Piloto de avião é condenado a 52 anos de prisão por feminicídio em PE
Crime foi motivado pela recusa da vítima em abortar filha que teve com o acusado
O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) condenou o piloto de avião Mayky Fernandes dos Santos a 52 anos, 4 meses e 24 dias de prisão pelo feminicídio e pela tentativa de feminicídio contra a comissária de bordo Dinorah Cristina Barbosa da Silva, de 35 anos. O julgamento foi realizado pela 1ª Vara Criminal de Paulista, no Grande Recife. Como cumpre pena no sistema penitenciário de São Paulo, o réu participou da sessão por videoconferência e não poderá recorrer em liberdade.
Motivação e dinâmica do crime
Dinorah e Mayky se conheceram em 2018 e mantiveram um relacionamento em segredo, pois o piloto namorava outra mulher. A comissária engravidou e recusou-se a abortar, contrariando a vontade de Mayky. A recusa da vítima teria sido o motivo do planejamento do crime.
O assassinato aconteceu no dia 24 de outubro de 2019, no bairro de Maranguape II, em Paulista, no Grande Recife. Dois homens encapuzados invadiram a residência e executaram Dinorah a tiros enquanto ela amamentando a filha do casal, na época com 8 meses. A execução ocorreu na presença da mãe e da bebê da vítima, que não ficaram feridas. Dinorah já havia sofrido uma primeira tentativa de feminicidio, também a mando do piloto.
Planejamento do crime e condenações
As investigações apontaram que os crimes foram planejados e contaram com o apoio de Maria Aparecida Brandão Batista, mãe da namorada da Mayky. Juntos, de São Paulo, eles contrataram criminosos que executaram Dinorah em Pernambuco.
Com a decisão da Justiça, Mayky tornou-se o sexto envolvido a ser condenado pelo crime. As penas para o grupo foram as seguintes: Mayky Fernandes dos Santos (ex-parceiro e mandante): 52 anos, 4 meses e 24 dias de prisão; Maria Aparecida Brandão Batista (sogra e mandante): 49 anos e 6 meses de prisão; Denis Pereira da Silva (executor): 33 anos de prisão; Douglas Dias Pereira (articulador): 29 anos e 3 meses de prisão; Victor Hugo Lima da Silva (executor): 28 anos, 1 mês e 15 dias de prisão; Rosane Barbosa de Andrade (indicou os executores): 25 anos e 8 meses de prisão.
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