IPC Maps: no que gasta a população das vinte maiores cidades
Estudo aponta que gastos com veículo superam alimentação, enquanto Vila Velha é líder em potencial de compras no Estado
As famílias capixabas vão gastar R$ 176 bilhões este ano. É o que aponta o estudo do IPC Maps, que analisa os hábitos de consumo da população das 20 principais cidades do Espírito Santo, conforme o ranking de potencial de consumo.
Essas 20 cidades somam R$ 143,41 bilhões, e representam 1,65% do potencial de consumo do País, segundo Marcos Pazzini, sócio da IPC Marketing Editora e responsável pela pesquisa. “O Estado, como um todo, teve crescimento da população de classe A em relação ao ano passado, e queda nas classes D e E”, explicou.
O principal fator é a criação de empregos mais qualificados no Estado, conforme o pesquisador.
No geral do Espírito Santo, as categorias que mais se destacam no estudo são habitação, que incluem gastos como aluguel, água, energia, gás e manutenção, e veículo próprio, que incluem gastos como combustível, seguro e manutenção, destacou Pazzini.
“Chama atenção que gastos com o veículo estejam acima de gastos com alimentação, tanto dentro quanto fora do domicílio”, avaliou o responsável pela pesquisa.
O ranking do Estado é liderado por Vila Velha, que tem potencial de compra de R$ 28,23 bilhões. Desde 2021, a cidade canela-verde está na liderança, seguida por Serra e Vitória, na segunda e terceira posição, respectivamente.
As duas cidades também tiveram alto crescimento do potencial de consumo frente a 2025, assim como outras integrantes da Grande Vitória, diz Pazzini.
A pesquisa mostra que há uma base de consumo com maior capacidade de gasto, especialmente em habitação, veículos, saúde e educação, pelas classes A e B, destacou André Spalenza, coordenador do Observatório Connect Fecomércio-ES. “Classe A e B formam uma base de consumo com grande capacidade de gasto”, detalhou.
Vila Velha lidera o ranking por ser uma cidade completamente integrada à dinâmica metropolitana, com forte presença residencial, comércio e serviços consolidados e turismo aquecido, contou Spalenza.
A cidade apresenta forte expansão residencial nos últimos anos, e consequentemente aquecimento do mercado imobiliário, assegurou o coordenador do Observatório Connect Fecomércio-ES.
Ranking das 20 maiores cidades
1º Vila Velha
O potencial de consumo de Vila Velha é de R$ 28,23 bilhões. Teve aumento de mais de R$ 3,5 bilhões em relação ao ano passado.
O segmento de maior impacto econômico é o de veículo próprio, com gasto estimado em R$ 4,03 bilhões. Já habitação é R$ 7,02 bilhões.
Com predominância da classe média e forte capacidade de consumo, é mercado estratégico para setor automotivo, alimentação e construção civil.
2º Serra
O potencial de consumo da Serra é de R$ 25,92 bilhões. Teve aumento de mais de R$ 5 bilhões em relação ao ano passado.
A principal força de consumo está concentrada na classe C, que representa 58,4% dos domicílios e movimenta cerca de R$ 11,58 bilhões.
A habitação também lidera os gastos das famílias, com R$ 6,9 bilhões. Veículo próprio movimenta mais de R$ 3,4 bilhões.
A cidade se destaca como polo estratégico de consumo, sendo mais estratégico para os mercados de varejo, construção civil, saúde, alimentação e setor automotivo.
3º Vitória
O potencial de consumo total de Vitória é de R$ 22,09 bilhões. Teve aumento de quase R$ 1,5 bilhão em relação ao ano passado.
Diferentemente de outros municípios da Grande Vitória, a capital apresenta forte participação das classes de maior poder aquisitivo, de classes A e B, que somadas concentram mais de 70% do potencial de consumo da cidade.
O perfil econômico da cidade favorece clínicas especializadas, hospitais privados, farmácias e serviços premium de saúde. Só com plano de saúde e tratamento médico/dentário o potencial de gasto é R$ 1,17 bilhão.
É uma das cidades mais estratégicas para negócios voltados ao público de maior poder aquisitivo, especialmente nos setores de saúde, gastronomia, educação, imóveis e serviços premium.
4º Cariacica
O potencial de consumo total de Cariacica é de R$ 15,43 bilhões. Teve uma pequena redução em relação ao ano passado.
A estrutura econômica da cidade é fortemente baseada na classe C, que representa 52,6% dos domicílios urbanos e movimenta cerca de R$ 5,91 bilhões em consumo.
Os dados mostram que Cariacica reúne características importantes para expansão de negócios voltados ao consumo de massa: predominância da classe média; grande volume populacional; forte demanda por varejo popular; expansão urbana contínua; potencial crescente em serviços e comércio.
5º Cachoeiro de Itapemirim
O potencial de consumo de Cachoeiro de Itapemirim, em 2026, é de R$ 8,09 bilhões. Teve aumento de R$ 35 milhões em relação a 2025.
A classe B representa 21,4% das residências e movimenta quase R$ 3 bilhões. O perfil evidencia uma economia sustentada principalmente pela classe média e pelo consumo popular.
Entre os fatores que fortalecem o município estão influência regional sobre cidades vizinhas; forte presença do comércio; e crescimento da demanda por alimentação e construção.
6º Linhares
O potencial de consumo de Linhares é de R$ 7,52 bilhões. No ano passado, era de R$ 6,73 bilhões.
A classe A representa 2,9% dos domicílios, com R$ 1,14 bilhão em potencial de compra.
A categoria de maior peso é a de habitação, com movimentação de R$ 1,85 bilhão.
Entre os fatores que fortalecem o município estão crescimento urbano; influência regional; agronegócio forte; mercado consumidor em expansão; e predominância da classe média.
7º Colatina
O potencial de consumo total de Colatina é de R$ 5,42 bilhões. Teve aumento de R$ 100 milhões em relação ao ano passado.
A estrutura econômica é liderada pela classe C, responsável por 58,8% dos domicílios urbanos e por cerca de R$ 2,13 bilhões em consumo.
A principal categoria de consumo em Colatina é a de habitação, que movimenta cerca de R$ 1,33 bilhão.
Entre os fatores que fortalecem o município estão influência regional no comércio e serviços; mercado consumidor concentrado na classe média; forte atividade varejista; relevância logística para o Noroeste do Espírito Santo; e crescimento da demanda por saúde, alimentação e construção.
8º Guarapari
O potencial de consumo total de Guarapari é de R$ 5,26 bilhões.
A classe A representa 1,8% dos domicílios urbanos, e movimenta aproximadamente R$ 673 milhões.
A principal categoria de consumo em Guarapari é a de habitação, que movimenta cerca de R$ 1,36 bilhão. O indicador também acompanha o peso do mercado imobiliário e das residências de veraneio na cidade.
As categorias de alimentação movimentam cerca de R$ 575 milhões, impulsionando supermercados, restaurantes, bares e serviços ligados ao turismo gastronômico.
O cenário aponta oportunidades para investimentos em varejo, hotelaria, gastronomia, construção civil, saúde e serviços voltados ao turismo e ao consumo popular.
9º São Mateus
O potencial de consumo total da cidade de São Mateus é de R$ 4,89 bilhões.
Classes A e B representam 21,9% dos domicílios urbanos, e movimentam juntas quase R$ 2 bilhões.
A principal categoria de consumo em São Mateus é a de habitação, que movimenta aproximadamente R$ 1,17 bilhão.
O cenário aponta oportunidades para investimentos em varejo, serviços urbanos, saúde, construção civil, alimentação e setores voltados ao consumo popular.
10º Aracruz
O potencial de consumo total de Aracruz é de R$ 4,27 bilhões.
A classe A representa 2,9% dos domicílios e concentra mais de R$ 625 milhões em potencial de compra.
Habitação lidera os gastos e ultrapassa R$ 1 bilhão, seguida por veículo próprio, que movimenta mais de R$ 528 milhões.
11º Viana
O potencial de consumo total da cidade de Viana é de R$ 2,84 bilhões. Teve aumento de cerca de R$ 25 milhões em relação ao ano passado.
A classe C é responsável por 51,1% dos domicílios urbanos e por R$ 1,23 bilhão em consumo.
Habitação lidera os gastos e supera R$ 750 milhões, seguida por veículo próprio (R$ 334 milhões) e material de construção (R$ 130 milhões).
Entre os fatores que fortalecem a cidade estão crescimento logístico e industrial; expansão habitacional; e localização estratégica.
12º Nova Venécia
O potencial de consumo total da cidade de Nova Venécia é de R$ 2,08 bilhões. Teve aumento de cerca de R$ 16 milhões em relação ao ano passado.
A classe C lidera mercado consumidor do município, com gastos de cerca de R$ 666 milhões.
A habitação lidera os gastos e supera R$ 464 milhões, enquanto veículo próprio movimenta mais de R$ 213 milhões e alimentação ultrapassa R$ 194 milhões.
Entre os fatores que fortalecem o município estão influência regional no comércio e serviços; e forte ligação com o agronegócio.
13º Castelo
O potencial de consumo total da cidade de Castelo é de R$ 1,64 bilhão. Teve pequena redução em relação ao ano passado.
Classes A e B representam 24,7% dos domicílios urbanos, com potencial de consumo de R$ 701 milhões.
Habitação lidera os gastos e supera R$ 348 milhões, sendo R$ 35 milhões somente da classe A.
Alimentação ultrapassa R$ 149 milhões e saúde e higiene movimentam mais de R$ 116 milhões.
14º Santa Maria de Jetibá
O potencial de consumo de Santa Maria de Jetibá é de R$ 1,57 bilhão. Teve pequena redução em relação a 2025.
A classe C, responsável por 59,8% dos domicílios urbanos, terá consumo de R$ 402 milhões.
A classe A terá consumo de R$ 94 milhões, com destaque para veículo próprio, habitação e educação.
Entre os fatores que fortalecem a economia local estão forte atividade agropecuária (produção agrícola e avícola); e mercado consumidor concentrado na classe média.
15º Barra de São Francisco
O potencial de consumo total de Barra de São Francisco é de R$ 1,39 bilhão.
A classe C é responsável por 42,6% dos domicílios urbanos e por R$ 439 milhões em consumo.
Os principais gastos da classe A são com habitação, veículo próprio, materiais de construção e plano de saúde/tratamento dentário.
O cenário aponta oportunidades para investimentos em segmentos de consumo popular.
16º Marataízes
O potencial de consumo total de Marataízes é de R$ 1,39 bilhão.
A maior parte desse mercado está concentrada nas classes C (40,1%) e B (32,2%), enquanto as classes D/E representam 17,8% e a classe A, 9,9% do potencial total de consumo.
A classe C lidera o potencial de consumo em praticamente todas as categorias, especialmente em habitação, alimentação, transporte, saúde e educação.
O segmento de habitação aparece como o maior destino dos gastos das famílias marataizenses, movimentando cerca de R$ 355,4 milhões.
17º São Gabriel da Palha
O potencial de consumo de São Gabriel da Palha é de R$ 1,38 bilhão. Teve aumento de R$ 10 milhões em relação ao ano passado.
A economia local é fortemente sustentada pela classe C, responsável por 46,1% do consumo total, seguida pela classe B, com 33,6%. Já as classes A e D/E representam, respectivamente, 13% e 7,3% do potencial de consumo.
A habitação lidera despesas das famílias, movimentando mais de R$ 324 milhões, seguido por veículo próprio, com mais de R$ 157 milhões, e alimentação, com quase R$ 139 milhões.
Apresenta uma base de consumo mais concentrada na classe C, com destaque para categorias como habitação, alimentação, saúde, transporte, vestuário e educação.
18º Domingos Martins
O potencial de consumo total de Domingos Martins é de R$ 1,35 bilhão. Teve aumento de R$ 10 milhões em relação ao ano passado.
A classe A representa 4% dos domicílios urbanos — percentual elevado em comparação com outros municípios fora da Grande Vitória, e responde por 20,2% do mercado, com mais de R$ 145 milhões.
A habitação concentra maior volume de gastos, movimentando mais de R$ 184 milhões.
As categorias de alimentação somam aproximadamente R$ 78,8 milhões, reforçando o potencial para restaurantes, cafeterias e empreendimentos gastronômicos.
A combinação entre forte presença das classes B e A, tradição turística e elevado potencial de consumo posiciona Domingos Martins como um dos mercados mais qualificados fora da Grande Vitória.
19º Itapemirim
O potencial de consumo total de Itapemirim é de
R$ 1,33 bilhão. Teve aumento de R$ 14 milhões em relação ao ano passado.
Apesar da grande presença das classes D/E em número de residências, o maior poder de consumo permanece concentrado nas classes B e C.
A habitação lidera os gastos das famílias, movimentando mais de R$ 276 milhões. Já gastos com veículo próprio somam R$ 123,6 milhões.
As classes B e C lideram o consumo em praticamente todas as categorias, especialmente em habitação, alimentação, transporte, saúde, vestuário e educação.
20º Anchieta
O potencial de consumo total de Anchieta é de R$ 1,29 bilhão. Teve aumento de R$ 11 milhões em relação ao ano passado.
A maior parcela do mercado consumidor está concentrada nas classes C (39%) e B (35,2%).
A habitação lidera os gastos das famílias, movimentando cerca de R$ 298,5 milhões. Já veículo próprio movimenta R$ 148,4 milhões.
Educação, turismo e lazer mantêm demanda consistente. O perfil turístico de Anchieta contribui para a movimentação de serviços ligados ao lazer e à hospitalidade.
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