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OPINIÃO ECONÔMICA

Tecnologia invisível, resultados visíveis

Mais do que flores e chocolates, a data pressiona plataformas, pagamentos e logística - e expõe quem não sustenta picos de acesso

Beto Yunes | 12/06/2026, 12:57 h | Atualizado em 12/06/2026, 12:57
Opinião Econômica


          Imagem ilustrativa da imagem Tecnologia invisível, resultados visíveis
Beto Yunes é CTIO (sigla em inglês para Diretor de Tecnologia e Inovação) da Globalsys |  Foto: Arquivo/AT

O Dia dos Namorados é tradicionalmente associado ao aumento no comércio de itens como flores, chocolates e perfumes. No entanto, para quem opera na camada tecnológica dos negócios, a data serve de análise para performance, escalabilidade e capacidade tecnológica das empresas.

Nos últimos anos, a jornada de compra deixou de ser linear e passou a ser distribuída. Hoje, ela é composta por múltiplos pontos de contato, dentre eles mobile, redes sociais, aplicativos e e-commerce, exigindo uma arquitetura capaz de sustentar experiências consistentes em tempo real.

Nesse cenário, o cliente não avalia apenas produto ou preço, mas disponibilidade e fluidez da jornada. Quando uma campanha é lançada e milhares de consumidores acessam uma plataforma ao mesmo tempo, a tecnologia deixa de ser apenas um suporte operacional e passa a ser determinante para o sucesso do negócio.

Afinal, não importa o investimento realizado em marketing, a força da marca ou a qualidade do produto se, no momento da compra, o sistema não consegue responder à demanda.

Datas sazonais como o Dia dos Namorados funcionam como um verdadeiro teste de resistência para as organizações. É nesse momento que bancos de dados, sistemas de pagamento, plataformas de gestão e operações logísticas precisam trabalhar de forma sincronizada, processando milhares de informações por segundo sem comprometer a experiência do consumidor.

Costumo dizer que a melhor tecnologia é aquela que o cliente não percebe. Quando tudo funciona perfeitamente, o consumidor conclui sua compra em poucos cliques e segue sua rotina sem imaginar a complexidade existente por trás daquela operação.

É justamente essa invisibilidade que demonstra a eficiência de uma arquitetura bem planejada. Outro desafio é a integração omnichannel. O consumidor atual não diferencia loja física, aplicativo ou e-commerce. Ele espera encontrar os mesmos preços, o mesmo estoque e as mesmas condições de compra em qualquer ambiente.

Para atender a essa expectativa, as empresas precisam investir em sistemas conectados, capazes de compartilhar informações em tempo real e garantir consistência em toda a jornada.

Isso exige sincronização de dados em tempo real e uma camada de integração robusta entre sistemas. Sem isso, a experiência se fragmenta e a confiança se perde. Ao mesmo tempo, a inteligência artificial vem ampliando sua importância na estratégia comercial.

Além de personalizar ofertas e recomendações, ela permite prever comportamentos de consumo e antecipar cenários de demanda. Isso torna possível preparar a infraestrutura com maior precisão, reduzindo riscos e aumentando a eficiência operacional.

O crescimento constante das vendas digitais demonstra que essa transformação não é uma tendência passageira.

Ela já faz parte da realidade dos negócios. E quanto mais competitivo se torna o mercado, mais evidente fica que tecnologia não pode ser tratada como um custo ou um departamento isolado.

Hoje, ela é parte da estratégia. É o que garante escalabilidade, confiança, integração e capacidade de crescimento.

Em datas como o Dia dos Namorados, isso fica ainda mais claro: conquistar o cliente é importante, mas estar preparado para atendê-lo quando ele chega é o que realmente faz a diferença.

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