Expectativa de crescimento para economia do ES, segundo dados de instituto
Dados divulgados pelo IJSN indicam que a economia local deve seguir crescendo e superar números obtidos em 2025
Dados divulgados na última quinta-feira (4) pelo Instituto Jones do Santos Neves (IJSN) mostram que a economia do Espírito SAnto manteve ritmo de crescimento apresentado em 2025. A avaliação dos especialistas do IJSN é de que o crescimento deste ano deve superar o do ano passado.
O Produto Interno Bruto (PIB) capixaba totalizou R$ 61,3 bilhões no primeiro trimestre do ano, com acumulado em quatro trimestres de R$ 253,1 bilhões.
No acumulado, o crescimento foi de 5%, influenciado pelas expansões de 11,8% da indústria e 2,5% de comércio e serviços, bem acima da média nacional, que registrou crescimento de 1,8% na mesma base de comparação.
O Espírito Santo foi o primeiro a apresentar os dados locais após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) ter divulgado dados nacionais sobre o tema, conforme explicou o diretor-geral do IJSN, Antônio Rocha.
No quarto trimestre do ano passado, o crescimento acumulado nos últimos quatro trimestres foi de 3,9%, enquanto no primeiro trimestre deste ano foi de 4,8%.
O crescimento da indústria teve como destaque a indústria extrativa, impulsionada pelo aumento da produção de petróleo, gás natural e pelotas de minério de ferro, segundo Rocha.
“A extração de petróleo cresceu 35,7%, enquanto a produção de gás natural disponível avançou 123,2%. Também contribuíram para o resultado os aumentos na produção de pelotas da Vale com alta de 35% e da Samarco em 18%”, detalhou.
Sobre a expectativa de crescimento para o ano como um todo, Pablo Lira, especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e pesquisador do ISJN, disse que alguns condicionantes macroeconômicos indicam que pode superar o crescimento de 2025.
“A retomada da Samarco, que está em franca expansão, a produção da plataforma Maria Quitéria, a entrada em operação no segundo semestre do Porto da Imetame. Tudo indica, se nenhum fator atípico acontecer, que deve fechar com crescimento acima da média nacional e provavelmente acima do que o Espírito Santo cresceu no ano passado”, afirmou.
“Impactos com tafifas, mas sem crise”, diz pesquisador
As novas tarifas anunciadas pelos EUA podem criar impactos pontuais sobre alguns segmentos exportadores do Espírito Santo, mas ainda não representam um cenário de crise para a economia capixaba.
A avaliação do especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental e pesquisador do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) Pablo Lira é que os efeitos dependerão da efetiva entrada em vigor das medidas e da lista definitiva de produtos atingidos.
“A principio, petróleo, minério, celulose, gengibre, pimenta, frutas e quartzito ficaram na lista de exceção. É preocupante, mas não é momento para desespero”, disse.
Apesar das incertezas, a expectativa é que a diversificação dos mercados compradores contribua para reduzir os efeitos das medidas norte-americanas. Acordos comerciais e o rearranjo das relações podem funcionar como mecanismos de compensação.
“Como a gente viu no ano passado, essas medidas anunciadas pelos EUA contribuíram para que o Estado e o Brasil reforçassem um rearranjo do comércio exterior com a Europa e com a China, tendem a neutralizar possíveis impactos no futuro”, avaliou.
Saiba Mais
Indústria e serviços
- A principal força por trás do avanço do PIB do Espírito Santo foi a indústria, que registrou crescimento de 11,8% no acumulado do ano.
- A extração de petróleo cresceu 35,7%, enquanto a produção de gás natural disponível avançou 123,2%.
- O setor de serviços, responsável pela maior parcela da economia estadual, também contribuiu para o crescimento, com expansão de 2,5%.
- Entre as atividades com melhor desempenho estão o comércio varejista ampliado, os serviços prestados às famílias e os transportes.
- Na contramão dos demais setores, a agropecuária registrou retração de 2,6% no acumulado do ano, influenciada pela previsão de queda na produção de parte dos principais produtos agrícolas do Espírito Santo.
Comparação entre trimestres
- Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, descontados os efeitos sazonais, a economia capixaba ficou estável.
- O avanço de 1,4% da indústria foi compensado pelas quedas de 3,3% na agropecuária e de 1% nos serviços.
- Em valores correntes, o PIB do Espírito Santo somou R$ 61,3 bilhões entre janeiro e março.
- No acumulado dos últimos quatro trimestres, a economia estadual movimentou R$ 253,1 bilhões.
- Segundo o levantamento do IJSN, o Espírito Santo apresentou desempenho superior ao do Brasil em três das quatro bases de comparação analisadas.
- Além de crescer mais no acumulado do ano e na comparação interanual, o Estado também superou a média nacional no acumulado de quatro trimestres, reforçando o papel da indústria extrativa como principal motor da economia capixaba neste início de 2026.
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