Menino de 8 anos é atacado por cachorro em Vila Velha e fica ferido
Criança teve ferimentos graves na cabeça, passou por cirurgia e se recupera em casa; polícia aponta responsabilidade da tutora
Um menino de 8 anos foi atacado por um cachorro e ficou gravemente ferido na cabeça por volta do meio-dia da última segunda-feira (18). O ataque, que ocorreu no bairro Barramares, em Vila Velha, fez com que a criança tivesse o couro cabeludo arrancado. Durante a ocorrência, outras duas crianças estavam próximas do local, mas não foram atacadas.
De acordo com a mãe, o filho brincava na rua enquanto ela o observava. Em determinado momento, o menino se abaixou perto de uma fossa para pegar um “matinho”. Foi nesse instante que o cachorro, que estava solto na rua, avançou e o atacou.
A mãe precisou usar um pano para estancar o sangramento. Um entregador que passava pelo local levou a criança para o hospital.
O menino passou por uma cirurgia de emergência e ficou três dias internado. Após receber alta, ele se recupera em casa.
Ainda segundo o relato, o animal que atacou o menino já teria se envolvido em outros cinco ataques, na mesma rua. A tutora do cachorro está prestando ajuda à família e disse também que irá a uma delegacia para registrar uma ocorrência.
Delegado explica o que fazer em casos de ataque
De acordo com o delegado da Polícia Civil do Espírito Santo, Leandro Piquet, em casos assim, a responsabilidade é exclusivamente da tutora do animal.
"Não cabe a pode público um intervenção direta no animal. Cabe ao tutor garantir um espaço adequado para esse animal viver, pode o tutor adestrar esse animal e se o tutor quiser, passear com esse animal, prestar atenção a guia adequada e na focinheira", disse.
O delegado orientou também que quem for vítima de um ataque procure o poder executivo municipal.
"Cabe a prefeitura passar no local, orientar o tutor, inclusive autua-lo", completou.
Secretaria de Saúde registrou mais de 4 mil ataques em 2025
Segundo Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), no ano 2025 foram registradas 5.474 notificações de agressões por cães na Região Metropolitana do Espírito Santo.
Os cães são os principais responsáveis por acidentes envolvendo animais potencialmente transmissores da raiva.
Ainda de acordo com a Sesa, os ataques ocorrem, em sua maioria, nas mãos, pés e membros inferiores.
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