
Em Santa Maria de Jetibá acontece, a partir de quinta-feira (23), a tradicional Festa do Colono, no centro de eventos Sophia Arnholz Berger.
No primeiro dia, o palco principal recebe o cantor gospel Theo Rubia. Na sexta, os shows são da Banda the Hollywood Club, Luiz Paulo Forrozão e Dj Thayron.
No sábado (25), a dupla Barões da Pisadinha é a atração principal e sobe ao palco às 20h. No domingo (26), o responsável por fechar a festa será o DJ Propósito.
Já o Festival de Inverno de Santa Leopoldina acontece entre sexta e domingo na área de eventos atrás do Ginásio de Esportes.
A programação inclui shows, gastronomia, feira de artesanato e atividades para toda a família.
As atrações musicais começam às 18h nos dois primeiros dias e, no último, a partir das 12h.
Na sexta se apresentam os grupos Forró Caju e Back To The Past. No sábado, sobem ao palco Blend Blues e Cris Hitz; e no domingo, a festa fica por conta de Isys Narlla, Grupo 3 Elementos e Serginho Oliveira.
Museus resgatam as histórias dos imigrantes
A história das raízes pomeranas tem um lugar de destaque na Rota das Três Santas, resgatando as origens da população local.
Em Santa Maria de Jetibá, o Museu da Imigração Pomerana propõe uma viagem no tempo pela arquitetura, pelos costumes e até pelo idioma.
Considerada a maior colônia pomerana do mundo, 80% da população da cidade é descendente desse povo.
Os imigrantes vieram da antiga Pomerânia, região que ficava entra a Alemanha e a Polônia, mas que desapareceu após a Segunda Guerra Mundial.
Porém, antes disso, no século 19, as famílias locais já enfrentavam condições de vida complicadas e o Espírito Santo foi o lugar escolhido para recomeçar.
O Museu da Imigração Pomerana fica localizado no Centro de Santa Maria de Jetibá. O local reúne um acervo de roupas, objetos e réplicas de casas típicas que retratam como era a vida dessa população quando chegaram em terras capixabas.
Outro ponto de referência para quem quer conhecer mais da história dos imigrantes no Estado é o Museu do Colono, em Santa Leopoldina.
A casa em que fica o museu, na avenida Presidente Vargas, foi construída em 1877 para abrigar a família austríaca Holzmeister, uma das primeiras a povoar Santa Leopoldina.
Hoje ela funciona como acervo de memória dos imigrantes que povoaram a região, com mais de 600 itens que retratam como era a vida da população.
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