Grupo G: belgas à frente em chave tensa
Com Bélgica favorita e Irã no centro das atenções políticas, Grupo G conta com Egito de Salah e frágil Nova Zelândia
A Bélgica chega à Copa do Mundo de 2026 como favorita no Grupo G, mas a disputa pela segunda vaga promete equilíbrio entre três seleções que enxergam na competição uma oportunidade histórica: Egito, Irã e Nova Zelândia.
Embora não conte mais com o mesmo brilho de anos anteriores, os “Diabos Vermelhos” ainda reúnem nomes capazes de decidir partidas. Sob o comando de Rudi Garcia, a equipe chega respaldada pela experiência de Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku e Thibaut Courtois, pilares de uma geração que colocou o país entre as principais forças do futebol mundial na última década.
Ao lado deles, atletas como Jérémy Doku representam a renovação necessária para manter a competitividade da seleção. A expectativa é que a superioridade técnica do elenco seja suficiente para garantir a liderança da chave.
Principal concorrente pela classificação, o Egito vê no torneio uma oportunidade histórica. Os africanos nunca avançaram à fase mata-mata de uma Copa do Mundo, mas chegam confiantes graças à qualidade de Mohamed Salah e Omar Marmoush.
Em um grupo sem outras potências tradicionais, os Faraós aparecem como fortes candidatos a terminar entre os dois primeiros colocados.
O Irã desembarca no Mundial cercado por fatores que vão além do futebol. Em meio ao conflito com os Estados Unidos, um dos países-sede da competição, a seleção enfrentou dificuldades logísticas e políticas antes mesmo da estreia.
Apesar das incertezas, os iranianos contam com a experiência de Mehdi Taremi e a competitividade demonstrada nos últimos anos no cenário asiático para tentar alcançar pela primeira vez as oitavas de final. A ausência de Sardar Azmoun reduz o potencial ofensivo, mas não elimina as chances de surpreender.
Correndo por fora, a Nova Zelândia retorna à Copa do Mundo após 16 anos. Beneficiada pela vaga direta destinada à Oceania, a seleção busca conquistar sua primeira vitória em Mundiais e sonha com uma campanha histórica.
O centroavante Chris Wood, maior artilheiro da história do país, é a principal referência técnica de um elenco que aposta na organização coletiva para compensar a diferença de qualidade em relação aos adversários.
Bélgica: geração renovada
A Bélgica chega à Copa de 2026 ainda carregando o peso de sua geração mais vitoriosa, mas já em um claro processo de renovação. Embora não ostente mais o status degeração de ouro e candidata ao título, segue como favorita do Grupo G graças à qualidade técnica de nomes como Kevin De Bruyne, Romelu Lukaku e Thibaut Courtois.
O técnico Rudi Garcia tenta equilibrar a experiência dos veteranos com a explosão de talentos mais jovens, como Jérémy Doku. Em uma chave sem grandes potências, os belgas têm tudo para confirmar a liderança e avançar à segunda fase sem maiores sustos.
Egito: faraós competitivos
O Egito enxerga a Copa do Mundo como uma oportunidade histórica de alcançar, pela primeira vez, a fase mata-mata. Liderada por Mohamed Salah, principal jogador da história recente do país, a seleção africana chega respaldada por uma geração competitiva que também conta com Omar Marmoush. Sem o brilho de outras equipes do continente em edições recentes, os Faraós compensam com organização e experiência.
Em um grupo equilibrado, aparecem como principais candidatos à segunda vaga e sabem que os confrontos contra Irã e Nova Zelândia podem definir seu destino.
Irã: desafios e dificuldades
O Irã desembarca no Mundial cercado por desafios dentro e fora de campo. A guerra com os Estados Unidos, um dos países-sede da competição, trouxe dificuldades logísticas e aumentou a pressão sobre a seleção. Apesar disso, os iranianos mantêm a tradição de competitividade construída nas últimas décadas no futebol asiático. Mehdi Taremi segue como a principal referência técnica de uma equipe experiente, mas que sente a ausência de Sardar Azmoun.
Se conseguir transformar a turbulência externa em motivação, o Irã tem condições de brigar diretamente por uma vaga na segunda fase.
Nova Zelândia: representante da Oceania
De volta à Copa após 16 anos, a Nova Zelândia chega sem favoritismo, mas com o objetivo de surpreender. Beneficiada pela vaga direta destinada à Oceania, a seleção aposta na organização coletiva e na experiência de Chris Wood, maior artilheiro de sua história. O elenco está longe do nível técnico dos principais concorrentes da chave, mas já mostrou em participações anteriores que pode ser um adversário difícil de ser derrotado.
Para avançar, os All Whites precisarão superar suas limitações e aproveitar ao máximo os confrontos diretos contra Egito e Irã.
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